Categoria: Veículos | Blog

Selecionados Ruff: Volkswagen Santana Quantum


 

Dentre tantos modelos de automóveis dos anos 80/90 que estão na memória do brasileiro, a Santana Quantum é uma das preferidas dos fãs de carros maiores, categoria chamada de “station wagon”. Disponível para o público pela primeira vez em 1985 como um veículo de luxo, a Quantum era derivada do Santana (modelo sedan) e do Passat alemão.

Competindo no mercado cabeça a cabeça com a rival Chevrolet Caravan, a Quantum era consideravelmente mais moderna e tinha um design que lhe dava um desempenho maior. A leveza e a diferença na tração dianteira possibilitavam motores 1.8 e 2.0 de alta performance, até que em 1992, ela ganhou um redesenho em uma tentativa da Volkswagen brasileira de se adaptar ao mercado internacional, já que exportar o modelo alemão era inviável, economicamente falando.

Apesar do desejo constante do público mesmo com preços não muito populares, a defasagem do modelo começou no final da década de 90, após sua última versão ser lançada. Mesmo com uma nova frente e melhorias internas, sua produção terminou em 2003 no Brasil.

Ao todo foram 14 modelos lançados pela montadora alemã, com destaque para os lançamentos com injeção eletrônica ao invés de carburador, reconhecidos com um “i” após o nome, e as Quantums Sport e Family, personalizadas de acordo com seus propósitos de carro esportivo e de passeio para a família, respectivamente. Até os dias atuais é possível ver tais veículos circulando nas ruas, facilmente reconhecidos pelo comprimento. 

Selecionados Ruff: Ford Model T

Uma das páginas mais importantes da história do automobilismo foi escrita com o surgimento do Ford Model T. Produzido pela Ford Motor Company de outubro de 1908 a 1927, é considerado o primeiro veículo acessível ao grande público da história e lançou as bases de como a indústria automobilística seria construída a partir dali.

Antes do Model T, os automóveis eram caros e escassos, e o novo modelo trouxe consigo uma nova estrutura de produção. Surgiu o conceito de linha de montagem, o que permitiu que o veículo fosse fabricado muito mais rapidamente e, em poucos anos, tornou-se um símbolo da modernização americana. Ao longo dos seus quase 20 anos de produção, ele vendeu 16,5 milhões de unidades e foi considerado o carro mais influente do século 20. Grande parte desse sucesso se deve ao fato de ele ser visto como um carro confiável e de manutenção fácil e barata.

No modo de produção do Model T, em vez de um único operário ficar responsável por todas as etapas de produção, várias pessoas se responsabilizavam por etapas distintas de vários carros. Isso permitia que todas as peças do veículo pudessem ser substituídas, o que tornava sua manutenção mais fácil e acessível. Além disso, o carro contava com estruturas que o tornavam ideal para as condições precárias das estradas da época: chassi alto e resistente, um câmbio de engrenagens epicicloidais (que sofriam menos desgaste na troca de marchas), freios a tambor nas rodas traseiras e uma direção considerada leve para os padrões da época. A alavanca do acelerador, localizada junto ao volante, dava a aparência de um bigode, o que lhe rendeu o carinhoso apelido de ‘Ford Bigode’ no Brasil, apelido este que foi até o nome de uma música de Rossini Pinto e Renato e seus Blue Caps.

O nome dele veio do fato de que todos os modelos desenvolvidos por Ford recebiam uma letra, desde A até T. Vários deles nunca chegaram ao mercado ou sequer tiveram protótipos produzidos, enquanto outros chegaram a ser produzidos, sem contudo conseguir o sucesso do Model T. Depois dele, Ford decidiu que era melhor lançar uma nova era de produção e nomeou o modelo seguinte como “Model A”.

A produção do Model T continuou até 1927 quando Ford, após a cerimônia de apresentação do carro número 15.000.000, decidiu ceder espaço à uma nova geração de produtos e, então, encerrar a produção do veículo. Seu recorde de produção só viria a ser superado décadas depois, em 1972, pelo Fusca. Em 2003, durante as comemorações do centenário da Ford, a companhia restaurou seis unidades do Model T, como homenagem ao legado do veículo e sua contribuição no desenvolvimento do automobilismo.

Selecionados Ruff: Chevrolet Caravan

A Chevrolet Caravan foi lançada no Brasil em 1974. Ela é derivada direta do Chevrolet Opala, lançado em 1968. Desde o seu lançamento, já estava previsto o lançamento da perua Opala, mas a empresa deu preferência por se concentrar no Chevette.

No final de 1974, a perua Opala foi apresentada como Caravan, notória pelos seus dois motores de 4 e 6 cilindros.  Sua popularidade levou à sua escolha como Carro do Ano de 1976, pela Revista Autoesporte, e em 1978 foi lançada a Caravan SS, que trazia o conceito de uma perua com pegada esportiva.

Em 1986, um novo capítulo na história dessa linha foi escrito. A Chevrolet lançou a Caravan Diplomata, com o interior igual ao do Opala Diplomata. Também foram produzidas algumas poucas unidades de uma versão 4 portas da Caravan, sem grande distribuição. O concorrente direto nessa época era o Volkswagen Santana Quantum. A produção do veículo prosseguiu até 1992, quando foi encerrada, juntamente com a produção do Opala.

O seu legado, de unir praticidade a um design mais esportivo, foi levado adiante por modelos mais recentes como o Spacefox e o Palio Weekend, e até hoje a Caravan é um veículo bastante popular tanto entre o público geral quanto entre colecionadores e apreciadores da história do automobilismo brasileiro.

Selecionados Ruff: ID Buzz, o sucessor da Kombi

A Volkswagen anunciou no dia 19 de agosto um sucessor para a histórica Kombi. Será um veículo baseado no conceito ID Buzz, apresentado em janeiro no Salão de Detroit. De acordo com o presidente da companhia, depois da apresentação do conceito nos salões de Detroit e Genebra, houve um grande volume de pedidos para que o carro fosse produzido.

Não é para menos: a Kombi original, produzida ininterruptamente em território nacional entre 1957 e 2013, é um dos carros mais antigos e icônicos no Brasil, sendo considerada precursora das vans de passageiros e de carga. Sua estrutura original era simples, porém robusta: construção em monobloco, suspensão independente com barras de torção, motor tipo boxer com refrigeração a ar e um dos seus diferenciais mais icônicos era a posição do motorista: sentado sobre o eixo dianteiro e com a coluna de direção quase vertical. Seu nome vem de Kombinationsfahrzeug (em tradução livre, “veículo combinado” ou “veículo multiuso”), o que representa bem o seu uso e um dos motivos pelo qual está tão presente nas ruas e no imaginário do brasileiro: um veículo confiável e resistente, que conseguirá se sair bem onde outros, mais novos, não se dão bem.

O seu sucessor, apesar de tentar conservar alguns desses aspectos, traz uma série de novidades. A princípio, sabe-se que será um veículo elétrico com um certo nível de condução autônoma, opção de assento variável e uma alternativa sem bancos, para transporte de carga. Seu nome, ID Buzz, é um jogo de palavras, já que sua pronúncia é parecida com ‘Bus’, apelido da Kombi nos Estados Unidos, e a fonética lembra o som de um motor elétrico. Ela utiliza uma plataforma específica para veículos elétricos, que permite que as baterias sejam acomodadas no assoalho e, assim, liberem espaço para passageiros.

A nova Kombi também não deixa a desejar no desempenho: seus dois motores, localizados um em cada eixo, produzem em conjunto 374 cavalos de potência, com velocidade máxima de 160 km/h e autonomia de 434 km, além de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5 segundos.

O ID Buzz, porém, ainda não está pronto para o lançamento, e só chegará aos consumidores em 2022. Além disso, algumas das tecnologias envolvidas, especialmente aquelas ligadas ao modo autônomo de direção, estão previstas apenas para 2025. Mas já é o suficiente para acender novamente a paixão dos fãs deste veículo ao redor do mundo.

Selecionados Ruff: Ford Corcel

Durante muitos anos um dos carros mais populares no Brasil, o Corcel foi um dos investimentos mais certeiros da Ford até hoje no país. A montadora estadunidense produziu os modelos do veículo durante 18 anos, mudando a fórmula algumas vezes durante o processo, como, por exemplo, a transição do formato sedã para o coupé.

Apesar de seguir o estilo dos automóveis da época, o Corcel agradou muito o público pelo seu design e acabamento, além do espaço interno. Depois de já estabelecido no mercado, o foco da Ford passou a ser transformar sua criação e um veículo de passeio e investir na esportividade, o que gerou novas versões nos anos seguintes.

Até 1986, chegaram ao mercado cinco modelos. Confira abaixo um pouco mais sobre cada um:

Corcel

O modelo inicial chegou agradando com seu desenho ao mesmo tempo compacto e espaçoso, com quatro portas e com um tom de modernidade dado pela criadora.

Corcel GT

Como o próprio nome já prevê, deu-se ao Corcel um aspecto mais esportivo com melhorias no motor, uma faixa característica no capô e a inclusão do revestimento de vinil no teto. Durante testes em Interlagos, o então piloto Emerson Fittipaldi chegou a atingir 142 km/h com a máquina, prova de que o aumento de 68 para 80 cv deu resultado.

Corcel Bino

A Bino Automóveis teve uma parceria com a Ford e implementou o chamado “Kit Bino” no Corcel, o que incluiu, além de modificações pontuais no motor, faróis de milha, um novo painel, volante mais esportivo, console no teto, vidros verdes, rodas de magnésio, novos emblemas, pomo do câmbio e até chaveiros personalizados.

Corcel GTXP

Uma evolução do GT, esse modelo trazia faróis de longo alcance e um capô preto fosco, mas a principal novidade era o motor 1.4, mais capaz do que o 1.3 dos antecessores.

Corcel II

No fim de 1977, chegou ao mercado a segunda geração do veículo, desta vez com motor 1.6. Apesar das constantes novidades e inovações, a concorrência de rivais como Monza e Passat abreviou a presença do Corcel entre os mais queridos do público, mas mesmo assim foram quase 20 anos de sucesso.

Você teve a oportunidade de sentar ao volante de algum desses? Conte para nós!

 

 

 

 

 

 

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