Categoria: Veículos | Blog

Selecionados Ruff: Fiat Tempra

Na década de 1990, o Tempra fez bastante sucesso no Brasil, sendo um dos sedãs médios mais comercializados no país. Além do charme e estilo semelhante ao dos carros italianos, ele conquistou o mercado nacional por causa de seu amplo espaço interno e conforto.

Tempra vem do palavra italiana “tempera”, termo que se refere a quem tem temperamento forte. Ou seja, buscava-se representar por meio do nome toda a sua potência mecânica e a imponência visual. Ao longo dos anos, o Tempra foi ganhando novas configurações e acabou tornando-se um queridinho de muitos brasileiros.

O carro de temperamento forte

Antes de chegar ao Brasil, o Tempra já fazia sucesso na Europa. Ele foi lançado na Itália em 1990 e criado para se destacar como uma atualização do Fiat Tipo. O sedã médio entrou no mercado brasileiro um ano mais tarde, chegando para competir com o Chevrolet Monza, Ford Versailles e com o Volkswagen Santana.

Produzido na fábrica de Betim, em Minas Gerais, o Tempra era quase 100% todo nacional. As principais características que fizeram dele um grande desejo de consumo dos brasileiros foram a inclinação do para-brisa e o porta-malas bastante espaçoso. Além disso, era um carro moderno e completo, incluindo ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga-leve e vidros elétricos.

Por fora, o Tempra chamava bastante atenção por ser longo. Por dentro, ele não decepcionava. Além dos itens já citados, os bancos confortáveis abrigavam cinco pessoas tranquilamente, sem precisar que ficassem espremidas. Quem conhece esse automóvel, sabe que espaço era mesmo um de seus grandes diferenciais.

Tempra 16V

O ano de 1993 ficou marcado pelo lançamento do Tempra 16V, o primeiro automóvel do Brasil com motor multiválvulas. No total, eram quatro válvulas por cilindro e o motor 2.0 tinha injeção eletrônica multipoint. Para completar, ele atingia 127 cv e chegava a alcançar 200 km/h. Legal, né?

Em comparação com a versão anterior, o Tempra 16V tinha itens mais modernos e luxuosos. As rodas, por exemplo, vinham com discos de freio, além de ser possível optar pelo ABS. No interior, os compradores podiam optar por bancos de couro, check-control e CD player ao invés do toca-fitas.

Com toda a sua potência e sofisticação, o Tempra 16V era encontrado por um valor relativamente baixo, o que fazia dele um carro bastante competitivo no mercado.

Tempra Turbo e Stile

A Fiat continuou investindo no aprimoramento do Tempra e, em 1994, lançou a versão Turbo desse sedã médio. Os diferenciais dele eram seus faróis extras de longo alcance, painel remodelados e suas rodas iguais às que eram utilizadas no Uno Turbo.

Na versão duas-portas do Tempra Turbo, os motoristas contavam ainda com um motor de oito válvulas e turbina Garrett T3 165 cv. Ah, e não podemos nos esquecer da injeção eletrônica. Ele chegava a 212 km/h e tinha freios redimensionados. Essa configuração fez do Turbo um dos grandes destaques de 1995.

No ano seguinte, em 1995, a Fiat inovou mais uma vez e apresentou ao mercado nacional o Tempra Stile. Ele manteve o motor turbo e tinha como novidade quatro portas. Algum tempo depois, o Tempra Turbo foi substituído pelo Stile, carro que tinha um desenho mais esportivo e ainda mais conforto.

Ah, e vale lembrar ainda que tanto o Tempra Turbo quanto o Stile tinham rodas aro 14.

Fiat Tempra com facelift

Quando 1996 chegou, muitos já previam o fim da produção do Tempra. Mas, antes de que esse dia chegasse, a Fiat anunciou a implantação do facelift, com um sistema de faróis mais baixos e munidos de refletores duplos. Essa novidade fez com que ele tivesse uma iluminação de primeiro nível. Isso ainda incluía lanternas traseiras com uma “bolha” para a luz de ré e direção.

Depois dessa novidade, a Fiat criou novas categorias para o modelo. As versões IE/8v, Ouro/16V e Stile deram origem a SX, HLX e Turbo Stile.

Fim do Tempra e lançamento do Marea

Com o fim do Tempra já quase definido, o modelo lançado em 1998 ainda veio com alguns diferenciais na tentativa de atrair novos consumidores. Ele tinha para-choques semelhantes ao do Palio, uma grade nova, colunas pretas e suspensão dianteira com estabilizador desacoplado do braço transversal.

Apesar dessas e outras novidades, o Tempra perdeu espaço para o Marea, que chegou naquele ano como uma nova geração de Fiat médio. Além de ser mais moderno e mais potente, o Marea em sua versão simples era mais barato que o Tempra.

No final de 1988, a Fiat do Brasil produziu seu último Tempra, o que até causou certa comoção nos fãs do modelo. Em 1999, ainda era possível encontrá-lo nas concessionárias, ou seja, apesar do modelo ser 99, a fabricação era 98. Como era o último ano do Tempra no mercado, houve uma procura maior pelo veículo nas lojas.

O Marea foi comercializado no Brasil entre 1998 e 2008. No entanto, nesse dez anos de história, ele nunca chegou a ser tão popular e adorado pelos motoristas como o Tempra havia sido.

Para quem sente saudades do Tempra, é possível encontrar esse clássico ano 99 sendo revendido na faixa entre os 10 e 15 mil reais.

Qual é a sua opinião sobre o Fiat Tempra? Já teve a chance de dirigir um? Conte para gente nos comentários.

 

Os 7 melhores museus de automóveis

Ao redor do mundo, existem diversos museus de automóveis com acervos capazes de deixar qualquer apaixonado por carro babando. Além de reunirem modelos raros, alguns se destacam por recontarem a história das maiores fabricantes do mundo. E é por isso que nós reunimos os car lovers da Ruff e listamos os melhores museus do mundo. 

1.  BMW Museum – Munique (Alemanha)

 

Um dos museus de automóveis mais emblemáticos do mundo fica em Munique, capital do estado da Baviera. O BMW Museum revive toda a história da marca, exibindo carros, motos, motores, turbinas e até aviões. Além do acervo impressionante, o design do museu também chama a atenção por causa de suas formas futurísticas.

O BMW Museum foi inaugurado em 1979 e renovado pela última vez em 2008. Ele fica ao lado do BMW Welt, onde estão expostos os modelos atuais da empresa, e ao lado da Fábrica da BWM, onde é possível fazer uma visita guiada para conhecer toda a linha de produção. Sensacional, não é?

2. Porsche Museum – Sttutgart (Alemanha)

A Porsche é uma marca originalmente austríaca, mas hoje tem sua sede na cidade alemã de Sttutgart. É lá também que fica o museu da fábrica de esportivos. Assim como os seus automóveis, o lugar é cheio de luxo e custou cerca de 100 milhões de euros para ser construído.

O Porsche Museum, inaugurado em 2009, tem 80 veículos em exibição. Eles ficam expostos em ordem cronológica para demonstrar a evolução da marca. Do carro mais antigo até o mais moderno, você percebe que a empresa soube manter sua identidade ao longos de todo esse tempo. Ah, o museu também tem uma loja com lembrancinhas e miniaturas dos modelos mais famosos da Porsche.

3. Mercedes-Benz Museum –  Stuttgart (Alemanha)

Stuttgart, e a Alemanha como um todo, é mesmo um paraíso para os apaixonados por carro. Além do museu da Porsche, a cidade é o endereço do museu da Mercedes-Benz. Ele fica em um prédio imponente e futurista de nove andares. No espaço, estão expostos 160 modelos da fabricante alemã, além de 1.500 peças, entre motores e acessórios.

O legal do Mercedes-Benz Museum é que ele conta toda a história da marca. Os visitantes têm a chance de conhecer os detalhes sobre o dia em que Carl Benz patenteou o primeiro automóvel do mundo. E quem ainda não sabe quando vai ter a chance de conhecer esse museu pessoalmente, pode clicar aqui e fazer um tour virtual pelo espaço.

4. Museo Enzo Ferrari – Modena (Itália)

Quando o assunto é museus de automóveis, não podemos nos esquecer dessa preciosidade italiana. O Museo Enzo Ferrari fica na cidade do fundador da empresa: Modena, perto de Bolonha. É por isso que, além da exibição de veículos e motores, o acervo do museu também reconta episódios da vida de Enzo.

O espaço reúne grandes modelos da marca e ainda proporciona algumas experiências interativas, como o simulador que faz você vivenciar uma corrida de Fórmula 1. Quem quiser ainda mais aventura, pode comprar um ingresso especial que dá direito a pilotar no Autódromo de Modena. Incrível, né?

5. Petersen Automotive Museum - Los Angeles (Estados Unidos)

Um dos maiores museus de automóveis do mundo fica em Los Angeles. O Petersen Automotive Musuem foi aberto em 1994, depois passou alguns anos fechado e reabriu em 2015 de cara nova. O prédio é gigantesco, tendo espaço suficiente para abrigar 25 galerias temáticas.

A coleção inclui desde veículos do final do século 19 até modelos atuais. Entre os destaques estão as Ferraris, Cadilacs e Mustangs. E como estamos falando de um museu localizado em Los Angeles, não poderiam faltar os clássicos do cinema hollywoodiano. Os carros utilizados nos filmes 007 e Batman, por exemplo, estão expostos lá.

6. Museu do Automóvel de Curitiba-PR – (Brasil)

O Brasil também conta com alguns museus de carros e um dos mais famosos é o Museu do Automóvel de Curitiba. Fundando em 1976, ele é uma das principais atrações turísticas da cidade. No total, o acervo conta com 150 veículos, os quais pertencem aos membros do Clube de Antiguidades Automotivas do Paraná.

Os carros estão divididos em quatro categorias: antique, vintage, milestones e classic. Algumas das maravilhas expostas incluem a McLaren 1974 pilotada por Emerson Fittipladi, um caminhão Ford 1919, um fusca conversível de 1952 e um triciclo Harley Davidson ano 1951. Então, se estiver passando por Curitiba, não deixe de parar por lá!

7. Museu Hollywood Dream Cars – Gramado-RS (Brasil)

Outro museu popular no Brasil é o Hollywood Dream Cars, localizado entre as cidades de Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. O grande diferencial dessa coleção são os carros clássicos e luxuosos da década de 1950 que fizeram sucesso nas telas do cinema.

Lá, você vai ter a chance de ver aqueles Cadillacs rabo-de-peixe que marcaram época. O acervo ainda conta com o inesquecível Ford Victoria conversível, de 1956. Além disso, a exposição inclui algumas motos antigas. Todos os veículos são restaurados e impecáveis. 

Você conhece algum desses museus de automóveis ou tem alguma outra sugestão? Conte para gente nos comentários.

Selecionados Ruff: Nissan Frontier - A picape dos “Pôneis Malditos”

Você se lembra da musiquinha “Pôneis Malditos, Pôneis malditos”? Ela fez parte da campanha publicitária lançada pela Nissan em 2011 para promover a picape Frontier. O comercial fez tanto sucesso que chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics do Twiiter e, como resultado, fez a vendas da montadora crescer.

Neste artigo, nós da Ruff contamos para você a história da Nissan Frontier e relembramos a repercussão dos pôneis malditos.

A chegada da Nissan Frontier ao Brasil

A Nissan Frontier chegou ao Brasil como um automóvel importado na década de 1990, mas a história do modelo começou bem antes disso, em 1962. Lá fora, essa picape da fabricante japonesa leva o nome de Nissan Navarra. A produção nacional da Frontier começou em 2002, na fábrica de São José dos Pinhais-PR, marcando o início da Nissan do Brasil.

A primeira geração da Frontier nacional foi colocada no mercado nas versões com tração 4x4 e 4x2, contando com um motor de 2.8 litros turbo diesel intercooler e com peso seco de 213 kg. Ela tinha uma potência máxima de 132 cv. Além disso, o modelo de estreia no Brasil já vinha equipado com ABS nas quatro rodas com EBC, faróis de neblina, airbag duplo e com outros detalhes que eram diferenciais na época.

O design das primeiras Frontiers era considerado inovador por aqui, principalmente por causa da semelhança com as picapes americanas. O capô se destacava por seu ar robusto e pelos faróis de neblina mais arredondados. Por dentro, a cabine dupla média era marcada por linhas que davam um ar esportivo ao veículo.

Em seu primeiro ano com fábrica no Brasil, a Nissan produziu 4.500 unidades da Frontier.

Pôneis Malditos, Pôneis Malditos!

Com o passar dos anos, novas gerações da Nissan Frontier foram lançados, garantindo à ela solidez no mercado brasileiro e fazendo frente às principais concorrentes: Ford Ranger, Chevrolet S-10 e a Toyota Hilux. Mas, foi em 2011 que a picape da empresa japonesa ganhou ainda mais destaque graças a um comercial de sucesso.

A publicidade dos “Pôneis Malditos” entrou no ar em julho de 2011 e rendeu bons resultados para a Nissan. No vídeo, era exibida a imagem de um veículo concorrente atolado enquanto o locutor perguntava: “Você prefere uma picape que tenha cavalos ou pôneis?”. Em seguida, o motorista chuta o pneu e o capô abre, mostrando pôneis correndo em um carrossel e cantando “Pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar”. 

Se você não se lembra do comercial, clique aqui para assisti-lo.

A repercussão da campanha foi gigante! Nas redes sociais, as pessoas só falavam sobre isso, levando os pôneis a ficarem em primeiro lugar nos trendings topics do Twitter. No Youtube, a Nissan lançou uma versão estendida do comercial, onde um pônei fofo se transforma em um “pônei do mal” e, com uma voz macabra diz que “se você não passar o vídeo para 10 pessoas, você vai sofrer a maldição do pônei: você vai ficar o resto da vida com essa música na cabeça”.

A polêmica do comercial e os bons resultados para a Nissan

Os pôneis conquistaram boa parte do público, mas o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) recebeu cerca de 30 denúncias contra o comercial. Segundo as reclamações, a campanha era um problema para as crianças, já que associava pôneis – uma figura do universo infantil – à palavra “maldito”. Mas, o processo foi arquivado após o órgão decidir que a publicidade não era inadequada.

Uma nova versão do comercial dos pôneis foi lançada em 2012 e agência de publicidade Lew’Tara/TBWA, desenvolvedora da campanha, recebeu vários prêmios com o vídeo. Quem também saiu ganhando nessa história, claro, foi a Nissan.

Por causa da repercussão dos pôneis malditos, as vendas da montadora em agosto de 2011 cresceu 81% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 5.375 veículos vendidos no mês. De acordo com dados da empresa, as vendas da Frontier aumentou em 110%. Outros modelos da Nissan também registraram números acima da média. A quantidade de vendas do Sentra, por exemplo, subiu em 127% e do Tida em 120%.

Encerramento da produção no Brasil. Agora, a Frontier vem da Argentina!

Entre 2013 e 2016, houve uma queda constante nas vendas da Frontier no Brasil. Em 2012 foram mais de 17 mil unidades comercializadas. Já em 2016, esse número caiu para 3.605. Essa pode ter sido uma das principais razões que levou a Nissan a anunciar, em setembro de 2017, o encerramento da produção da picape no Brasil.

A nova geração da Frontier passou a ser importada do México, custando entre, mais ou menos, R$ 150 mil e R$ 170 mil. Com um motor 2.3 turbo diesel de 190 cv, ela é vendida nas versões SE e LE. Em 2018, a Frontier começa a chegar ao Brasil a partir da Argentina, diretamente da fábrica instalada na cidade de Córdoba.

Você gosta de picapes? Então, conte para gente nos comentários o que você acha da Frontier Nissan.

 

6 dicas para acertar na hora de comprar um carro usado

Comprar um carro usado exige uma análise precisa. Existem vários cuidados que o comprador precisa ter para garantir um bom negócio e evitar futuras dores de cabeça. Conhecer o histórico do veículo, levar um mecânico de confiança para avaliar o carro e saber sobre os gastos com combustível são alguns pontos a serem observados antes de fechar negócio.

Confira as dicas que separamos para vocês!

1 – Certifique-se de que o carro não é roubado

Você conhece o passado do automóvel que pretende comprar? Não corra o risco de levar um carro roubado para casa. Para garantir de que está tudo em ordem, pesquise pela placa do carro no site do Detran e verifique o que há registrado sobre ele. Outra dica é conferir o número do chassi para identificar se existe alguma adulteração e compará-lo com o código registrado no motor e nos vidros.

O documento do veículo é outro modo de garantir uma compra segura. Lembre-se de observar se ele é original. Como? Cheque se a letras estão em alto-relevo. Quem compra carro roubado corre o risco de perder todo o dinheiro investido. Isso porque a polícia pode parar o carro em alguma blitz e, facilmente, detectar se o automóvel foi furtado.

2 – Saiba quais são os carros que ninguém quer comprar

Algumas pessoas podem até achar que seja implicância ou perseguição, mas quando muita gente fala mal sobre determinado modelo...desconfie! Descubra quais são as razões que motivam a rejeição ao veículo. Se você comprar um carro com elevado nível de rejeição, depois terá dificuldade para vendê-lo.

Geralmente, as pessoas fogem dos veículos beberrões ou dos que tem um alto custo de manutenção, como os importados. Outro fator que influência nesse sentido é a cor. Carros pretos e pratas são os favoritos dos brasileiros, enquanto aqueles com cores mais diferenciadas (amarelo, laranja, vermelho e etc.) costumam ficar bastante tempo parados nas revendedoras. Mas, e os carros brancos? Estes também costumam sofrer com a resistência dos compradores, principalmente pela desconfiança que se levanta de eles já terem sido utilizados como táxi.

Os carros “mexidos” - aqueles rebaixados, turbinados ou com muitos acessórios - também não são muito bem vistos no mercado de revenda.

3 – Descubra quanto custa a manutenção

Às vezes, encontramos carros importados por valores bem atrativos. Logo pensamos que essa pode ser a nossa grande chance de ter na garagem um carrão que poucos têm. Mas, será que essa é uma escolha realmente vantajosa?

A nossa recomendação é analisar bem os custos de manutenção do veículo desejado para saber se a compra vai valer a pena. Um modelo antigo da BMW pode até ser barato, mas as peças (freios, filtros, lanternas, faróis, amortecedores, para-choques, pneus e etc.) e a mão de obra do mecânico podem pesar no bolso. Portanto, é bom levar isso em consideração antes de fechar negócio.

Ah, lembre-se ainda de fazer um orçamento do seguro auto, pois essa é outra variável capaz de tornar as despesas com o veículo mais pesadas.

4 – Cheque de onde vem o carro

Para acertar na hora de comprar um carro usado, verifique de que cidade e estado ele é procedente. Muita gente nem pensa nisso, mas trata-se de um fator que pode impactar no preço e nas condições mecânicas do veículo. De acordo com dados da Molicar, os carros de segunda mão vendidos no Sul do Brasil são os mais valorizados, pois é a região onde há uma forte cultura de conservação do veículo.

Em relação aos carros revendidos no estado de São Paulo, eles também são muito bem vistos no mercado. Isso porque as estradas paulistas são consideradas boas, o que influencia nas condições mecânicas do automóvel. A situação é inversa quando o assunto é os veículos do Norte e Nordeste. Os carros usados de lá são vendidos por um valor inferior devido à baixa qualidade das estradas e à salinidade.

5 – Analise toda a pintura e a lataria

Quando for avaliar um carro usado, é melhor fazer isso em lugar bem iluminado pela luz do sol. Por quê? Para você poder enxergar riscos e manchas na pintura. Fique atento para checar se há mudanças na tonalidade da pintura em alguma parte do automóvel, pois isso indica que ele já esteve envolvido em acidentes.

Recomendamos ainda observar se o carro tem amassados na lataria, se o espaçamento entre as portas é desigual, se o número do motor é diferente do original, se há óleo escorrendo pelo escapamento e se as portas estão encostando nos batentes. Além disso, verifique se em alguma parte do carro há a presença de massa plástica, um outro indicativo de que o carro foi batido.          

6 – Dirija o automóvel para testá-lo 

Será que o atual dono do carro que você está pensando em comprar é cuidadoso? Preste bastante atenção nisso! Existem aquelas pessoas que prezam pelo bom uso do veículo, dirigindo sempre de forma responsável e mantendo a manutenção em dia. Por outro lado, também há aqueles motoristas desleixados, que “judiam” bastante do automóvel.

É por essa razão que, além de tudo que já falamos aqui, você deve dar uma volta no carro antes de fechar negócio. Assim, você vai poder notar se as partes mecânica e elétrica estão funcionando adequadamente. E para não ter surpresas negativas, verifique se todas as manutenções necessárias foram feitas. Vale ainda levar o seu mecânico de confiança para dar uma olhada no veículo.

Você tem alguma outra dica para quem deseja comprar um carro usado? Conte aqui nos comentários.

 

Selecionados Ruff: A história do Chevrolet Celta

O Chevrolet Celta já foi o primeiro carro de muitos brasileiros. Mesmo depois do fim da sua produção, em 2015, ele continua bastante presente nas ruas e estradas do país, sendo um dos carros populares mais queridos do Brasil. É por isso que hoje o “Celtinha” foi o escolhido por nós para estrelar no nosso blog.

Os primeiros anos de sucesso

Quando o Celta começou a ser produzido, em setembro de 2000, a intenção da Chevrolet era colocar no mercado o carro mais barato do Brasil. Ele foi lançado na fábrica de Gravataí-RS, e, quatro meses mais tarde, quase 22 mil unidades já haviam sido vendidas. Um ano depois do Celta chegar ao mercado, a Chevrolet comemorou a marca de 100 mil unidades comercializadas.

Uma das características que mais chamava a atenção nesse popular, além do preço, era a sua semelhança com o Chevrolet Vectra hatch e com o Corsa. Apesar de ser um compacto queridinho desde o seu lançamento, existiam algumas configurações da primeira versão que não agradavam os motoristas. Uma das reclamações era em relação à buzina, a qual era acionada por meio da alavanca da seta. Esse problema só foi resolvido em 2006, quando a buzina passou a ser acionada pelo volante.

Durante os primeiros anos de história do Chevrolet Celta, uma das grandes novidades do modelo foi a chegada, em 2003, da versão 1.4 e com quatro portas. A mudança aumentou as vendas do automóvel e, em 2005, a fabricante bateu a marca de 560 mil unidades comercializadas. Outra novidade que agradou os motoristas naquele mesmo ano foi a conversão do motor 1.0 para motor flex.

A nova cara do “Celtinha”

O Chevrolet Celta ganhou novos atributos depois de passar por uma reestilização em 2006. Os interessados no modelo naquela época, podiam encontrar nas concessionárias três versões de acabamento e com preços entre, mais ou menos, R$24 e 36 mil reais:

Life: era a versão mais simples do Celta, com relógio digital e rodas de 13 polegadas. Quem comprasse essa versão podia escolher se queria adicionar ar condicionado e direção hidráulica.

Spirit: essa versão tinha alguns itens a mais, como para-choques na cor do automóvel e os vidros traseiros contavam com limpador e desembaçador.

Super: o Celta comercializado nessa versão tinha principais diferenciais as rodas 14 polegadas, um novo padrão de rodas, tecidos na porta e maçanetas na cor do veículo.

Outro acontecimento importante em 2006 para a história desse popular da Chevrolet foi o lançamento do Chevrolet Prisma, o sedan que chegou ao mercado como uma derivação do Celta.

Da última reestilização ao fim da produção

Em 2011, a Chevrolet lançou a linha 2012 do Celta, que apresentava o parachoque dianteiro com grade dividida, o atual emblema padrão da GM e novas calotas. Os faróis e as lanternas ficaram escurecidos, e seu modesto painel ganhou desenhos modernos para os comandos de ar condicionado e interruptores.

Completando, o volante adquiriu detalhes pratas e os bancos e as portas, tecidos estampados com um grafismo na cor azul, semelhante ao utilizado no Agile. Apesar da simplicidade e pouco espaço, o modelo era charmoso e capaz de acomodar cinco adultos. Porém, sua reputação foi abalada devido à divulgação do insucesso do veículo na bateria de provas de colisão do Latin NCP, recebendo 1 estrela de um total de 5.

Tentando se redimir, a Chevrolet lançou a última atualização do hatch em 2013, passando a vendê-lo em uma única versão, equipada com freios ABS e airbags frontais de série. Mas sem sucesso, em 2015 a sua produção foi encerrada em junho e, no final de agosto, o Celta foi retirado do site da Chevrolet Brasil, colocando um ponto final na sua história com mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas no país.

O sucessor

O modelo que entrou no lugar do “Celtinha” foi o Onix, que começou a ser vendido em 2012 e, desde então, apresentava boa aceitação pelo público. O carro tem inovações de conectividade com o motorista na central de multimídia, controles de áudio no volante e câmbio automático. Entretanto em 2017, o Latin NCAP assombrou a Chevrolet mais uma vez, dando nota zero ao hatch nacional e alegando uma péssima proteção lateral.

Em resposta ao resultado negativo, a versão do Onix 2019 veio equipada com barras de proteção lateral, permitindo uma nova classificação nos testes (3 estrelas).

Atualmente, ele é considerado o veículo com a menor desvalorização no mercado, melhor valor de revenda e leva a fama de carro mais vendido desde 2015. Mas o Celta sempre terá o seu lugar no coração de muitos brasileiros, deixando lembranças e servindo como base para a produção de outros modelos além do Onix, como o Agile e a Montana.

E você, o que acha do Celta e da sua substituição? Conta para nós nos comentários e compartilha a matéria!

Busque no blog: