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Os maiores produtores de petróleo do mundo

O petróleo é obtido a partir de fontes fósseis e está disponível na natureza por tempo limitado. Esse recurso precioso começou a ser explorado como combustível na década de 1920, tornando-se fundamental no dia a dia das pessoas. Atualmente, ele é a fonte energética mais utilizada no planeta.

Mas, você sabe quais são os maiores produtores de petróleo do mundo? Nesta matéria, nós contamos quais países são esses e ainda explicamos como tem sido a atuação do Brasil nesse mercado. Então, vamos lá!

1. Estados Unidos

Nos últimos anos, o país norte-americano tem ocupado a primeira posição na lista dos maiores produtores de petróleo do mundo. De acordo com o levantamento anual realizado pela International Energy Statistics (EIA), os Estados Unidos produzem cerca de 15 milhões de barris por dia.

O país se tornou líder mundial na produção de petróleo pela primeira vez em 1975, quando ultrapassou a Arábia Saudita. Depois de ter caído no ranking, os Estados Unidos se destacaram novamente em 2012 e em 2013 voltaram a superar o país saudita.

2. Arábia Saudita

A região do Oriente Médio é bastante conhecida por causa de suas inúmeras reservas de petróleo. Aproximadamente, 65% das reservas mundiais estão localizadas naquele território. Bastante, né? O grande destaque da região é a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo no mundo e, por muitas vezes, foi o maior produtor em âmbito global.

Segundo a International Energy Statistics, em 2017, a Arábia Saudita produziu cerca de 12 milhões de barris por dia. Esse número expressivo faz do petróleo a principal atividade econômica do país, a qual é fortemente controlada pelo governo. Nos últimos anos, a receita petrolífera deles vem caindo e, como já contamos, perdendo espaço para os Estados Unidos.

3. Rússia

Na terceira posição, a lista da EIA traz a Rússia como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Em 2017, foram produzidos cerca de 11 milhões de barris por dia. Em outubro de 2018, o país atingiu a marca de 11,41 milhões de barris por dia.

Para o começo de 2019, o ministro da Energia do país já anunciou uma redução de até 60 mil barris por dia. Isso representa uma produção de aproximadamente 11,35 milhões de barris por dia, ficando abaixo das metas estabelecidas para este ano.

4. Canadá

Em quarto lugar, mas bem abaixo dos três primeiros colocados, está o Canadá. Em 2017, o país fechou o ano produzindo uma média de 4,9 milhões de barris por dia. Uma das grandes conquistas do setor petrolífero canadense foi em 2014, quando a produção do país cresceu em 7.9% e superou a China.

O Canadá ganhou destaque no mercado mundial do petróleo depois da Segunda Guerra Mundial, período em que encontraram grandes reservas por lá. Hoje, o petróleo e o gás natural são os principais recursos minerais do país, havendo perspectivas positivas em relação a uma futura expansão das exportações.

5. China

Em 2017, a China produziu uma média de 4,77 milhões de barris por dia, ficando abaixo da marca de 4,87 milhões conquistada em 2016. Em 2018, o país apresentou resultados melhores, chegando a produzir 12,49 milhões de barris por dia em setembro, conforme dados do Gabinete Nacional de Estatísticas.

Segundo o EIA, a maior parte da extração do petróleo chinês é feito em terra e apenas 20% é oriunda de reservas offshore. Uma curiosidade é que além de se destacar na produção de petróleo, o país também é um dos maiores consumidores mundiais do recurso fóssil. Nesse quesito, a China só fica atrás dos Estados Unidos.

E o Brasil?

O Brasil aparece na nona posição da lista divulgada pelo EIA, tendo produzido, em 2017, cerca de 3,36 milhões de barris por dia. Depois da descoberta das reservas na camada pré-sal, o país passou a ter mais destaque na produção e exportação do mineral.

De acordo com Mauro Ferreira Coelho, diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), o Brasil tem capacidade para se tornar um dos cinco maiores exportadores de petróleo até 2026. A previsão positiva é baseada no crescimento constante da produção brasileira. A estimativa do EPE é que o país alcance a marca de 5,2 milhões de barris por dia.

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)

A Opep foi estabelecida em 1960 com o intuito de fortalecer os países produtores de petróleo. O grupo define estratégias para a fabricação de petróleo e determina cotas de produção para os países membros a fim de elevar a lucratividade na hora da exportação.

Atualmente, fazem parte da organização: Angola, Arábia Saudita, Argélia, Equador, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar e Venezuela. Juntos, esses países possuem cerca de 75% das reservas mundiais de petróleo. Pouco mais de 40% do petróleo utilizado no planeta é proveniente dos países da Opep.

Gostou de conhecer os maiores produtores de petróleo do mundo? Conte para gente nos comentários.

 

Pacote Etanol: setor recebe estímulos do governo


Aumentar a produção e os investimentos: esses são os principais objetivos do novo plano do governo para estimular a produção do etanol. As medidas foram anunciadas pelos Ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão. A ideia é reforçar o caixa do setor que enfrenta queda na produção e prejuízos causados pelo clima.

Além do aumento de 20% para 25% da mistura de etanol anidro na gasolina (em vigor a partir de primeiro de maio), o governo anunciou três medidas que beneficiam a indústria. A primeira é a concessão de um crédito tributário de R$ 1 bilhão. Esse valor poderá ser abatido do valor do pagamento da PIS/Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social) pelos produtores.

A segunda medida do pacote é a redução dos juros nos financiamentos para a renovação e implantação de novos canaviais. O Prorenova, programa de financiamento do BNDES, conta com um volume de recursos de R$ 4 bilhões e terá taxa de juros de 5,5% ao ano. Em 2012, vigoravam taxas entre 8,5% a 9,5% de juros.

Já a terceira iniciativa estabelece novas regras para o financiamento da estocagem do álcool. Antes do pacote, os juros do crédito eram de 8,7%. A partir de agora, esse crédito terá juros de 7,7% ao ano com recursos de R$ 2 bilhões (sendo R$ 1 bilhão do BNDES e R$ 1 bilhão da poupança rural).

De acordo com o governo, o plano não tem o objetivo de reduzir o preço do álcool ao consumidor e sim garantir o aumento da produção e atender a demanda do mercado. “O objetivo principal dessa redução é viabilizar condições para que o setor faça mais investimentos. Não quer dizer necessariamente que o produtor vai repassar para o preço imediatamente. Quando se aumentam os investimentos, também se aumenta a oferta. Na medida em que se aumenta a oferta, consequentemente o preço pode cair.”, declarou o ministro Guido Mantega em reportagem do site oficial do Ministério de Minas e Energia.

Para o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, as medidas também devem beneficiar a rede de revenda e distribuição e um pouco menos as usinas produtoras. Segundo o presidente, a cadeia de distribuição deverá absorver 40% a 50% do que for desonerado. “Na distribuição e na revenda de gasolina, a margem é de aproximadamente 40 centavos por litro. A margem de distribuição e revenda do hidratado é de 10 a 12 centavos. As distribuidoras e revendas reclamam de que praticamente não têm margem”, afirmou em entrevista a Reuters.

Saiba mais:

Medida Provisória

Decreto nº 7997

Retificação Medida Provisória
 

Fonte: G1/Ministério de Minas e Energia

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