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6 dicas para acertar na hora de comprar um carro usado

Comprar um carro usado exige uma análise precisa. Existem vários cuidados que o comprador precisa ter para garantir um bom negócio e evitar futuras dores de cabeça. Conhecer o histórico do veículo, levar um mecânico de confiança para avaliar o carro e saber sobre os gastos com combustível são alguns pontos a serem observados antes de fechar negócio.

Confira as dicas que separamos para vocês!

1 – Certifique-se de que o carro não é roubado

Você conhece o passado do automóvel que pretende comprar? Não corra o risco de levar um carro roubado para casa. Para garantir de que está tudo em ordem, pesquise pela placa do carro no site do Detran e verifique o que há registrado sobre ele. Outra dica é conferir o número do chassi para identificar se existe alguma adulteração e compará-lo com o código registrado no motor e nos vidros.

O documento do veículo é outro modo de garantir uma compra segura. Lembre-se de observar se ele é original. Como? Cheque se a letras estão em alto-relevo. Quem compra carro roubado corre o risco de perder todo o dinheiro investido. Isso porque a polícia pode parar o carro em alguma blitz e, facilmente, detectar se o automóvel foi furtado.

2 – Saiba quais são os carros que ninguém quer comprar

Algumas pessoas podem até achar que seja implicância ou perseguição, mas quando muitas falam mal sobre determinado modelo...desconfie! Descubra quais são as razões que motivam a rejeição ao veículo. Se você comprar um carro com elevado nível de rejeição, depois terá dificuldade para vendê-lo.

Geralmente, as pessoas fogem dos veículos beberrões ou dos que tem um alto custo de manutenção, como os importados. Outro fator que influência nesse sentido é a cor. Carros pretos e pratas são os favoritos dos brasileiros, enquanto aqueles com cores mais diferenciadas (amarelo, laranja, vermelho e etc.) costumam ficar bastante tempo parados nas revendedoras. Mas, e os carros brancos? Estes também costumam sofrer com a resistência dos compradores, principalmente pela desconfiança que se levanta de eles já terem sido utilizados como táxi.

Os carros “mexidos” - aqueles rebaixados, turbinados ou com muitos acessórios - também não são muito bem vistos no mercado de revenda.

3 – Descubra quanto custa a manutenção

Às vezes, encontramos carros importados por valores bem atrativos. Logo pensamos que essa pode ser a nossa grande chance de ter na garagem um carrão que poucos têm. Mas, será que essa é uma escolha realmente vantajosa?

A nossa recomendação é analisar bem os custos de manutenção do veículo desejado para saber se a compra vai valer a pena. Um modelo antigo da BMW pode até ser barato, mas as peças (freios, filtros, lanternas, faróis, amortecedores, para-choques, pneus e etc.) e a mão de obra do mecânico podem pesar no bolso. Portanto, é bom levar isso em consideração antes de fechar negócio.

Ah, lembre-se ainda de fazer um orçamento do seguro auto, pois essa é outra variável capaz de tornar as despesas com o veículo mais pesadas.

4 – Cheque de onde vem o carro

Para acertar na hora de comprar um carro usado, verifique de que cidade e estado ele é procedente. Muita gente nem pensa nisso, mas trata-se de um fator que pode impactar no preço e nas condições mecânicas do veículo. De acordo com dados da Molicar, os carros de segunda mão vendidos no Sul do Brasil são os mais valorizados, pois é a região onde há uma forte cultura de conservação do veículo.

Em relação aos carros revendidos no estado de São Paulo, eles também são muito bem vistos no mercado. Isso porque as estradas paulistas são consideradas boas, o que influencia nas condições mecânicas do automóvel. A situação é inversa quando o assunto é os veículos do Norte e Nordeste. Os carros usados de lá são vendidos por um valor inferior devido à baixa qualidade das estradas e à salinidade.

5 – Analise toda a pintura e a lataria

Quando for avaliar um carro usado, é melhor fazer isso em lugar bem iluminado pela luz do sol. Por quê? Para você poder enxergar riscos e manchas na pintura. Fique atento para checar se há mudanças na tonalidade da pintura em alguma parte do automóvel, pois isso indica que ele já esteve envolvido em acidentes.

Recomendamos ainda observar se o carro tem amassados na lataria, se o espaçamento entre as portas é desigual, se o número do motor é diferente do original, se há óleo escorrendo pelo escapamento e se as portas estão encostando nos batentes. Além disso, verifique se em alguma parte do carro há a presença de massa plástica, um outro indicativo de que o carro foi batido.          

6 – Dê uma volta no carro

Será que o atual dono do carro que você está pensando em comprar é cuidadoso? Preste bastante atenção nisso! Existem aquelas pessoas que prezam pelo bom uso do veículo, dirigindo sempre de forma responsável e mantendo a manutenção em dia. Por outro lado, também há aqueles motoristas desleixados, que “judiam” bastante do automóvel.

É por essa razão que, além de tudo que já falamos aqui, você deve dar uma volta no carro antes de fechar negócio. Assim, você vai poder notar se as partes mecânica e elétrica estão funcionando adequadamente. E para não ter surpresas negativas, verifique se todas as manutenções necessárias foram feitas. Vale ainda levar o seu mecânico de confiança para dar uma olhada no veículo.

Você tem alguma outra dica para quem deseja comprar um carro usado? Conte aqui nos comentários.

 

O que rolou no Rally dos Sertões 2018

A última edição do Rally dos Sertões deixou a sua marca nas estradas de Goiás, Bahia, Piauí e Ceará. A competição contou com a estreia do piloto Edson Di Nole, que fez bonito e conquistou a quarta posição na categoria Production T2. Nesta matéria, nós contamos para você todos os detalhes desse grande evento e como foi para Di Nole realizar o sonho de participar do rali.

Desbravando o Rally dos Sertões

A história do Rally dos Sertões começou em 1991 e, ao longos desses anos, ele se consolidou como um dos maiores e mais importantes ralis realizados no Brasil. O nome da competição é uma referência a uma das grandes obras literárias do Brasil: Os Sertões, de Guimarães Rosa.

Todos os anos, essa aventura repleta de poeira, lama e velocidade corta paisagens de tirar o fôlego e cruza caminhos compostos por realidades culturais e sociais bastantes diversas do nosso país. As mais de 25 edições do Rally dos Sertões já passaram por centenas de cidades de todas as regiões brasileiras e a maior parte das largadas foi dada na cidade Goiânia (GO).

No Rally dos Sertões 2018, realizado do dia 18 a 25 de agosto, os competidores percorreram mais de 3,6 quilômetros entre a capital goiana e Fortaleza (CE). De um ponto ao outro, o roteiro incluiu oito paradas em cidades de Goiás, da Bahia, do Piauí e do Ceará. As paisagens áridas e lamacentas do trajeto dividiram espaço com automóveis, motos, quadriciclos e UTVs.

A estreia de Di Nole no Rally

A Ruff marcou presença no Rally dos Sertões 2018 ao lado de Edson Di Nole, piloto com mais de 30 anos de experiência no automobilismo. A carreira dele é marcada por diversas vitórias, incluindo a atual liderança na categoria ASX RS da Mitsubishi Cup e o título de bicampeão entre os UTVs.

Neste ano, Di Nole estreou no Rally dos Sertões e, para ele, participar dessa competição foi uma grande realização pessoal. “Era o sonho da minha vida correr o Rally dos Sertões. Abri mão de muita coisa para isso. Fiz um monte de loucuras para isso”, afirma o competidor.

Di Nole caiu na estrada a bordo de um Suzuki Jimny e ao lado de seu navegador Vilson Agudinho para disputar a categoria Production T2, uma modalidade composta por carros movidos a gasolina, etanol ou diesel, mas que devem utilizar restritor de ar com admissões especificas para carros aspirados e turbinados. 

Na estrada

Nas primeiras etapas da competição, entre Goiânia e Posse (GO), Di Nole desbravou trechos de areia com piçarra e áreas travadas, incluindo estradas com muitos mata-burros e zonas agrícolas com longas retas. Na terceira etapa, o piloto percorreu 350 quilômetros até Luís Eduardo Magalhães (BA), onde, ao final do dia, conquistou o terceiro lugar na categoria Production T2.

Durante os primeiros dias de competição, Di Nole afirmou ter se surpreendido com os desafios. “O Rally dos Sertões é muito desgastante. Eu não imaginava a dificuldade das especiais, das distâncias. A gente precisa estar muito bem preparado, inclusive psicologicamente, o calor é extremo e desgastante. É sofrido porque nós mesmos estamos fazendo a manutenção. Chegamos a trabalhar no carro até às 4h da manhã e dormir apenas duas horas para largar no dia seguinte, mas é um sonho que estou realizando”, relata o piloto.

Quando Di Nole e Aduginho chegaram à cidade de Barra (BA), na quarta etapa, mantiveram a terceira posição. No dia seguinte, caíram na estrada em direção ao Piauí, enfrentando caminhos cheios de erosões, pedras e depressões. O piloto contornou a dificuldade do trecho e garantiu a permanência no terceiro lugar.

Na penúltima etapa, os competidores seguiram por mais 602 quilômetros de São Raimundo Nonato (PI) até Juazeiro do Norte (CE), onde acabaram caindo para a quarta colocação. No último dia de Rally dos Sertões, Di Nole chegou a Fortaleza após mais de 3,6 mil quilômetros de muita aventura. Ele encerrou a prova em terceiro lugar na categoria Production T2, mas uma penalidade fez com que ele fosse rebaixado para a quarta posição.

A Praia de Iracema, em Fortaleza, foi endereço da festa de encerramento do Rally do Sertões e de comemoração da conquista do Edson Di Nole. “Eu queria muito agradecer o apoio da Ruff Combustíveis por sempre acreditar no nosso potencial e por vários anos ser nosso patrocinador. Terminamos o Rally dos Sertões em quarto lugar na categoria Production T2 e eu queria dedicar essa conquista a toda a família Ruff, por sempre acreditar na gente e nos fornecer o melhor combustível, como diz seu slogan é ‘Energia para Superação’”, declara Di Nole.

Você é fã do Rally dos Sertões? Então, compartilhe está matéria nas redes sociais!

 

RUFF é listada entre as Maiores e Melhores empresas do Brasil

Você sabia que a Ruff está entre as maiores e melhores empresas do Brasil? As principais publicações de economia do país fazem um levantamento anual das corporações que mais se destacaram, como é o caso das revistas Exame e Valor. Nas últimas edições, lançadas em agosto, a Ruff apareceu por mais um ano na lista entre as grandes empresas do país.

Entendendo a classificação das empresas

As listas divulgadas pelas revistas de economia são construídas a partir da análise de dados declarados publicamente pelas empresas, procedimento ligado às políticas de transparência instituídas no Brasil e internamente nas próprias corporações.

A avaliação da revista Exame, por exemplo, levou em consideração os dados de mais de 3 mil empresas. As informações analisadas foram retiradas das demonstrações contábeis publicadas no Diário Oficial de cada estado até maio de 2018. Além disso, a apuração para compor a lista com as Melhores e Maiores empresas do Brasil considerou as respostas de questionários aplicados pela própria revista. 

E qual é o objetivo desse levantamento? De acordo com a própria Exame, a intenção é “medir o desempenho das empresas individualmente”, tomando “como base as demonstrações individuais, e não as consolidadas”.

A edição 2018 da Melhores e Maiores empresas do Brasil traz dados sobre companhias que são destaque em seus segmentos. No total, 20 setores da economia estão presentes na lista divulgada neste ano. A publicação ainda apresenta indicadores setoriais divididos por estado, o que permite visualizar o andamento do cenário econômico no país.

Índices analisados

Para elaborar o ranking com as maiores empresas do Brasil, as revistas utilizam alguns índices para classificar em quais aspectos cada corporação mais se destacou. Os grupos de análise são definidos com base, por exemplo, em informações sobre receitas de vendas, lucro ou prejuízo, rentabilidade, liquidez, endividamento, crescimento, número de funcionários, valor das exportações, controle acionário e etc.

A Liquidez Geral é um dos principais índices apresentados e a Ruff foi bem classificada nesse quesito. Segundo Rogério Cardoso, Gerente Geral de Negócios da Ruff, esse número “reflete a capacidade da empresa em honrar seus compromissos financeiros”. Ele destaca ainda a importância da avaliação sobre as empresas menos endividadas, pois ela demonstra “a capacidade da empresa em viabilizar suas atividades com Capital próprio.”

Método de avaliação

No caso da Exame, o método utilizado para ranquear as empresas é a comparação entre os resultados, tendo como base para os cálculos um sistema de pontuação que vai de 1 a 10. Os pontos “são multiplicados por um peso atribuído a cada indicador”, afirma o guia das Maiores e Melhores Empresas 2018 da Exame.

A RUFF entre as maiores empresas do Brasil

As listas com os grandes destaques de 2018 no mundo dos negócios são compostas apenas pelas 10 maiores ou 15 melhores empresas de cada segmento. A Ruff é, por mais um ano, um dos principais nomes do setor de Gás e Petróleo. Esse “é um reconhecimento da gestão desenvolvida da organização com seriedade, responsabilidade e padrões de trabalho que através de uma edição como esta revelam o sucesso da empresa”, ressalta Cardoso.

Além de ter se sobressaído nos índices de Liquidez Geral e de empresas menos endividadas, a Ruff também conquistou a 7ª posição entre as melhores do atacado. Para o Gerente Geral de Negócios da Ruff, estar entre as maiores e melhores empresas do Brasil é reflexo da “seriedade, esforço e capacidade de gestão e de manter-se firme em seus propósitos de ter uma empresa saudável e competitiva”.

Os indicadores mostrados tanto pela revista Exame quanto pelo Valor demonstram o potencial da Ruff que, mesmo em um cenário econômico de estagnação, conseguiu ter um bom desempenho dentro do segmento de Petróleo e Gás.   

Você tem alguma dúvida sobre a classificação das Maiores e Melhores empresas do Brasil? Deixe a sua pergunta nos comentários!

 

Selecionados Ruff: A história do Chevrolet Celta

O Chevrolet Celta já foi o primeiro carro de muitos brasileiros. Mesmo depois do fim da sua produção, em 2015, ele continua bastante presente nas ruas e estradas do país, sendo um dos carros populares mais queridos do Brasil. É por isso que hoje o “Celtinha” foi o escolhido por nós para estrelar no nosso blog.

Os primeiros anos de sucesso

Quando o Celta começou a ser produzido, em setembro de 2000, a intenção da Chevrolet era colocar no mercado o carro mais barato do Brasil. Ele foi lançado na fábrica de Gravataí-RS, e, quatro meses mais tarde, quase 22 mil unidades já haviam sido vendidas. Um ano depois do Celta chegar ao mercado, a Chevrolet comemorou a marca de 100 mil unidades comercializadas.

Uma das características que mais chamava a atenção nesse popular, além do preço, era a sua semelhança com o Chevrolet Vectra hatch e com o Corsa. Apesar de ser um compacto queridinho desde o seu lançamento, existiam algumas configurações da primeira versão que não agradavam os motoristas. Uma das reclamações era em relação à buzina, a qual era acionada por meio da alavanca da seta. Esse problema só foi resolvido em 2006, quando a buzina passou a ser acionada pelo volante.

Durante os primeiros anos de história do Chevrolet Celta, uma das grandes novidades do modelo foi a chegada, em 2003, da versão 1.4 e com quatro portas. A mudança aumentou as vendas do automóvel e, em 2005, a fabricante bateu a marca de 560 mil unidades comercializadas. Outra novidade que agradou os motoristas naquele mesmo ano foi a conversão do motor 1.0 para motor flex.

A nova cara do “Celtinha”

O Chevrolet Celta ganhou novos atributos depois de passar por uma reestilização em 2006. Os interessados no modelo naquela época, podiam encontrar nas concessionárias três versões de acabamento e com preços entre, mais ou menos, R$24 e 36 mil reais:

Life: era a versão mais simples do Celta, com relógio digital e rodas de 13 polegadas. Quem comprasse essa versão podia escolher se queria adicionar ar condicionado e direção hidráulica.

Spirit: essa versão tinha alguns itens a mais, como para-choques na cor do automóvel e os vidros traseiros contavam com limpador e desembaçador.

Super: o Celta comercializado nessa versão tinha principais diferenciais as rodas 14 polegadas, um novo padrão de rodas, tecidos na porta e maçanetas na cor do veículo.

Outro acontecimento importante em 2006 para a história desse popular da Chevrolet foi o lançamento do Chevrolet Prisma, o sedan que chegou ao mercado como uma derivação do Celta.

Da última reestilização ao fim da produção

Em 2011, a Chevrolet lançou a linha 2012 do Celta, que apresentava o parachoque dianteiro com grade dividida, o atual emblema padrão da GM e novas calotas. Os faróis e as lanternas ficaram escurecidos, e seu modesto painel ganhou desenhos modernos para os comandos de ar condicionado e interruptores.

Completando, o volante adquiriu detalhes pratas e os bancos e as portas, tecidos estampados com um grafismo na cor azul, semelhante ao utilizado no Agile. Apesar da simplicidade e pouco espaço, o modelo era charmoso e capaz de acomodar cinco adultos. Porém, sua reputação foi abalada devido à divulgação do insucesso do veículo na bateria de provas de colisão do Latin NCP, recebendo 1 estrela de um total de 5.

Tentando se redimir, a Chevrolet lançou a última atualização do hatch em 2013, passando a vendê-lo em uma única versão, equipada com freios ABS e airbags frontais de série. Mas sem sucesso, em 2015 a sua produção foi encerrada em junho e, no final de agosto, o Celta foi retirado do site da Chevrolet Brasil, colocando um ponto final na sua história com mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas no país.

O sucessor

O modelo que entrou no lugar do “Celtinha” foi o Onix, que começou a ser vendido em 2012 e, desde então, apresentava boa aceitação pelo público. O carro tem inovações de conectividade com o motorista na central de multimídia, controles de áudio no volante e câmbio automático. Entretanto em 2017, o Latin NCAP assombrou a Chevrolet mais uma vez, dando nota zero ao hatch nacional e alegando uma péssima proteção lateral.

Em resposta ao resultado negativo, a versão do Onix 2019 veio equipada com barras de proteção lateral, permitindo uma nova classificação nos testes (3 estrelas).

Atualmente, ele é considerado o veículo com a menor desvalorização no mercado, melhor valor de revenda e leva a fama de carro mais vendido desde 2015. Mas o Celta sempre terá o seu lugar no coração de muitos brasileiros, deixando lembranças e servindo como base para a produção de outros modelos além do Onix, como o Agile e a Montana.

E você, o que acha do Celta e da sua substituição? Conta para nós nos comentários e compartilha a matéria!

Como é calculado o preço da gasolina?

O preço da gasolina costuma ser um assunto polêmico, gerando muitas dúvidas e até mesmo inverdades sobre a forma como o valor fixado nas bombas dos postos são definidos. É importante saber que existem muitas variáveis responsáveis por impactar o preço do litro dos combustíveis, englobando desde o processo de produção até o momento do abastecimento do carro.

Para te ajudar a entender como é calculado o preço da gasolina, nós da Ruff preparamos esta matéria especial com informações relevantes sobre o tema.

Quem regula a comercialização de combustíveis no Brasil?

Desde 1997, quando a Lei do Petróleo entrou em vigor, o monopólio até então presente no mercado de combustíveis no Brasil tornou-se mais flexível. Hoje, as operações do setor do petróleo e de gás natural são reguladas por essa lei federal e também pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em relação à definição dos preços dos combustíveis, é estabelecido que as distribuidoras não podem influenciar os valores cobrados na bomba. Isso significa que os preços fixados nos postos de combustíveis devem ser livres, cabendo ao estabelecimento definir o valor a ser pago pelos seus clientes.

Ao mesmo tempo, existe um conjunto de fatores que pesam na hora de estipular o preço da gasolina. Para chegar até o consumidor final, o combustível passa por todo um processo com custos variáveis com o poder de impactar o valor repassado ao consumidor.

Cadeia de comercialização

Antes de chegar ao tanque dos motoristas, a gasolina percorre um caminho longo de produção e de distribuição. Primeiramente, ela pode ser adquirida tanto no mercado externo quanto produzida internamente. Após passar pelas refinarias, o combustível é encaminhado para as distribuidoras responsáveis pela armazenagem e também entrega da gasolina aos postos de combustíveis.

Nessa cadeia de comercialização, diversos fatores influenciam o cálculo do preço da gasolina. A realização do produtor ou do importador, o valor dos impostos, as despesas com logística e o custo do etanol anidro são as principais variáveis responsáveis por definir quanto você vai gastar para abastecer.  

O impacto do tributos

Uma parte considerável do valor da gasolina é constituído por impostos. De acordo com a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), 43% do preço pago pelo consumidor na bomba em agosto de 2018 equivale a tributos. O principal deles é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), uma taxa estadual que pode incidir entre 25% e 35% no valor final da gasolina.

Os outros impostos presentes no cálculo são federais e tributados com base em um valor fixo por litro. No caso do PIS/Cofins, por exemplo, ele corresponde a R$ 0,7925 por litro de gasolina. Já o CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), representa R$ 0,10 do valor do litro da gasolina.

A influência do Etanol Anidro

A gasolina comercializada nos postos de combustíveis é a do tipo C, uma variedade com adição de etanol anidro. De acordo com a legislação vigente, um litro de gasolina deve contar com, no máximo, 27% de etanol. Isso significa que o valor do etanol anidro também impacta o cálculo do preço da gasolina.

As distribuidoras de combustíveis, além de comprar a gasolina, também precisam adquirir etanol anidro dos produtores. Geralmente, ele é fornecido pelas usinas de cana-de-açúcar que produzem tanto o etanol anidro, aquele adicionado na gasolina tipo C, quanto o etanol hidratado, aquele comercializado nas bombas de combustíveis para o abastecimento de veículos.

O valor do etanol anidro pode variar ao decorrer do ano. No período entressafras da cana-de-açúcar, por exemplo, o preço desse componente pode ter uma alta e acabar tendo impacto no bolso do consumidor. Você sabia disso? Além do itens que abordamos até agora, existe ainda um outro influenciador no preço da gasolina: o transporte.

E a logística?

Para sabermos como é calculado o preço da gasolina, não podemos nos esquecer dos custos relacionados ao transporte dos combustíveis. A influência e importância desse quesito ficou bem clara para o consumidor durante a greve dos caminhoneiros no primeiro semestre de 2018. Com a escassez de gasolina nas bombas, foi preciso pagar um valor bem acima do usual para poder abastecer.

O fato principal a ser mantido em mente é o protagonismo do transporte rodoviário no Brasil. Os custos logísticos são elevados e envolvem tanto gastos fixos (seguros, licenciamentos, contratação de motoristas, rastreamentos, rateios operacionais e etc.) quanto gastos variáveis (pneus, diárias do motorista, manutenção elétrica e mecânica dos veículos, treinamentos, combustível e etc.).   

A logística, portanto, é um componente essencial da cadeia de comercialização da gasolina e esses custos são repassados para o consumidor final. Vale lembrar ainda que o transporte eficiente e seguro é um investimento indispensável para otimizar e manter o processo de reabastecimento dos postos operando regular e satisfatoriamente.

Você tem alguma dúvida sobre como é calculado o preço da gasolina? Deixe a sua pergunta nos comentários. Não se esqueça de compartilhar esta matéria nas redes sociais.

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