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Como os postos podem aproveitar o final de ano para vender mais?

Final de ano é época de pegar a estrada para visitar a família, ir à praia ou seguir em direção a algum outro lugar especial para curtir o réveillon. Esse aumento no fluxo de viagens é responsável por intensificar a procura por postos de combustíveis e aquecer as vendas.

Além de abastecer, é frequente a busca por serviços de revisão, peças e outros produtos típicos dessa época do ano. Por isso, os estabelecimentos precisam ficar atentos para aproveitar bem essa chance de conquistar novos clientes e vender mais. Como? Confira as dicas!

1. Ofereça serviços de revisão

Como nessa época do ano o número de pessoas viajando de carro aumenta significativamente, é preciso preparar toda a equipe do posto e o estoque de peças para a alta procura por revisão. Os motoristas estão cada vez mais conscientes da importância desse procedimento e sempre buscam pelo serviço antes de pegar a estrada.

Os postos que já oferecem troca de óleo, calibragem dos pneus e verificação de água no radiador podem aproveitar o final de ano para fazer campanhas de revisão. Uma sugestão é oferecer um combo de serviços básicos caso o motorista abasteça acima de uma determinada quantidade.

O filtro de combustível também precisa de atenção especial antes de uma viagem. Então, garanta que o seu posto tenha profissionais capacitados para checar se há vazamentos em alguma peça do sistema. As mangueiras, o tanque e os filtros são as partes mais propícias a apresentar irregularidades. 

2. Reforce o estoque de peças, óleos e lubrificantes

A troca de lubrificantes é praticamente obrigatória para quem vai viajar de carro. Por isso, tenha bastante atenção com o estoque de óleos e lubrificantes nessa época do ano para não deixar o produto em falta. Ofereça sempre os melhores produtos, de preferência aqueles que são top de linha.

Ter algumas peças básicas à disposição dos clientes também pode ajudar a incrementar o faturamento nessa época do ano. Algumas delas são: filtros, velas, cabos, correias, limpadores de para-brisa, faróis e lâmpadas. O pneu é outro item que pode ser bastante procurado nesse período. Se o seu posto ainda não vende esse produto, avalie a possibilidade.

3. Crie ações promocionais e sorteios

O Natal é uma ótima oportunidade para criar campanhas com o intuito de atrair o público e aumentar as vendas no posto de combustível. Vale a pena, por exemplo, distribuir cupons de desconto ou desenvolver ações para sortear vales, viagens ou até mesmo um carro. Os consumidores costumam ficar bastante empolgados com esse tipo de promoção.

Ah, e para que a campanha de final de ano seja um sucesso, não se esqueça de divulgá-la. Para isso, invista em marketing digital (redes sociais, anúncios no Google e etc.), em panfletos e banners que possam ser colocados em locais estratégicos. Seja criativo para atrair as pessoas e alavancar o seu faturamento!

4. Loja de conveniência

Outro espaço do posto de combustível bem procurado no final do ano é a loja da conveniência. Isso porque a época é de festas e muita gente pode parar no seu posto para comprar bebidas, gelo ou alguns aperitivos para serem degustados durante a viagem. Então, o cuidado para manter o estoque em dia deve ser redobrado!

Além dos produtos já habituais de uma loja de conveniência, nesse período aqueles itens indispensáveis no Natal e no Ano Novo não podem faltar das prateleiras. Quais? O bom e tradicional panetone, champagne, frutas secas, peru e chester. Vale ainda criar kits ou cestas especiais de Natal para as pessoas poderem levar de presente para alguém. 

5. Invista em uma decoração atrativa

A cereja do bolo para conquistar mais clientes no final do ano é a decoração natalina. Não deixe o mês de dezembro passar em branco, como se fosse só mais um mês normal. As pessoas gostam de sentir o clima de natal nos lugares por onde passam, inclusive nos postos de combustíveis.

A dica, então, é investir em uma decoração bonita com iluminação especial, enfeites e alguns banner ou letreiro desejando boas festas. Mas, lembre-se de que uma decoração exagerada pode ficar “brega” e poluir o visual. Por isso, preze por algo mais clean e harmonioso. E não se esqueça de decorar a loja de conveniência com uma árvore de natal.

Você tem alguma dúvida ou dica extra? Conte para gente nos comentários!

Quais são os melhores softwares de gestão para postos de combustíveis?

Os softwares de gestão para postos de combustíveis ajudam a concentrar todas as informações administrativas do estabelecimento em único lugar. Além de agilizarem os processos de gerenciamento, eles reduzem custos e garantem a segurança dos dados.

Mas, você sabe como identificar quais são os melhores sistemas para gerir o dia a dia de um posto? Para te ajudar nessa missão, nós separamos algumas dicas e listamos alguns dos softwares utilizados no Brasil.

As vantagens de informatizar postos de combustíveis

Aquele antigo caderno para registrar as entradas e saídas em um posto de combustível já foi extinto. A informatização da administração de postos é um requisito indispensável nos dias de hoje, pois ela assegura a proteção das informações e fornece praticidade para os procedimentos de entradas e saídas.

Mas, quais são os benefícios específicos que os sistemas de gestão oferecem? Bem, as vantagens são diversas! Os softwares para postos centralizam todas as movimentações do estabelecimento em um único lugar, facilitando o controle interno. Por meio dessa tecnologia, é possível supervisionar o funcionamento das bombas e monitorar o estoque, por exemplo.

Agilidade é outro benefício proporcionado por esse tipo de sistema. Com ele, as informações podem ser acessadas e compartilhadas quase que de forma instantânea. Assim, a administração do tempo se torna mais eficiente, o que acaba refletindo positivamente no atendimento ao cliente.

Como escolher o melhor sistema de gestão?

Na hora de contratar um software de gestão para postos de combustíveis é preciso se atentar a alguns detalhes. O primeiro deles é verificar se o sistema atende às principais necessidades administrativas do seu estabelecimento. Por exemplo, ele oferece uma ferramenta de controle de colaboradores? Há uma área para registrar o reabastecimento dos fornecedores? Quais soluções ele fornece para facilitar o cumprimento de exigências fiscais?

Vale ainda observar se o software é capaz de gerar relatórios sobre as receitas, despesas, vendas e estoques do posto. Pergunte ainda sobre a garantia de segurança da informação. Ele realiza backup dos dados automaticamente ou é preciso contratar esse serviço de terceiros? É importante tirar todas as dúvidas para ter a certeza de estar fazendo o melhor investimento.

Alguns dos principais softwares para postos de combustíveis

1. Petroshow

O Petroshow é um software que reúne várias soluções para os donos de postos de combustíveis. Por meio dele, é possível centralizar praticamente toda a gestão do estabelecimento. Além dos processos e procedimentos ligados especificamente aos combustíveis, ele também pode ser aplicado nas lojas de conveniência.

Ele oferece a possibilidade de fazer o faturamento automático e permite a atualização inteligente dos preços dos combustíveis. Outra vantagem é o campo destinado à gestão das despesas logísticas a fim de otimizar os custos operacionais. Em relação à parte financeira, ele garante transações seguras com rotinas de conciliações bancárias.

O Petroshow pertence à empresa paranense Viasoft, que conta com mais de 35 mil usuários.

2. Linx Postos

Outro software bastante conhecido é o Linx. Ele pode ser utilizado tanto nos postos quanto nas lojas de conveniência. Um diferencial desse sistema é o fato de ele ser totalmente hospedado na nuvem, o que garante mais segurança para os seus dados, facilita o acesso às informações e exige menos investimento em hardware.

O Linx oferece vários módulos e você pode contratar apenas aqueles que fazem sentido para o seu negócio. Ele permite, por exemplo, integrar a operação com as transportadoras e controlar o fornecimento de combustíveis. Além disso, o sistema engloba a gestão da equipe do posto, possibilitando o cadastramento dos colaboradores para a criação de um histórico e a implementação de um ponto eletrônico.

3. Petros

O Petros é um sistema que também oferece diferentes módulos, sendo possível unificar o controle operacional, financeiro, fiscal e gerencial do posto. Ah, ele também é armazenado em nuvem e realiza backups diários, aumentando a segurança das informações.

Esse software faz a atualização e sincronização de dados automaticamente, além de ajudar a manter as obrigações fiscais em dia (Pis/Cofins, LMC, NFC-e, NF-e, SAT-CF-e, e outras). A gerência do posto de combustível pode controlar o acesso ao sistema e registrar informações relacionadas a frentistas e clientes.

Segundo informações institucionais, o Petros já foi instalado para mais de mil clientes.

4. Autoexpert

O Autoexpert é um software presente no mercado desde 1993. Ele disponibiliza aos seus clientes uma integração versátil, incluindo a administração centralizada de filiais. Um diferencial oferecido por esse sistema é o Canal Cliente. Por meio dele, os gerentes podem registrar as informações de abastecimento de cada cliente com privacidade.

Outra ferramenta encontrada no Autoexpert é o Livro de Movimentações de Combustíveis (LMC). Além disso, ele é atualizado de acordo com as exigências fiscais do setor. Você conhece ou já ouviu falar sobre esse software?

5. Meta Posto

Esse sistema é conhecido por facilitar a administração financeira e contábil dos postos. Com ele, é possível monitorar remotamente o andamento das vendas e do estoque por meio de um aplicativo disponível para smartphones e tablets. Portanto, você pode ter acesso às informações do seu posto e das filiais mesmo estando longe. 

As vantagens do Meta Posto incluem ainda a integração do sistema com os medidores de tanques para controlar o estoque e o ajuste automático do LMC. Eles também oferecem um módulo para o relacionamento com os clientes.

Você conhece algum desses softwares de gestão para postos de combustíveis ou tem indicação de outros? Conte para gente nos comentários. Não se esqueça de compartilhar este artigo nas redes sociais.

 

Conheça a história dos combustíveis

Não é novidade para ninguém a importância dos combustíveis para toda a sociedade. Mas, você já parou para pensar como era a vida das pessoas quando não existia gasolina, etanol, GLP ou gás natural? Desde a pré-história até os dias atuais, o ser humano tem buscado fontes de energia para se aquecer, alimentar e locomover. 

Os combustíveis foram protagonistas de grandes episódios da história mundial. Quais? Neste artigo, nós da Ruff contamos para você os principais detalhes e curiosidades sobre a história dos combustíveis e também dos primeiros postos de gasolina. 

O que são combustíveis?

Para começar, é importante entender quem são eles. De forma geral, todas as substâncias químicas queimadas com o intuito de produzir energia na forma de calor são chamadas de combustíveis. Eles podem ter diversas aplicações, sendo utilizados para acionar, por exemplo, motores automotivos, aeronáuticos, industriais ou turbinas de usinas termelétricas.

Os combustíveis podem derivar de fósseis animais e vegetais, como é o caso do petróleo, ou de plantas, como a cana-de-açúcar (a matéria-prima do etanol). Além disso, eles podem ser originados a partir da eletrólise da água ou do lixo (biogás).

Ah, o combustível é classificado ainda como renovável ou não renovável. O primeiro é aquele obtido de fontes não fósseis, ou seja, ele não se esgota (água, etanol, madeira e etc.). Já o segundo, é obtido a partir de fontes fósseis, disponíveis na natureza por um tempo limitado, como o petróleo.

A evolução e a história dos combustíveis

A primeira fonte de energia da humanidade foi a madeira. Ela era queimada pelos homens primitivos com o intuito de se proteger do frio e cozinhar alimentos. Mas, foi a partir da primeira Revolução Industrial que os combustíveis modernos começaram a ser originados. Naquela época, a necessidade de mover os motores a vapor utilizados em locomotivas e grandes fábricas fez com que o carvão mineral se tornasse o grande protagonista do período.

Anos mais tarde, já no começo do século 20, foi a vez do petróleo ser explorado como fonte de energia. Isso porque os automóveis começaram a se popularizar e foi preciso encontrar um combustível eficiente. A partir de então, a refinação do petróleo passou a ser feita em larga escala e a gasolina ganhou destaque no mercado. Antes disso, a principal função do petróleo era dar origem ao querosene, utilizado na iluminação pública e residencial.

A criação da gasolina aditivada e os impactos da Crise do Petróleo

No contexto das refinarias de petróleo, a novidade na década de 1950 foi o investimento na produção de combustível com alta octanagem e o início da comercialização da gasolina aditivada. Clique aqui para saber o que é e quais são os benefícios da gasolina aditivada.

Mas, e o etanol? Bem, ele foi criado depois das famosas Crises do Petróleo, na década de 1970, responsáveis por afetar o setor em escala mundial. Muitos países, então, começaram a buscar novas fontes de energia. A obtenção de álcool anidro a partir da cana-de-açúcar foi o grande destaque nesse período, principalmente no Brasil.

Já a gasolina, também em 1970, ganhou novos compostos antidetonantes com o objetivo de minimizar os impactos ambientais causados por sua queima. Além disso, uma medida que vem sendo adotada desde aquela época até os dias de hoje é a redução do teor de enxofre na gasolina.

Quer conhecer detalhes e curiosidades sobre o óleo diesel? Clique aqui e confira o post especial que fizemos sobre esse combustível.

Os primeiros Postos de Combustíveis

Você já parou para pensar como era a vida dos motoristas antes do surgimento dos postos de combustíveis? Como contamos acima, a popularização dos carros aconteceu no começo do século 20. Naquela época, para abastecer um veículo, era preciso comprar barris de 200 litros de gasolina. Eles eram vendidos em armazéns e inseridos nos tanques dos carros por meio de funis.

O primeiro projeto mais semelhante a ideia de posto de combustível foi inaugurado em 1888, na cidade alemã de Wiesloch. Ele ficava em uma farmácia e era utilizado como base de abastecimento da Bertha Benz, primeira pessoa no mundo a dirigir um carro a uma longa distância.

Mas, a concepção de posto de gasolina como conhecemos hoje só foi criada em 1907. Naquele ano, o fundador da Ford, Henry Ford, inaugurou em Saint Louis, nos Estados Unidos, o Automobile Gasoline Company, um galpão com duas bombas instaladas sob pedestais.     

No mesmo ano, a Stanford Oil of California, atual Chevron, construiu o segundo posto de combustível do mundo em Seattle, também nos Estados Unidos. Outra curiosidade é que foi a Stanford Oil a inovar e criar o conceito de posto bandeirado.

Postos no Brasil

Em 1915, foi inaugurado o primeiro posto de combustível em solo brasileiro. Quem trouxe a novidade para o país foi a Texaco, mas, antes disso, outras duas empresas estrangeiras já atuavam por aqui como distribuidoras.

Ao passar dos anos, o mercado de combustíveis do Brasil passou por diversas transformações. Isso inclui o domínio do setor por oligopólios e, na década de 1990, a sua flexibilização, permitindo a criação de novas distribuidoras de combustíveis e o estabelecimento de um mercado mais competitivo. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.

Você tem alguma dúvida sobre a história dos combustíveis? Deixe a sua pergunta nos comentários. Não se esqueça de compartilhar este artigo nas redes sociais.

 

Como funciona o transporte de combustíveis no Brasil?

A logística do mercado de derivados de petróleo exige muito planejamento e atenção especial com o transporte de combustíveis, principalmente por se tratar de uma carga perigosa. Nesta matéria, nós compartilhamos com você as principais informações sobre a dinâmica de distribuição desses produtos no Brasil.

Por dentro da história das distribuidoras de combustíveis

O mercado de combustível no Brasil foi, por muito tempo, dominado pelos oligopólios do setor. Toda a distribuição de fontes energéticas derivadas do petróleo era concentrada. Esse cenário passou a se transformar a partir da década de 1990, quando houve uma mudança na legislação com o intuito de flexibilizar o serviço e torná-lo mais competitivo.

Foi nesse período de abertura do mercado que os donos de postos e os consumidores puderam contar com a oferta de combustíveis vinda de novas empresas. As distribuidoras de energia automotiva criadas naquela década, como a Ruff, foram responsáveis por dar ampliar a logística de combustíveis no Brasil.

A transformação no segmento de armazenamento e distribuição de fontes de energia veio acompanhada pela criação de leis específicas para estabelecer regras para a comercialização desse tipo de produto. A Lei do Petróleo, juntamente com a instituição da Agência Nacional do Petróleo (ANP), regulamenta o mercado de combustíveis, incluindo a disposição de normas sobre a qualidade dos produtos comercializados pelas distribuidoras e pelos postos. Além disso, define algumas regras ligadas aos modais de transporte.  

Panorama sobre transporte de combustíveis no Brasil

Você sabe como os combustíveis líquidos são transportados no Brasil a fim de abastecer postos e empresas? Se a sua resposta foi por meio terrestre, com a utilização de caminhões e carretas, você acertou! Embora esse seja o modal mais comum e mais explorado, a logística dos combustíveis também é atendida pelas ferrovias, hidrovias e dutovias (transporte realizado por meio de tubos, como os gasodutos e oleodutos).  

A título de curiosidade, em outros países, como nos Estados Unidos, menos de 50% do transporte de combustíveis é feito por rodovias. Na Rússia, a logística dos derivados de petróleo é dominada pelo descolamento ferroviário e dutoviário, sendo apenas 4% do transporte realizado por meio de caminhões.

A maior parte da demanda por combustíveis no Brasil é proveniente das regiões Sul e Sudeste. São nessas duas áreas onde encontramos as principais dutovias do país: o Oleoduto Osbra, que liga São Paulo a Brasília; o Oleoduto Opasc, que conecta os estados do Paraná e Santa Catarina; e o Etanolduto Ribeirão Preto-Paulínia. Este último é responsável por interligar as bases da Ruff, ou seja, os produtos da nossa distribuidora vêm diretamente dos tanques e dos dutos da refinaria, aumentando a eficiência de toda operação. Isso inclui menor tempo de ressuprimento e menores custos logísticos.

Em relação às ferrovias, uma das mais importantes para a distribuição de combustíveis é a de Centro-Atlântica (FCA), localizada em Minas Gerais. Outra ferrovia muito utilizada e estratégica é a ALL Malha Paulista, que vai de Paulínia-SP em direção à Região Centro-Oeste. Não podemos nos esquecer ainda da ALL Malha Sul, responsável por conectar o estado do Paraná ao Rio Grande do Sul.

Cuidados no transporte rodoviário

O transporte de combustíveis deve seguir uma série de regras determinadas pela legislação específica. Os cuidados são necessários porque os derivados de petróleo utilizados como fonte de energia são classificados como produtos perigosos.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os produtos perigosos são aqueles que podem oferecer algum risco ao meio ambiente ou à saúde e segurança das pessoas. Quando estão sendo deslocados, os combustíveis também recebem o status de carga perigosa.

A logística de todos materiais inflamáveis, radioativos e corrosivos necessitam atender normas de segurança para evitar danos à natureza e à sociedade. Os motoristas, por exemplo, devem ter uma certificação especial que os habilitem a transportar esse tipo de carga. Para isso, eles são obrigados a fazer o curso de Movimentação e Operação de Produtos Perigosos (MOPP).

É dever das distribuidoras de combustíveis, e de qualquer transportadora de cargas perigosas, ter o Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP) e o Cerificado de Inspeção Veicular (CIV). As operações de deslocamento de energia automotiva ainda requer o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (CTF-APP), documento exigido pelo IBAMA.

Além da documentação e certificações específicas, de modo geral, o transporte de combustíveis deve fornecer informações sobre as adequações do caminhão com base no que determina a lei. Clique aqui para conhecer mais detalhes sobre a resolução da ANTT a respeito do transporte rodoviário de produtos perigosos

Ah, vale lembrar ainda que os caminhões e carretas carregadas com combustíveis devem ser equipadas com sinalizações especiais, como as placas indicando tratar-se de uma carga inflamável, e instrumentos para situações de emergência. Para o motoristas, deve ser disponibilizado um kit de Equipamentos de Proteção Individual, fundamental para assegurar a segurança dele em casos de acidentes ou panes no veículo. 

A Ruff segue essas e demais normas relacionadas ao transporte de combustíveis para garantir que os nossos produtos cheguem até os clientes e consumidores de forma segura, sem oferecer qualquer tipo de risco aos nossos motoristas, à natureza e à população em geral.

Você tem alguma dúvida sobre o funcionamento do transporte de combustíveis? Deixe a sua pergunta nos comentários. Não se esqueça de compartilhar esta matéria nas redes sociais. 

 

Como é calculado o preço da gasolina?

O preço da gasolina costuma ser um assunto polêmico, gerando muitas dúvidas e até mesmo inverdades sobre a forma como o valor fixado nas bombas dos postos são definidos. É importante saber que existem muitas variáveis responsáveis por impactar o preço do litro dos combustíveis, englobando desde o processo de produção até o momento do abastecimento do carro.

Para te ajudar a entender como é calculado o preço da gasolina, nós da Ruff preparamos esta matéria especial com informações relevantes sobre o tema.

Quem regula a comercialização de combustíveis no Brasil?

Desde 1997, quando a Lei do Petróleo entrou em vigor, o monopólio até então presente no mercado de combustíveis no Brasil tornou-se mais flexível. Hoje, as operações do setor do petróleo e de gás natural são reguladas por essa lei federal e também pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em relação à definição dos preços dos combustíveis, é estabelecido que as distribuidoras não podem influenciar os valores cobrados na bomba. Isso significa que os preços fixados nos postos de combustíveis devem ser livres, cabendo ao estabelecimento definir o valor a ser pago pelos seus clientes.

Ao mesmo tempo, existe um conjunto de fatores que pesam na hora de estipular o preço da gasolina. Para chegar até o consumidor final, o combustível passa por todo um processo com custos variáveis com o poder de impactar o valor repassado ao consumidor.

Cadeia de comercialização

Antes de chegar ao tanque dos motoristas, a gasolina percorre um caminho longo de produção e de distribuição. Primeiramente, ela pode ser adquirida tanto no mercado externo quanto produzida internamente. Após passar pelas refinarias, o combustível é encaminhado para as distribuidoras responsáveis pela armazenagem e também entrega da gasolina aos postos de combustíveis.

Nessa cadeia de comercialização, diversos fatores influenciam o cálculo do preço da gasolina. A realização do produtor ou do importador, o valor dos impostos, as despesas com logística e o custo do etanol anidro são as principais variáveis responsáveis por definir quanto você vai gastar para abastecer.  

O impacto do tributos

Uma parte considerável do valor da gasolina é constituído por impostos. De acordo com a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), 43% do preço pago pelo consumidor na bomba em agosto de 2018 equivale a tributos. O principal deles é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), uma taxa estadual que pode incidir entre 25% e 35% no valor final da gasolina.

Os outros impostos presentes no cálculo são federais e tributados com base em um valor fixo por litro. No caso do PIS/Cofins, por exemplo, ele corresponde a R$ 0,7925 por litro de gasolina. Já o CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), representa R$ 0,10 do valor do litro da gasolina.

A influência do Etanol Anidro

A gasolina comercializada nos postos de combustíveis é a do tipo C, uma variedade com adição de etanol anidro. De acordo com a legislação vigente, um litro de gasolina deve contar com, no máximo, 27% de etanol. Isso significa que o valor do etanol anidro também impacta o cálculo do preço da gasolina.

As distribuidoras de combustíveis, além de comprar a gasolina, também precisam adquirir etanol anidro dos produtores. Geralmente, ele é fornecido pelas usinas de cana-de-açúcar que produzem tanto o etanol anidro, aquele adicionado na gasolina tipo C, quanto o etanol hidratado, aquele comercializado nas bombas de combustíveis para o abastecimento de veículos.

O valor do etanol anidro pode variar ao decorrer do ano. No período entressafras da cana-de-açúcar, por exemplo, o preço desse componente pode ter uma alta e acabar tendo impacto no bolso do consumidor. Você sabia disso? Além do itens que abordamos até agora, existe ainda um outro influenciador no preço da gasolina: o transporte.

E a logística?

Para sabermos como é calculado o preço da gasolina, não podemos nos esquecer dos custos relacionados ao transporte dos combustíveis. A influência e importância desse quesito ficou bem clara para o consumidor durante a greve dos caminhoneiros no primeiro semestre de 2018. Com a escassez de gasolina nas bombas, foi preciso pagar um valor bem acima do usual para poder abastecer.

O fato principal a ser mantido em mente é o protagonismo do transporte rodoviário no Brasil. Os custos logísticos são elevados e envolvem tanto gastos fixos (seguros, licenciamentos, contratação de motoristas, rastreamentos, rateios operacionais e etc.) quanto gastos variáveis (pneus, diárias do motorista, manutenção elétrica e mecânica dos veículos, treinamentos, combustível e etc.).   

A logística, portanto, é um componente essencial da cadeia de comercialização da gasolina e esses custos são repassados para o consumidor final. Vale lembrar ainda que o transporte eficiente e seguro é um investimento indispensável para otimizar e manter o processo de reabastecimento dos postos operando regular e satisfatoriamente.

Você tem alguma dúvida sobre como é calculado o preço da gasolina? Deixe a sua pergunta nos comentários. Não se esqueça de compartilhar esta matéria nas redes sociais.

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