Categoria: Veículos | Blog

Selecionados Ruff: Chevrolet Kadett

O Kadett foi um dos grandes clássicos da Chevrolet que marcou época no Brasil. Foram quase 400 mil unidades fabricadas. O modelo chegou ao país em 1989, mas na Europa ele já vinha sendo produzido desde 1936. Ele trouxe duas grandes novidades à indústria automotiva nacional: a produção em série de um veículo com vidros colados (para-brisas e traseiros) e com suspensão regulável a ar.

Esse xodó de muitos motoristas se assemelhava, em alguns aspectos, ao Monza. Dono de um visual moderno para a década de 1990, o Chevrolet Kadett foi produzido, inicialmente, em versões compactas e esportivas. Na verdade, os primeiros modelos misturavam esses dois estilos, unindo o clássico ao que havia de mais moderno. Essa junção e a configuração técnica do Kadett SL/E rendeu a ele, em 1991, o título de carro do ano pela Revista Quatro Rodas.

Kadett GS

Bancos Recaro, volante exclusivo de três raios, computador de bordo, faróis de neblina, teto solar, freio a disco, rodas aro 14 e motor 2.0 são alguns dos itens presentes em um dos do modelos esportivos mais populares do Kadett: a versão GS. Fabricado tanto para ser abastecido com álcool quanto com gasolina, esse veículo alcançava até 185 km/h. Mas, os testes realizados na época pela Quatro Rodas mostraram que era a versão a álcool que tinha um desempenho melhor quando o assunto era velocidade.

Kadett GSi

O GS foi atualizado e se transformou, em 1991, no GSi. Ele foi uma das versões mais sofisticadas do modelo e contava com dois grandes diferenciais: injeção eletrônica e painel eletrônica. Além disso, a Chevrolet manteve os bancos Recaro do GS e incluiu rodas mais modernas e um motor de 121 cv. Para quem quisesse investir um pouco mais, o Kadett GSi também estava disponível em uma versão conversível. Essa novidade chegou ao mercado em 1992 e agregou ao carro um status de alto padrão.

Quanto custava essa belezinha? O GSi valia, aqui no Brasil, entre 29 e 30 mil dólares. Os conversíveis, claro, eram os mais caros. Algum tempo mais tarde, em 1996, a história do GSi chegou ao fim, mas o Kadett ainda continuou sendo produzido por mais dois anos.

Versão Sport e o fim do Chevrolet Kadett

Criado para suceder o GSi, o Kadett Sport foi fabricado entre 1995 e 1997. Ao invés de ser uma versão melhorada de seu antecessor, o novo veículo da Chevrolet veio com algumas configurações inferiores: a potência do carro foi diminuída, a injeção se tornou monoponto e ele perdeu o teto solar e os bancos Recaros. Embora a fabricante tenha justificado que as mudanças foram feitas para reduzir o custo do carro, o valor continuou praticamente o mesmo.

A insatisfação com o Kadett Sport foi geral e as vendas começaram a cair. A Chevrolet ainda lançou algumas atualizações do GL, do GLS e do Sport nesse período, mas o fim do modelo foi inevitável. Em 1998, ele deixou de ser produzido e deu lugar ao Astra.

Os apaixonados pelo Chevrolet Kadett e que possuem um desses na garagem dificilmente conseguem mantê-lo somente com peças originais. As opções são utilizar itens usados ou procurar por peças novas compatíveis. Mas, quem sabe esse modelo querido por tantos não se torne um carro de colecionador e a Chevrolet iniciei uma produção exclusiva de materiais para ele? 

 

Selecionados Ruff: 1969 Dodge Charger Daytona

Um clássico dos muscle cars, o 1969 Dodge Charger Daytona surgiu como uma alternativa ao fracasso do Charger 500, que perdeu nas vendas para o Torino Talladega e Mercury Cyclone Spoler II, ambos da Ford. Nessa matéria, contaremos um pouco mais sobre a história desse belo veículo.

Uma das montadoras mais tradicionais do mercado automotivo, a Dodge sempre foi reconhecida pelos visuais marcantes de seus automóveis, agressivos, aventureiros e cheios de estilo. Exemplo disso é o Charger Daytona, nomeado em homenagem à Daytona Beach, famosa praia norte-americana e um dos grandes centros automobilísticos do país, hospedando inclusive a famosa prova Daytona 500 da Nascar.

O carro de corrida foi desenhado como um modelo especial do Charger, mas em edições limitadas e pronto para correr nas provas de alta performance da modalidade. Apesar de ser um automóvel que deveria atender o seleto público, ele foi muito bem no campeonato após seu lançamento. Ao todo foram produzidas 503 unidades do elegante veículo.

Em 1969 a Nascar, já muito popular, ainda buscava superar dificuldades básicas com seus tipos de carro, incluindo problemas de aerodinâmica e a própria segurança dos pilotos. O que parece ter imortalizado o modelo foi seu “nose cone”, ou uma espécie de nariz em forma de cone que foi colocado na parte dianteira, o que cortaria com êxito o ar e ajudaria no desempenho. Outra adição marcante foi a asa traseira, item que desde então é visto nos carros da Nascar.

Dois anos depois, o Charger Daytona foi banido do circuito junto com outros três “aero cars” rivais por se destacar acima do comum, deixando as outras montadoras em níveis inferiores. A Nascar preferiu a competitividade, atitude que, mesmo sendo negativa para o Charger Daytona, provou-se como a mais correta.

Selecionados Ruff: Fiat Elba

Dentre tantos veículos que marcaram os anos 80 e 90, a Fiat Elba tem um espaço especial na memória de seus antigos donos, além dos nostálgicos que mantêm um exemplar na garagem até os dias atuais.

Rival de modelos como Chevrolet Marajó e Volkswagen Parati no ramo das peruas, a extensão do tradicional Uno era o veículo de passeio perfeito para muitas famílias e dispunha de um porta-malas de 780 litros, até ser substituído nas fábricas pelo Palio Weekend, em 1997.

Classificada como “perua compacta”, a Elba foi produzida em solo brasileiro durante dez anos (1986-1996) pela montadora italiana e teve diversas versões. A maior variação era na potência do motor, ficando sempre entre 1.3 e 1.6, além das inovações tecnológicas da época, como a injeção eletrônica, que foi introduzida em 1993 nos carros-chefes da Fiat.

O veículo foi inclusive parte de uma polêmica envolvendo o então presidente do Brasil, Fernando Collor, quando o governante foi acusado de crime de responsabilidade por ter usado cheques fantasmas para pagar dívidas pessoais, como o modelo da Fiat. O caso mais tarde levou ao seu impeachment.

Selecionados Ruff: Volkswagen Santana Quantum


 

Dentre tantos modelos de automóveis dos anos 80/90 que estão na memória do brasileiro, a Santana Quantum é uma das preferidas dos fãs de carros maiores, categoria chamada de “station wagon”. Disponível para o público pela primeira vez em 1985 como um veículo de luxo, a Quantum era derivada do Santana (modelo sedan) e do Passat alemão.

Competindo no mercado cabeça a cabeça com a rival Chevrolet Caravan, a Quantum era consideravelmente mais moderna e tinha um design que lhe dava um desempenho maior. A leveza e a diferença na tração dianteira possibilitavam motores 1.8 e 2.0 de alta performance, até que em 1992, ela ganhou um redesenho em uma tentativa da Volkswagen brasileira de se adaptar ao mercado internacional, já que exportar o modelo alemão era inviável, economicamente falando.

Apesar do desejo constante do público mesmo com preços não muito populares, a defasagem do modelo começou no final da década de 90, após sua última versão ser lançada. Mesmo com uma nova frente e melhorias internas, sua produção terminou em 2003 no Brasil.

Ao todo foram 14 modelos lançados pela montadora alemã, com destaque para os lançamentos com injeção eletrônica ao invés de carburador, reconhecidos com um “i” após o nome, e as Quantums Sport e Family, personalizadas de acordo com seus propósitos de carro esportivo e de passeio para a família, respectivamente. Até os dias atuais é possível ver tais veículos circulando nas ruas, facilmente reconhecidos pelo comprimento. 

Selecionados Ruff: Ford Model T

Uma das páginas mais importantes da história do automobilismo foi escrita com o surgimento do Ford Model T. Produzido pela Ford Motor Company de outubro de 1908 a 1927, é considerado o primeiro veículo acessível ao grande público da história e lançou as bases de como a indústria automobilística seria construída a partir dali.

Antes do Model T, os automóveis eram caros e escassos, e o novo modelo trouxe consigo uma nova estrutura de produção. Surgiu o conceito de linha de montagem, o que permitiu que o veículo fosse fabricado muito mais rapidamente e, em poucos anos, tornou-se um símbolo da modernização americana. Ao longo dos seus quase 20 anos de produção, ele vendeu 16,5 milhões de unidades e foi considerado o carro mais influente do século 20. Grande parte desse sucesso se deve ao fato de ele ser visto como um carro confiável e de manutenção fácil e barata.

No modo de produção do Model T, em vez de um único operário ficar responsável por todas as etapas de produção, várias pessoas se responsabilizavam por etapas distintas de vários carros. Isso permitia que todas as peças do veículo pudessem ser substituídas, o que tornava sua manutenção mais fácil e acessível. Além disso, o carro contava com estruturas que o tornavam ideal para as condições precárias das estradas da época: chassi alto e resistente, um câmbio de engrenagens epicicloidais (que sofriam menos desgaste na troca de marchas), freios a tambor nas rodas traseiras e uma direção considerada leve para os padrões da época. A alavanca do acelerador, localizada junto ao volante, dava a aparência de um bigode, o que lhe rendeu o carinhoso apelido de ‘Ford Bigode’ no Brasil, apelido este que foi até o nome de uma música de Rossini Pinto e Renato e seus Blue Caps.

O nome dele veio do fato de que todos os modelos desenvolvidos por Ford recebiam uma letra, desde A até T. Vários deles nunca chegaram ao mercado ou sequer tiveram protótipos produzidos, enquanto outros chegaram a ser produzidos, sem contudo conseguir o sucesso do Model T. Depois dele, Ford decidiu que era melhor lançar uma nova era de produção e nomeou o modelo seguinte como “Model A”.

A produção do Model T continuou até 1927 quando Ford, após a cerimônia de apresentação do carro número 15.000.000, decidiu ceder espaço à uma nova geração de produtos e, então, encerrar a produção do veículo. Seu recorde de produção só viria a ser superado décadas depois, em 1972, pelo Fusca. Em 2003, durante as comemorações do centenário da Ford, a companhia restaurou seis unidades do Model T, como homenagem ao legado do veículo e sua contribuição no desenvolvimento do automobilismo.

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