Categoria: Veículos | Blog

Os carros mais beberrões do Brasil

Você sabia que, assim como os eletrodomésticos, os automóveis também recebem uma etiqueta de eficiência energética? No caso dos carros, o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) indica se o veículo consome muito ou pouco combustível e o quão poluente ele é.

Nesta matéria, nós contamos para você como funciona essa classificação e quais são os carros mais beberrões do Brasil, de acordo com o órgão.

Programa de Etiquetagem Veicular

Em produtos como lâmpadas, geladeiras e televisores nós sempre vemos aquela etiqueta do Inmetro indicando o quanto de energia elétrica eles consomem. Desde 2008, com a criação do Programa de Etiquetagem Veicular, esse selo também passou a estar presente em veículos leves.

Assim como no caso dos eletrodomésticos, as etiquetas dos automóveis contam com faixas coloridas nomeadas com as letras A, B, C, D e E, sendo o primeiro o mais energeticamente eficiente e o último o menos eficiente. Além disso, o selo veicular indica se o carro emite bastante ou pouco gás carbônico (gás responsável pelo efeito estufa) e o gasto de combustível em quilômetro por litro na cidade e na estrada.

Por que prestar atenção nessa etiqueta?

Ao levar em consideração a etiqueta de eficiência energética antes de comprar um carro, o consumidor tem a chance de verificar se o carro bebe muito combustível e se ele polui o meio ambiente demasiadamente. De acordo com a cartilha do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, “quanto mais os consumidores utilizarem a etiqueta como base para sua decisão de compra, mais a indústria se esforçará para atender essa expectativa. Assim, a tendência é que os veículos se tornem cada vez mais econômicos”.

Para você ter noção, o Inmetro afirma que os carros subcompactos classificados com a letra A fazem cerca 13,2 quilômetro com um litro de gasolina. Já os automóveis da mesma categoria classificados com a letra E fazem 9,2 quilômetro com um litro de gasolina.

Critérios

Na hora de fazer a classificação dos carros, o Inmetro usa como parâmetro o consumo de gasolina e etanol em estradas e vias na área urbana. Em relação à emissão de gases poluentes, o órgão leva em consideração o CO2, CO, NOx e o NMHC.

O consumo energético dos veículos é medido em megajoule por quilômetro (Mj/Km). Um litro de etanol equivale a 20,09Mj e um litro de gasolina equivale a 28,99 Mj. Desde o começo de 2018, para um carro conquistar a classificação A, ele precisa fazer 1,53 Mj/km. Confira abaixo as referências utilizadas pelo órgão:

- Classificação A – Consumo energético até 1,76 MJ/km.
- Classificação B – Consumo energético de 1,77 a 1,84 MJ/km.
- Classificação C – Consumo energético de 1,85 a 1,90 MJ/km.
- Classificação D – Consumo energético de 1,91 a 2,00 MJ/km.
- Classificação E – Consumo energético acima de 2,01 MJ/km.

Os carros mais beberrões do Brasil

A partir do Programa de Etiquetagem Veicular, o Inmetro em parceria com o Conpet lançou, em 2017, uma lista informando quais são os carros que mais consomem combustível no Brasil. São esses os automóveis classificados com a letra E. O órgão divide os automóveis em 14 categorias: compacto, médio, grande, carga derivado, comercial, minivan, fora de estrada, esportivo, extragrande, subcompacto, utilitário esportivo compacto, utilitário esportivo grande e micro compacto.

Conheça o top 3 de carros que mais consomem combustível em cada uma dessas categorias:

Compacto:

1º – Renault Sandero RS 2.0 16v: 10,8 km/l (estrada) / 8,3 km/l (cidade)

2º – Fiat Punto 1.8 16v Dualogic: 10,6 km/l (estrada) / 8,9 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Fox Run 1.6 8v: 11,2 km/l (estrada) / 9,1 km/l (cidade)

Médio:

1º – Audi RS3 2.5 turbo 20v: 9,9 km/l (estrada) / 8,0 km/l (cidade)

2º – A45 AMG 2.0 turbo 16v: 11,2 km/l (estrada) / 8,4 km/l (cidade)

3º – CheryCeler 1.5 16v: 11,4 km/l (estrada) / 9,2 km/l (cidade)

Grande:

1º – Audi RSQ3 2.5 turbo 20v: 9,6 km/l (estrada) / 7,6 km/l (cidade)

2º – Lexus IS200 2.0 turbo 16v: 10,6 km/l (estrada) / 8,0 km/l (cidade)

3º – Subaru WRX 2.0 turbo 16v CVT: 10,7 km/l (estrada) / 8,5 km/l (cidade)

Extragrande:

1º – Audi A8L W12 6.3 48v: 7,4 km/l (estrada) / 5,5 km/l (cidade)

2º – Volkswagen Touareg V6 3.6 24v: 7,4 km/l (estrada) / 5,8 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Touareg  V8 4,2 32v: 7,5 km/l (estrada) / 5,8 km/l (cidade)

Micro compacto:

1º – Fiat 500 Abarth 1.4 turbo 16v: 12,2 km/l (estrada) / 10,5 km/l (cidade)

2º – Fiat 500 Cult DualogicCabrio e Hatchback 1.4 8v: 12,9 km/l (estrada) / 11,4 km/l (cidade)

3º – Fiat 500 Cult 1.4 8v: 13,0 km/l (estrada) / 11,4 km/l (cidade)

Subcompacto:

1º – Fiat Palio 1.0 8v: 14,2 km/l (estrada) / 12,0 km/l (cidade)

2º – Novo Uno 1.3 8v Sporting Dualogic: 13,7 km/l (estrada) / 13,2 km/l (cidade)

3º – Fiat Uno 1.3 8v Sporting manual: 14,0 km/l (estrada) / 12,9 km/l (cidade)

Esportivo:

1º – Ferrari F12tdf V12 6.3 48v: 5,8 km/l (estrada) / 4,9 km/l (cidade)

2º – Ferrari F12berlinetta V12 6.3 48v: 6,7 km/l (estrada) / 4,7 km/l (cidade)

3º – Lamborghini Aventador SuperVeloceRoadster 6.5 48v: 7,6 km/l (estrada) / 4,5 km/l (cidade)

Utilitário esportivo compacto:

1º – Hyundai Tucson 2.0 16v: 8,6 km/l (estrada) / 7,4 km/l (cidade)

2º – Mitsubishi ASX 2.0 16v CVT: 10,4 km/l (estrada) / 9,4 km/l (cidade)

3º – Mitsubishi ASX 2.0 16v manual: 10,6 km/l (estrada) / 9,5 km/l (cidade)

Utilitário esportivo macro:

1º – Mercedes-AMG GLS 63 5.5 biturbo 32v: 6,9 km/l (estrada) / 5,1 km/l (cidade)

2º – Mercedes-AMG GLE 63 5.5 biturbo 32v: 6,8 km/l (estrada) / 5,5 km/l (cidade)

3º – PorscheCayenne Turbo S 4.8 biturbo 32v: 7,9 km/l (estrada) / 5,2 km/l (cidade)

Fora de estrada:

1º – Mercedes-AMG G63 5.5 biturbo 32v: 5,5 km/l (estrada) / 4,8 km/l (cidade)

2º – BMW X6 M 4.4 V8 4.4 biturbo: 7,2 km/l (estrada) / 5,7 km/l (cidade)

3º – Land Rover Range Rover Autobiography 5.0 supercharged 32v: 7,3 km/l (estrada) / 4,9 km/l (cidade)

Carga Derivado:

1º – Volkswagen Saveiro Cross CD 1.6 16v: 12,4 km/l (estrada) / 10,4 km/l (cidade)

2º – Volkswagen Saveiro CD 1.6 8v Highline/Trendline: 12,1 km/l (estrada) / 10,9 km/l (cidade)

3º – Volkswagen Saveiro CS 1.6 8v Robust/Trendline: 12,4 km/l (estrada) 10,8 km/l (cidade)

Comercial:

1º – JAC T8 2.0 turbo 16v: 6,3 km/l (estrada) / 5,3 km/l (cidade)

2º – Jinbei VKS Van 2.0 16v: 7,2 km/l (estrada) / 5,6 km/l (cidade)

3º – Renault Master Bus 2.3 turbodiesel 16v: 7,8 km/l (estrada) / 7,3 km/l (cidade)

Minivan:

1º – Kia Carnival 3.3 24v: 8,7 km/l (estrada) / 6,5 km/l (cidade)

2º – Mercedes-Benz VitoTourer 119 2.0 turbo 16v: 10,9 km/l (estrada) / 8,1 km/l (cidade)

3º – Citroën Grand C4 Picasso Seduction/Intensive 1.6 turbo 16v: 12,0 km/l (estrada) / 9,9 km/l (cidade)

Conte para gente o que achou desta matéria nos comentários. Não se esqueça de compartilhá-la nas redes sociais.

 

Selecionados Ruff: Polo - O Melhor Carro Urbano de 2018

Um dos automóveis mais conhecidos e adorados da Volkswagen, o Polo, foi premiado durante a edição 2018 do Salão do Automóvel de Nova York. Ele recebeu o título de “Melhor Carro Urbano do Ano” (World Urban Car of the Year) promovido pela competição “World Car Awards”. Nesta matéria, nós contamos a você algumas curiosidades desse veículo e sobre a premiação. Confira!

Polo: um breve histórico

A Volkswagen trouxe o Polo ao Brasil em 2002, mas a história desse carro é bem mais antiga. A sua primeira versão foi fabricada na Alemanha em 1975. Quando chegou por aqui, ele se destacou por ser um carro dono de uma estrutura rígida proporcionada pelo corte de chapas e soldas feitas a laser. Embora a empresa tenha inovado com a fabricação do Polo, a edição brasileira não tinha uma configuração avançada em termos tecnológicos como o modelo vendido na Europa.

Em 2004, a Volkswagen lançou o Polo flex e, até 2014, ele foi produzido tanto na versão hatch quanto na versão sedan. Curiosamente, o modelo fabricado no Brasil foi exportado para vários países da América Latina, com exceção da Argentina. Por quê? Lá, eles comercializavam uma geração antiga do Polo Europeu. Essa versão argentina foi vendida por alguns no Brasil como Polo Classic, mas sem grande sucesso. 

O Novo Polo

A sexta geração do Volkswagen Polo foi lançada no Brasil no final de 2018 e chamou bastante a atenção por causa de sua semelhança com o Gol. Inclusive, essa foi uma questão que a VW precisou discutir bastante: como chamar esse novo hatch compacto? A ideia inicial era divulgar uma versão atualizada e moderna do Gol. Porém, nesse meio tempo, o Polo foi ganhando mais prestígio e a empresa acabou optando por manter a produção dos dois carros sob nomes diferentes.

O Novo Polo conta com um motor 200TSI, o que faz dele um carro potente e econômico. São 128 cv e torque máximo de 200Nm. Um de seus diferenciais é a 2ª geração do Active Info Display, uma tela digital que substitui aquele painel analógico clássico. Essa tecnologia é semelhante a um tablete, sendo possível visualizar diversas informações pela tela, como mapas, autonomia de combustível, lista de música e aqueles outros indicativos que fazem parte do painel.

O Melhor Carro Urbano de 2018

O Novo Polo ganhou ainda mais prestígio recentemente ao ser premiado como o “Melhor Carro Urbano do Ano” durante a edição 2018 do Salão do Automóvel de Nova York. Ele disputou o prêmio com outros dois finalistas de peso: o Ford Fiesta e o Suzuki Swift. A decisão foi feita por um corpo de jurados formado por 82 jornalistas automotivos de 24 países, incluindo representantes do Brasil.

A categoria conquistada pela sexta geração do Volkswagen Polo é dedicada aos carros de porte compacto que se destacam em suas performances no trânsito intenso de grandes cidades e de regiões metropolitanas. Mas, o que levou os jurados a escolherem o Polo como o grande vencedor de 2018? O fator principal foi a sua Estratégia Modular Transversal (MQB), o que lhe proporciona uma flexibilidade no sistema de condução. Além disso, ele é um dos compactos mais sofisticados do mundo e oferece uma assistência eficiente aos motoristas.

Essa não é a primeira vez que a Volkswagen leva algum prêmio promovido pela “World Car Awards”. Ela já venceu a categoria de “Melhor Carro do Ano” três vezes. Em 2013, a empresa ganhou o título com o Golf. Já em 2010, o Polo já tinha sido responsável pelo destaque da VW na premiação. Por fim, em 2009, foi o Golf VI o grande vencedor da marca alemã.

A “World Car Awards” está em sua 14º edição e, nos últimos 12 anos, ela tem sido realizada durante o Salão do Automóvel de Nova York. Este evento é um dos maiores e mais importantes do segmento, reunindo anualmente mais de um milhão de visitantes interessados em descobrir as novidades da indústria automotiva.

Você acha que o Novo Polo mereceu o prêmio de “Melhor Carro Urbano” de 2018? Conte a sua opinião para a gente nos comentários e compartilhe esta matéria nas redes sociais.

Selecionados Ruff: Chevrolet Bel Air

O Chevrolet Bel Air marcou o período dos Anos Dourados nos Estados Unidos, na década de 1950. Ele virou um dos símbolos da época e foi responsável por aumentar significativamente as vendas da Chevrolet, fazendo com que com ela ultrapassasse a Ford. Nesta matéria, nós contamos a história e as razões que levaram o Bel Air a se tornar um automóvel tão famoso e cobiçado por muitos até os dias de hoje.

Os primeiros modelos

O Chevrolet Bel Air começou a ser fabricado em 1950. Em sua primeira versão, ele já chamava a atenção com suas linhas curvas e o seu tamanho imponente. O Bel HairHardtop foi o primeiro modelo a ser lançado. Ele surgiu com um estilo diferenciado que influenciou a indústria automobilística norte-americana durante toda a década.

Em 1953, o Bel Air foi modificado pela Chevrolet e ganhou um novo status, tornando-se um modelo de nível superior. A partir de 1955, era possível encontrar versões equipadas com motor V8 e ainda mais luxuosas, com carpetes, acessórios cromados e calotas personalizadas. Mas, nada chamava mais a atenção do que o seu nome escrito em letras douradas e os para-lamas rabo-de-peixe. Isso fazia dele um carro inconfundível!

Além de todo o estilo e charme, o que tornou esse carro tão desejado? Bem, o custo/benefício foi um dos principais motivos que levaram o veículo a se popularizar em poucos anos. Tratava-se de um automóvel com uma estrutura de boa qualidade para a época e que custava relativamente pouco. Além disso, o período era de pós-guerra e os Estados Unidos estavam vivendo uma fase próspera, o que contribuiu para o sucesso das vendas.

Chevrolet Bel Air 1957

O Chevrolet Bel Air 1957 é o modelo que mais vendeu. Hoje, ele é a principal referência automobilística daquele período nos Estados Unidos e uma relíquia para muitos colecionadores e apaixonados por carros antigos. A versão de 1957 ganhou tanta visibilidade por contar com dimensões ainda maiores. Ele tinha pouco mais de 5 metros de comprimento, 1 metro e 85 centímetros de largura e 1 metro e 50 centímetros de altura.  

A imponência do modelo de 1957 ficava ainda por conta de sua cauda e de seus acabamentos cromados. Em relação à parte técnica, esse Bel Air tinha injeção mecânica, motor de 6 a 8 cilindros e 283 cavalos. Na versão manual, ele era fabricado com 3 marchas e, na automática, com 2 ou 3. A velocidade máxima alcançada também não decepcionava, chegando a até 193 km/h.

Os últimos anos

O auge do Chevrolet Bel Air foi mesmo em 1957. Um ano mais tarde, a empresa já tinha vendido mais de 1,5 milhão de unidades. No entanto, ele foi ficando ultrapassado e esse número parou de crescer com a mesma intensidade. O modelo de 1958 ainda foi produzido como top de linha, mas ele perdeu lugar para o Impala em 1959.

Durante toda a década de 1960, o Bel Air permaneceu com o status de carro mediano. Já em 1972, ele foi transformado em um modelo de baixo padrão. O seu fim já estava próximo!  Três anos mais tarde, a Chevrolet dos Estados Unidos parou de fabricá-lo. A história desse carro que marcou geração ainda continuou por mais algum tempo no Canadá. Lá, a Chevrolet só produziu as últimas unidades do carro em 1981.

Você também é um apaixonado por carros clássicos? Então, conte para a gente nos comentários a sua opinião sobre o Chevrolet Bel Air.

 

Selecionados Ruff: Chevrolet Kadett

O Kadett foi um dos grandes clássicos da Chevrolet que marcou época no Brasil. Foram quase 400 mil unidades fabricadas. O modelo chegou ao país em 1989, mas na Europa ele já vinha sendo produzido desde 1936. Ele trouxe duas grandes novidades à indústria automotiva nacional: a produção em série de um veículo com vidros colados (para-brisas e traseiros) e com suspensão regulável a ar.

Esse xodó de muitos motoristas se assemelhava, em alguns aspectos, ao Monza. Dono de um visual moderno para a década de 1990, o Chevrolet Kadett foi produzido, inicialmente, em versões compactas e esportivas. Na verdade, os primeiros modelos misturavam esses dois estilos, unindo o clássico ao que havia de mais moderno. Essa junção e a configuração técnica do Kadett SL/E rendeu a ele, em 1991, o título de carro do ano pela Revista Quatro Rodas.

Kadett GS

Bancos Recaro, volante exclusivo de três raios, computador de bordo, faróis de neblina, teto solar, freio a disco, rodas aro 14 e motor 2.0 são alguns dos itens presentes em um dos do modelos esportivos mais populares do Kadett: a versão GS. Fabricado tanto para ser abastecido com álcool quanto com gasolina, esse veículo alcançava até 185 km/h. Mas, os testes realizados na época pela Quatro Rodas mostraram que era a versão a álcool que tinha um desempenho melhor quando o assunto era velocidade.

Kadett GSi

O GS foi atualizado e se transformou, em 1991, no GSi. Ele foi uma das versões mais sofisticadas do modelo e contava com dois grandes diferenciais: injeção eletrônica e painel eletrônica. Além disso, a Chevrolet manteve os bancos Recaro do GS e incluiu rodas mais modernas e um motor de 121 cv. Para quem quisesse investir um pouco mais, o Kadett GSi também estava disponível em uma versão conversível. Essa novidade chegou ao mercado em 1992 e agregou ao carro um status de alto padrão.

Quanto custava essa belezinha? O GSi valia, aqui no Brasil, entre 29 e 30 mil dólares. Os conversíveis, claro, eram os mais caros. Algum tempo mais tarde, em 1996, a história do GSi chegou ao fim, mas o Kadett ainda continuou sendo produzido por mais dois anos.

Versão Sport e o fim do Chevrolet Kadett

Criado para suceder o GSi, o Kadett Sport foi fabricado entre 1995 e 1997. Ao invés de ser uma versão melhorada de seu antecessor, o novo veículo da Chevrolet veio com algumas configurações inferiores: a potência do carro foi diminuída, a injeção se tornou monoponto e ele perdeu o teto solar e os bancos Recaros. Embora a fabricante tenha justificado que as mudanças foram feitas para reduzir o custo do carro, o valor continuou praticamente o mesmo.

A insatisfação com o Kadett Sport foi geral e as vendas começaram a cair. A Chevrolet ainda lançou algumas atualizações do GL, do GLS e do Sport nesse período, mas o fim do modelo foi inevitável. Em 1998, ele deixou de ser produzido e deu lugar ao Astra.

Os apaixonados pelo Chevrolet Kadett e que possuem um desses na garagem dificilmente conseguem mantê-lo somente com peças originais. As opções são utilizar itens usados ou procurar por peças novas compatíveis. Mas, quem sabe esse modelo querido por tantos não se torne um carro de colecionador e a Chevrolet iniciei uma produção exclusiva de materiais para ele? 

 

Selecionados Ruff: 1969 Dodge Charger Daytona

Um clássico dos muscle cars, o 1969 Dodge Charger Daytona surgiu como uma alternativa ao fracasso do Charger 500, que perdeu nas vendas para o Torino Talladega e Mercury Cyclone Spoler II, ambos da Ford. Nessa matéria, contaremos um pouco mais sobre a história desse belo veículo.

Uma das montadoras mais tradicionais do mercado automotivo, a Dodge sempre foi reconhecida pelos visuais marcantes de seus automóveis, agressivos, aventureiros e cheios de estilo. Exemplo disso é o Charger Daytona, nomeado em homenagem à Daytona Beach, famosa praia norte-americana e um dos grandes centros automobilísticos do país, hospedando inclusive a famosa prova Daytona 500 da Nascar.

O carro de corrida foi desenhado como um modelo especial do Charger, mas em edições limitadas e pronto para correr nas provas de alta performance da modalidade. Apesar de ser um automóvel que deveria atender o seleto público, ele foi muito bem no campeonato após seu lançamento. Ao todo foram produzidas 503 unidades do elegante veículo.

Em 1969 a Nascar, já muito popular, ainda buscava superar dificuldades básicas com seus tipos de carro, incluindo problemas de aerodinâmica e a própria segurança dos pilotos. O que parece ter imortalizado o modelo foi seu “nose cone”, ou uma espécie de nariz em forma de cone que foi colocado na parte dianteira, o que cortaria com êxito o ar e ajudaria no desempenho. Outra adição marcante foi a asa traseira, item que desde então é visto nos carros da Nascar.

Dois anos depois, o Charger Daytona foi banido do circuito junto com outros três “aero cars” rivais por se destacar acima do comum, deixando as outras montadoras em níveis inferiores. A Nascar preferiu a competitividade, atitude que, mesmo sendo negativa para o Charger Daytona, provou-se como a mais correta.

Busque no blog: