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Selecionados Ruff: Nissan Frontier - A picape dos “Pôneis Malditos”

Você se lembra da musiquinha “Pôneis Malditos, Pôneis malditos”? Ela fez parte da campanha publicitária lançada pela Nissan em 2011 para promover a picape Frontier. O comercial fez tanto sucesso que chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics do Twiiter e, como resultado, fez a vendas da montadora crescer.

Neste artigo, nós da Ruff contamos para você a história da Nissan Frontier e relembramos a repercussão dos pôneis malditos.

A chegada da Nissan Frontier ao Brasil

A Nissan Frontier chegou ao Brasil como um automóvel importado na década de 1990, mas a história do modelo começou bem antes disso, em 1962. Lá fora, essa picape da fabricante japonesa leva o nome de Nissan Navarra. A produção nacional da Frontier começou em 2002, na fábrica de São José dos Pinhais-PR, marcando o início da Nissan do Brasil.

A primeira geração da Frontier nacional foi colocada no mercado nas versões com tração 4x4 e 4x2, contando com um motor de 2.8 litros turbo diesel intercooler e com peso seco de 213 kg. Ela tinha uma potência máxima de 132 cv. Além disso, o modelo de estreia no Brasil já vinha equipado com ABS nas quatro rodas com EBC, faróis de neblina, airbag duplo e com outros detalhes que eram diferenciais na época.

O design das primeiras Frontiers era considerado inovador por aqui, principalmente por causa da semelhança com as picapes americanas. O capô se destacava por seu ar robusto e pelos faróis de neblina mais arredondados. Por dentro, a cabine dupla média era marcada por linhas que davam um ar esportivo ao veículo.

Em seu primeiro ano com fábrica no Brasil, a Nissan produziu 4.500 unidades da Frontier.

Pôneis Malditos, Pôneis Malditos!

Com o passar dos anos, novas gerações da Nissan Frontier foram lançados, garantindo à ela solidez no mercado brasileiro e fazendo frente às principais concorrentes: Ford Ranger, Chevrolet S-10 e a Toyota Hilux. Mas, foi em 2011 que a picape da empresa japonesa ganhou ainda mais destaque graças a um comercial de sucesso.

A publicidade dos “Pôneis Malditos” entrou no ar em julho de 2011 e rendeu bons resultados para a Nissan. No vídeo, era exibida a imagem de um veículo concorrente atolado enquanto o locutor perguntava: “Você prefere uma picape que tenha cavalos ou pôneis?”. Em seguida, o motorista chuta o pneu e o capô abre, mostrando pôneis correndo em um carrossel e cantando “Pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar”. 

Se você não se lembra do comercial, clique aqui para assisti-lo.

A repercussão da campanha foi gigante! Nas redes sociais, as pessoas só falavam sobre isso, levando os pôneis a ficarem em primeiro lugar nos trendings topics do Twitter. No Youtube, a Nissan lançou uma versão estendida do comercial, onde um pônei fofo se transforma em um “pônei do mal” e, com uma voz macabra diz que “se você não passar o vídeo para 10 pessoas, você vai sofrer a maldição do pônei: você vai ficar o resto da vida com essa música na cabeça”.

A polêmica do comercial e os bons resultados para a Nissan

Os pôneis conquistaram boa parte do público, mas o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) recebeu cerca de 30 denúncias contra o comercial. Segundo as reclamações, a campanha era um problema para as crianças, já que associava pôneis – uma figura do universo infantil – à palavra “maldito”. Mas, o processo foi arquivado após o órgão decidir que a publicidade não era inadequada.

Uma nova versão do comercial dos pôneis foi lançada em 2012 e agência de publicidade Lew’Tara/TBWA, desenvolvedora da campanha, recebeu vários prêmios com o vídeo. Quem também saiu ganhando nessa história, claro, foi a Nissan.

Por causa da repercussão dos pôneis malditos, as vendas da montadora em agosto de 2011 cresceu 81% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 5.375 veículos vendidos no mês. De acordo com dados da empresa, as vendas da Frontier aumentou em 110%. Outros modelos da Nissan também registraram números acima da média. A quantidade de vendas do Sentra, por exemplo, subiu em 127% e do Tida em 120%.

Encerramento da produção no Brasil. Agora, a Frontier vem da Argentina!

Entre 2013 e 2016, houve uma queda constante nas vendas da Frontier no Brasil. Em 2012 foram mais de 17 mil unidades comercializadas. Já em 2016, esse número caiu para 3.605. Essa pode ter sido uma das principais razões que levou a Nissan a anunciar, em setembro de 2017, o encerramento da produção da picape no Brasil.

A nova geração da Frontier passou a ser importada do México, custando entre, mais ou menos, R$ 150 mil e R$ 170 mil. Com um motor 2.3 turbo diesel de 190 cv, ela é vendida nas versões SE e LE. Em 2018, a Frontier começa a chegar ao Brasil a partir da Argentina, diretamente da fábrica instalada na cidade de Córdoba.

Você gosta de picapes? Então, conte para gente nos comentários o que você acha da Frontier Nissan.

 

6 dicas para acertar na hora de comprar um carro usado

Comprar um carro usado exige uma análise precisa. Existem vários cuidados que o comprador precisa ter para garantir um bom negócio e evitar futuras dores de cabeça. Conhecer o histórico do veículo, levar um mecânico de confiança para avaliar o carro e saber sobre os gastos com combustível são alguns pontos a serem observados antes de fechar negócio.

Confira as dicas que separamos para vocês!

1 – Certifique-se de que o carro não é roubado

Você conhece o passado do automóvel que pretende comprar? Não corra o risco de levar um carro roubado para casa. Para garantir de que está tudo em ordem, pesquise pela placa do carro no site do Detran e verifique o que há registrado sobre ele. Outra dica é conferir o número do chassi para identificar se existe alguma adulteração e compará-lo com o código registrado no motor e nos vidros.

O documento do veículo é outro modo de garantir uma compra segura. Lembre-se de observar se ele é original. Como? Cheque se a letras estão em alto-relevo. Quem compra carro roubado corre o risco de perder todo o dinheiro investido. Isso porque a polícia pode parar o carro em alguma blitz e, facilmente, detectar se o automóvel foi furtado.

2 – Saiba quais são os carros que ninguém quer comprar

Algumas pessoas podem até achar que seja implicância ou perseguição, mas quando muita gente fala mal sobre determinado modelo...desconfie! Descubra quais são as razões que motivam a rejeição ao veículo. Se você comprar um carro com elevado nível de rejeição, depois terá dificuldade para vendê-lo.

Geralmente, as pessoas fogem dos veículos beberrões ou dos que tem um alto custo de manutenção, como os importados. Outro fator que influência nesse sentido é a cor. Carros pretos e pratas são os favoritos dos brasileiros, enquanto aqueles com cores mais diferenciadas (amarelo, laranja, vermelho e etc.) costumam ficar bastante tempo parados nas revendedoras. Mas, e os carros brancos? Estes também costumam sofrer com a resistência dos compradores, principalmente pela desconfiança que se levanta de eles já terem sido utilizados como táxi.

Os carros “mexidos” - aqueles rebaixados, turbinados ou com muitos acessórios - também não são muito bem vistos no mercado de revenda.

3 – Descubra quanto custa a manutenção

Às vezes, encontramos carros importados por valores bem atrativos. Logo pensamos que essa pode ser a nossa grande chance de ter na garagem um carrão que poucos têm. Mas, será que essa é uma escolha realmente vantajosa?

A nossa recomendação é analisar bem os custos de manutenção do veículo desejado para saber se a compra vai valer a pena. Um modelo antigo da BMW pode até ser barato, mas as peças (freios, filtros, lanternas, faróis, amortecedores, para-choques, pneus e etc.) e a mão de obra do mecânico podem pesar no bolso. Portanto, é bom levar isso em consideração antes de fechar negócio.

Ah, lembre-se ainda de fazer um orçamento do seguro auto, pois essa é outra variável capaz de tornar as despesas com o veículo mais pesadas.

4 – Cheque de onde vem o carro

Para acertar na hora de comprar um carro usado, verifique de que cidade e estado ele é procedente. Muita gente nem pensa nisso, mas trata-se de um fator que pode impactar no preço e nas condições mecânicas do veículo. De acordo com dados da Molicar, os carros de segunda mão vendidos no Sul do Brasil são os mais valorizados, pois é a região onde há uma forte cultura de conservação do veículo.

Em relação aos carros revendidos no estado de São Paulo, eles também são muito bem vistos no mercado. Isso porque as estradas paulistas são consideradas boas, o que influencia nas condições mecânicas do automóvel. A situação é inversa quando o assunto é os veículos do Norte e Nordeste. Os carros usados de lá são vendidos por um valor inferior devido à baixa qualidade das estradas e à salinidade.

5 – Analise toda a pintura e a lataria

Quando for avaliar um carro usado, é melhor fazer isso em lugar bem iluminado pela luz do sol. Por quê? Para você poder enxergar riscos e manchas na pintura. Fique atento para checar se há mudanças na tonalidade da pintura em alguma parte do automóvel, pois isso indica que ele já esteve envolvido em acidentes.

Recomendamos ainda observar se o carro tem amassados na lataria, se o espaçamento entre as portas é desigual, se o número do motor é diferente do original, se há óleo escorrendo pelo escapamento e se as portas estão encostando nos batentes. Além disso, verifique se em alguma parte do carro há a presença de massa plástica, um outro indicativo de que o carro foi batido.          

6 – Dirija o automóvel para testá-lo 

Será que o atual dono do carro que você está pensando em comprar é cuidadoso? Preste bastante atenção nisso! Existem aquelas pessoas que prezam pelo bom uso do veículo, dirigindo sempre de forma responsável e mantendo a manutenção em dia. Por outro lado, também há aqueles motoristas desleixados, que “judiam” bastante do automóvel.

É por essa razão que, além de tudo que já falamos aqui, você deve dar uma volta no carro antes de fechar negócio. Assim, você vai poder notar se as partes mecânica e elétrica estão funcionando adequadamente. E para não ter surpresas negativas, verifique se todas as manutenções necessárias foram feitas. Vale ainda levar o seu mecânico de confiança para dar uma olhada no veículo.

Você tem alguma outra dica para quem deseja comprar um carro usado? Conte aqui nos comentários.

 

Selecionados Ruff: A história do Chevrolet Celta

O Chevrolet Celta já foi o primeiro carro de muitos brasileiros. Mesmo depois do fim da sua produção, em 2015, ele continua bastante presente nas ruas e estradas do país, sendo um dos carros populares mais queridos do Brasil. É por isso que hoje o “Celtinha” foi o escolhido por nós para estrelar no nosso blog.

Os primeiros anos de sucesso

Quando o Celta começou a ser produzido, em setembro de 2000, a intenção da Chevrolet era colocar no mercado o carro mais barato do Brasil. Ele foi lançado na fábrica de Gravataí-RS, e, quatro meses mais tarde, quase 22 mil unidades já haviam sido vendidas. Um ano depois do Celta chegar ao mercado, a Chevrolet comemorou a marca de 100 mil unidades comercializadas.

Uma das características que mais chamava a atenção nesse popular, além do preço, era a sua semelhança com o Chevrolet Vectra hatch e com o Corsa. Apesar de ser um compacto queridinho desde o seu lançamento, existiam algumas configurações da primeira versão que não agradavam os motoristas. Uma das reclamações era em relação à buzina, a qual era acionada por meio da alavanca da seta. Esse problema só foi resolvido em 2006, quando a buzina passou a ser acionada pelo volante.

Durante os primeiros anos de história do Chevrolet Celta, uma das grandes novidades do modelo foi a chegada, em 2003, da versão 1.4 e com quatro portas. A mudança aumentou as vendas do automóvel e, em 2005, a fabricante bateu a marca de 560 mil unidades comercializadas. Outra novidade que agradou os motoristas naquele mesmo ano foi a conversão do motor 1.0 para motor flex.

A nova cara do “Celtinha”

O Chevrolet Celta ganhou novos atributos depois de passar por uma reestilização em 2006. Os interessados no modelo naquela época, podiam encontrar nas concessionárias três versões de acabamento e com preços entre, mais ou menos, R$24 e 36 mil reais:

Life: era a versão mais simples do Celta, com relógio digital e rodas de 13 polegadas. Quem comprasse essa versão podia escolher se queria adicionar ar condicionado e direção hidráulica.

Spirit: essa versão tinha alguns itens a mais, como para-choques na cor do automóvel e os vidros traseiros contavam com limpador e desembaçador.

Super: o Celta comercializado nessa versão tinha principais diferenciais as rodas 14 polegadas, um novo padrão de rodas, tecidos na porta e maçanetas na cor do veículo.

Outro acontecimento importante em 2006 para a história desse popular da Chevrolet foi o lançamento do Chevrolet Prisma, o sedan que chegou ao mercado como uma derivação do Celta.

Da última reestilização ao fim da produção

Em 2011, a Chevrolet lançou a linha 2012 do Celta, que apresentava o parachoque dianteiro com grade dividida, o atual emblema padrão da GM e novas calotas. Os faróis e as lanternas ficaram escurecidos, e seu modesto painel ganhou desenhos modernos para os comandos de ar condicionado e interruptores.

Completando, o volante adquiriu detalhes pratas e os bancos e as portas, tecidos estampados com um grafismo na cor azul, semelhante ao utilizado no Agile. Apesar da simplicidade e pouco espaço, o modelo era charmoso e capaz de acomodar cinco adultos. Porém, sua reputação foi abalada devido à divulgação do insucesso do veículo na bateria de provas de colisão do Latin NCP, recebendo 1 estrela de um total de 5.

Tentando se redimir, a Chevrolet lançou a última atualização do hatch em 2013, passando a vendê-lo em uma única versão, equipada com freios ABS e airbags frontais de série. Mas sem sucesso, em 2015 a sua produção foi encerrada em junho e, no final de agosto, o Celta foi retirado do site da Chevrolet Brasil, colocando um ponto final na sua história com mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas no país.

O sucessor

O modelo que entrou no lugar do “Celtinha” foi o Onix, que começou a ser vendido em 2012 e, desde então, apresentava boa aceitação pelo público. O carro tem inovações de conectividade com o motorista na central de multimídia, controles de áudio no volante e câmbio automático. Entretanto em 2017, o Latin NCAP assombrou a Chevrolet mais uma vez, dando nota zero ao hatch nacional e alegando uma péssima proteção lateral.

Em resposta ao resultado negativo, a versão do Onix 2019 veio equipada com barras de proteção lateral, permitindo uma nova classificação nos testes (3 estrelas).

Atualmente, ele é considerado o veículo com a menor desvalorização no mercado, melhor valor de revenda e leva a fama de carro mais vendido desde 2015. Mas o Celta sempre terá o seu lugar no coração de muitos brasileiros, deixando lembranças e servindo como base para a produção de outros modelos além do Onix, como o Agile e a Montana.

E você, o que acha do Celta e da sua substituição? Conta para nós nos comentários e compartilha a matéria!

Selecionados Ruff: Toyota Corolla

Com mais de 50 anos de história e mais de 40 milhões de unidades vendidas pelo mundo, não dava para o Toyota Corolla ficar de fora do Selecionados Ruff. O modelo foi projetado pelo engenheiro Tatuso Hasegawa para atender as necessidades do mercado japonês. Anos mais tarde, ele acabou ganhando os cinco continentes. Hoje, aproximadamente 15 fábricas da empresa produzem o Corolla mundo afora.

Conheça a evolução e algumas curiosidades que nós separamos para vocês sobre esse verdadeiro fenômeno automotivo.

Os primeiros anos de história

O nome Corolla não vem do japonês como muitos imaginam. Na verdade, a palavra foi retirada do Latim e significa “coroa de flores”. A história desse nome dentro do mundo automotivo ganhou destaque a partir de 1966, quando a Toyota lançou a primeira versão desse que seria o seu maior sucesso.

Muito diferente do modelo que conhecemos hoje, a primeira geração do Corolla era bem compacta, tendo 3,85 metros de comprimento e 2,28 metros de entre eixos. Ele era um sedã com duas-portas e pesava cerca de 700 quilos. 

O ano de 1968 ficou marcado pelo lançamento do Corolla Sprinter, modelo disponível em quatro portas, e pelo início da produção do Corolla nos Estados Unidos. O sucesso grandioso da novidade da Toyota foi responsável por dobrar a produção de veículo da empresa naquela década, chegando à marca anual de 1,1 milhão de unidades fabricadas.

Do Japão para o mundo

A segunda geração do Corolla foi lançada em 1970, chegando ao mercado com alguns centímetros a mais. Ele passou a ter 3,94 metros de comprimento e 2,33 metros de entre eixos. Já o motor de 1,1 litro foi substituído pelo de 1,2 litro. Na parte interior, o carro ganhou bancos dianteiros com encosto alto. Dois anos mais tarde, a Toyota inovou mais uma vez e apresentou uma versão esportiva do automóvel, o Corolla Levin. Ele tinha motor 1.6 2T-G e 115 cv, uma boa configuração para a época. Não levou muito tempo para a terceira geração entrar em cena. Isso aconteceu em 1974, quando o carro ganhou mais alguns centímetros e um motor esportivo.

De geração em geração, o Corolla foi se modernizando e destacando-se cada vez mais no mercado automobilístico japonês e mundial. Em sua quarta geração, por exemplo, ele passou a ter um estilo mais confortável e a contar com versões luxuosas. A partir da quinta geração, em 1983, foram produzidos apenas modelos quatro portas. Os principais diferenciais nessa época vieram na parte mecânica com a implantação de motor transversal, suspensão traseira independente e tração dianteira.        

E a sexta geração? Ela começou a ser fabricada em 1987 e ficou marcada por seu estilo mais aerodinâmico e arredondado. Essas características foram aprimoradas em sua sétima geração, a partir de 1991. Dois anos depois, o Corolla passou a ser importado para o Brasil. O modelo que chegava por aqui tinha 4,27 metros de comprimento e 2,46 metros de entre eixos, além de ser disponibilizado em câmbio automático e motores 1.6 e 1.8 com 117 cv.

O ano de 1997 foi bastante significativo para a Toyota, pois foi quando o Corolla alcançou a marca de 22,6 milhões de unidades comercializadas. Esse número fez dele o carro mais vendido no mundo.

Fabricação brasileira

Foi apenas durante a sua sétima geração, em 1998, que o Corolla começou a ser produzido no Brasil, na recém-inaugurada fábrica da Toyota em Indaiatuba, no estado de São Paulo. A versão nacional foi fabricada apenas como sedã e com motor 1.8 de 116 cv.   

Com a chegada do século 21, a nona geração do Corolla passou a contar um design mais moderno e a ter mais tecnologias a bordo. Esses aspectos foram ainda mais desenvolvidos em sua décima geração.

Presente e futuro do Toyota Corolla

A versão mais moderna do Corolla no mercado brasileiro faz parte da 11ª geração. Ela tem um estilo amplo, com entre eixos de 2,70 metros. Os motoristas encontram nesse modelo controles eletrônicos de tração e de estabilidade e versões com motor 1.8 e motor 2.0. A grande inovação da 11ª geração é a presença de câmbio CVT. Enquanto isso, no mercado japonês, ele mantém um estilo mais estreito, seguindo os padrões automobilísticos do país. 

Já o futuro do Corolla será protagonizado por sua 12ª geração, a qual foi apresentada no Salão de Nova York 2018. No evento, foi exposta a versão hatch americana, que será vendida com motor 2.0 Dual-VVT-i aspirado e injeção direta. Além disso, o seu sistema de comando das válvulas de admissão será controlado eletricamente.

É bem provável que o Corolla hatch não fará parte do mercado brasileiro, mas a nova geração do queridinho da Toyota será produzido por aqui a partir de 2019, na fábrica de Porto Feliz, em São Paulo. Os modelos mais caros do sedã contarão com motor 1.5 turbo. Outro ponto a ser lembrado é que o câmbio manual de seis marchas não estará mais presente no Corolla brasileiro. 

Qual é sua opinião sobre o Toyota Corolla? Conte para gente nos comentários.

 

Os carros mais beberrões do Brasil

Você sabia que, assim como os eletrodomésticos, os automóveis também recebem uma etiqueta de eficiência energética? No caso dos carros, o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) indica se o veículo consome muito ou pouco combustível e o quão poluente ele é.

Nesta matéria, nós contamos para você como funciona essa classificação e quais são os carros mais beberrões do Brasil, de acordo com o órgão.

Programa de Etiquetagem Veicular

Em produtos como lâmpadas, geladeiras e televisores nós sempre vemos aquela etiqueta do Inmetro indicando o quanto de energia elétrica eles consomem. Desde 2008, com a criação do Programa de Etiquetagem Veicular, esse selo também passou a estar presente em veículos leves.

Assim como no caso dos eletrodomésticos, as etiquetas dos automóveis contam com faixas coloridas nomeadas com as letras A, B, C, D e E, sendo o primeiro o mais energeticamente eficiente e o último o menos eficiente. Além disso, o selo veicular indica se o carro emite bastante ou pouco gás carbônico (gás responsável pelo efeito estufa) e o gasto de combustível em quilômetro por litro na cidade e na estrada.

Por que prestar atenção nessa etiqueta?

Ao levar em consideração a etiqueta de eficiência energética antes de comprar um carro, o consumidor tem a chance de verificar se o carro bebe muito combustível e se ele polui o meio ambiente demasiadamente. De acordo com a cartilha do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, “quanto mais os consumidores utilizarem a etiqueta como base para sua decisão de compra, mais a indústria se esforçará para atender essa expectativa. Assim, a tendência é que os veículos se tornem cada vez mais econômicos”.

Para você ter noção, o Inmetro afirma que os carros subcompactos classificados com a letra A fazem cerca 13,2 quilômetro com um litro de gasolina. Já os automóveis da mesma categoria classificados com a letra E fazem 9,2 quilômetro com um litro de gasolina.

Critérios

Na hora de fazer a classificação dos carros, o Inmetro usa como parâmetro o consumo de gasolina e etanol em estradas e vias na área urbana. Em relação à emissão de gases poluentes, o órgão leva em consideração o CO2, CO, NOx e o NMHC.

O consumo energético dos veículos é medido em megajoule por quilômetro (Mj/Km). Um litro de etanol equivale a 20,09Mj e um litro de gasolina equivale a 28,99 Mj. Desde o começo de 2018, para um carro conquistar a classificação A, ele precisa fazer 1,53 Mj/km. Confira abaixo as referências utilizadas pelo órgão:

- Classificação A – Consumo energético até 1,76 MJ/km.
- Classificação B – Consumo energético de 1,77 a 1,84 MJ/km.
- Classificação C – Consumo energético de 1,85 a 1,90 MJ/km.
- Classificação D – Consumo energético de 1,91 a 2,00 MJ/km.
- Classificação E – Consumo energético acima de 2,01 MJ/km.

Os carros mais beberrões do Brasil

A partir do Programa de Etiquetagem Veicular, o Inmetro em parceria com o Conpet lançou, em 2017, uma lista informando quais são os carros que mais consomem combustível no Brasil. São esses os automóveis classificados com a letra E. O órgão divide os automóveis em 14 categorias: compacto, médio, grande, carga derivado, comercial, minivan, fora de estrada, esportivo, extragrande, subcompacto, utilitário esportivo compacto, utilitário esportivo grande e micro compacto.

Conheça o top 3 de carros que mais consomem combustível em cada uma dessas categorias:

Compacto:

1º – Renault Sandero RS 2.0 16v: 10,8 km/l (estrada) / 8,3 km/l (cidade)

2º – Fiat Punto 1.8 16v Dualogic: 10,6 km/l (estrada) / 8,9 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Fox Run 1.6 8v: 11,2 km/l (estrada) / 9,1 km/l (cidade)

Médio:

1º – Audi RS3 2.5 turbo 20v: 9,9 km/l (estrada) / 8,0 km/l (cidade)

2º – A45 AMG 2.0 turbo 16v: 11,2 km/l (estrada) / 8,4 km/l (cidade)

3º – CheryCeler 1.5 16v: 11,4 km/l (estrada) / 9,2 km/l (cidade)

Grande:

1º – Audi RSQ3 2.5 turbo 20v: 9,6 km/l (estrada) / 7,6 km/l (cidade)

2º – Lexus IS200 2.0 turbo 16v: 10,6 km/l (estrada) / 8,0 km/l (cidade)

3º – Subaru WRX 2.0 turbo 16v CVT: 10,7 km/l (estrada) / 8,5 km/l (cidade)

Extragrande:

1º – Audi A8L W12 6.3 48v: 7,4 km/l (estrada) / 5,5 km/l (cidade)

2º – Volkswagen Touareg V6 3.6 24v: 7,4 km/l (estrada) / 5,8 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Touareg  V8 4,2 32v: 7,5 km/l (estrada) / 5,8 km/l (cidade)

Micro compacto:

1º – Fiat 500 Abarth 1.4 turbo 16v: 12,2 km/l (estrada) / 10,5 km/l (cidade)

2º – Fiat 500 Cult DualogicCabrio e Hatchback 1.4 8v: 12,9 km/l (estrada) / 11,4 km/l (cidade)

3º – Fiat 500 Cult 1.4 8v: 13,0 km/l (estrada) / 11,4 km/l (cidade)

Subcompacto:

1º – Fiat Palio 1.0 8v: 14,2 km/l (estrada) / 12,0 km/l (cidade)

2º – Novo Uno 1.3 8v Sporting Dualogic: 13,7 km/l (estrada) / 13,2 km/l (cidade)

3º – Fiat Uno 1.3 8v Sporting manual: 14,0 km/l (estrada) / 12,9 km/l (cidade)

Esportivo:

1º – Ferrari F12tdf V12 6.3 48v: 5,8 km/l (estrada) / 4,9 km/l (cidade)

2º – Ferrari F12berlinetta V12 6.3 48v: 6,7 km/l (estrada) / 4,7 km/l (cidade)

3º – Lamborghini Aventador SuperVeloceRoadster 6.5 48v: 7,6 km/l (estrada) / 4,5 km/l (cidade)

Utilitário esportivo compacto:

1º – Hyundai Tucson 2.0 16v: 8,6 km/l (estrada) / 7,4 km/l (cidade)

2º – Mitsubishi ASX 2.0 16v CVT: 10,4 km/l (estrada) / 9,4 km/l (cidade)

3º – Mitsubishi ASX 2.0 16v manual: 10,6 km/l (estrada) / 9,5 km/l (cidade)

Utilitário esportivo macro:

1º – Mercedes-AMG GLS 63 5.5 biturbo 32v: 6,9 km/l (estrada) / 5,1 km/l (cidade)

2º – Mercedes-AMG GLE 63 5.5 biturbo 32v: 6,8 km/l (estrada) / 5,5 km/l (cidade)

3º – PorscheCayenne Turbo S 4.8 biturbo 32v: 7,9 km/l (estrada) / 5,2 km/l (cidade)

Fora de estrada:

1º – Mercedes-AMG G63 5.5 biturbo 32v: 5,5 km/l (estrada) / 4,8 km/l (cidade)

2º – BMW X6 M 4.4 V8 4.4 biturbo: 7,2 km/l (estrada) / 5,7 km/l (cidade)

3º – Land Rover Range Rover Autobiography 5.0 supercharged 32v: 7,3 km/l (estrada) / 4,9 km/l (cidade)

Carga Derivado:

1º – Volkswagen Saveiro Cross CD 1.6 16v: 12,4 km/l (estrada) / 10,4 km/l (cidade)

2º – Volkswagen Saveiro CD 1.6 8v Highline/Trendline: 12,1 km/l (estrada) / 10,9 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Saveiro CS 1.6 8v Robust/Trendline: 12,4 km/l (estrada) 10,8 km/l (cidade)

Comercial:

1º – JAC T8 2.0 turbo 16v: 6,3 km/l (estrada) / 5,3 km/l (cidade)

2º – Jinbei VKS Van 2.0 16v: 7,2 km/l (estrada) / 5,6 km/l (cidade)

3º – Renault Master Bus 2.3 turbodiesel 16v: 7,8 km/l (estrada) / 7,3 km/l (cidade)

Minivan:

1º – Kia Carnival 3.3 24v: 8,7 km/l (estrada) / 6,5 km/l (cidade)

2º – Mercedes-Benz VitoTourer 119 2.0 turbo 16v: 10,9 km/l (estrada) / 8,1 km/l (cidade)

3º – Citroën Grand C4 Picasso Seduction/Intensive 1.6 turbo 16v: 12,0 km/l (estrada) / 9,9 km/l (cidade)

Conte para gente o que achou desta matéria nos comentários. Não se esqueça de compartilhá-la nas redes sociais.

 

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