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5 coisas que você precisa saber sobre abastecer carro flex

Você sabia que a maior parte dos veículos emplacados no Brasil é flex? Em 2003, o país produziu o primeiro modelo que podia ser abastecido com gasolina e etanol: um Gol com motor AP 1.6. Naquele mesmo ano, outras fabricantes passaram a investir na produção de veículos com sistema biocombustível, tornando-se um item padrão nos dias de hoje.

Embora os carros flex já estejam no mercado há mais de 15 anos, ainda existem muitos mitos sobre eles. Além disso, muita gente nos pergunta sobre a melhor forma de abastecer esses automóveis. Aliás, será que existe uma maneira ideal de abastecê-los? Para esclarecer as principais dúvidas, nós reunimos aqui as informações importantes sobre o assunto.

1. Abastecendo pela primeira vez: gasolina ou etanol?

Muita gente por aí costuma dizer que o primeiro abastecimento de um carro flex precisa ser feito com etanol. E mais: que esse combustível deve ser utilizado até o carro completar 500 km rodados. Na verdade, esse é um grande mito! O flex pode ser abastecido, desde a primeira vez, tanto com etanol quanto com gasolina.

Esse tipo de automóvel tem um sensor no escapamento: o sonda lambda. É ele o responsável por reconhecer o combustível utilizado e enviar a informação para a central eletrônica. A partir daí, o motor é ajustado automaticamente para realizar a queima do combustível sem afetar o desempenho do carro.

Então, tanto faz abastecer o carro com gasolina ou etanol!

2. Tanto faz a proporção de etanol e gasolina no tanque

Outra dúvida bastante recorrente é em relação à mistura dos combustíveis. Então, vamos esclarecer essa questão: não importa a proporção de etanol e gasolina no tanque. Você pode misturá-los da forma como bem entender e quando bem entender. Não há restrições, pois a “inteligência” da sonda lambda consegue identificar a quantidade de etanol e gasolina, configurando o motor de forma adequada.

Ah, e há ainda quem afirme que o ideal seja abastecer o automóvel com 50% de gasolina e 50% de etanol. A vantagem disso seria um ganho no desempenho do veículo e uma economia maior para o bolso. Na realidade, isso varia de carro para carro. O motorista precisa fazer essa experiência para verificar se há de fato algum benefício.

3. A regrinha dos 70% pode variar

Quando o assunto é abastecer carro flex, também fala-se muito sobre a regra dos 70%. Para economizar, muitos recomendam verificar se o preço do etanol na bomba equivale a 70% do valor da gasolina. Em caso positivo, abastecer com o combustível derivado da cana seria mais vantajoso.

Hoje em dia, essa regrinha não é tão precisa! Os motores e o etanol já não são mais os mesmos, implicando na variação entre 68 e 75%. Por isso, a dica é fazer as contas! Como? Abasteça com etanol e depois com gasolina e veja quantos quilômetros por litro o carro fez com cada um deles. Se a diferença no consumo for menor ou maior do que 30%, a regrinha dos 70% não é a ideal para você. Nesse caso, vai ser preciso ajustar a porcentagem.

4. O carro poderá precisar de gasolina no inverno

Em dias de baixa temperatura, quando o carro estiver abastecido com etanol, é importante haver gasolina no tanquinho de partida a frio. Sem isso, vai ser difícil fazer o carro funcionar. Lembre-se de que a gasolina não pode estar envelhecida, pois, se estiver, você vai ter problemas para conseguir sair com o carro.

Uma sugestão para a época do frio é sempre manter o tanque com, pelo menos, 10% de gasolina. Isso vai ajudar na hora da partida! A boa notícia é que os automóveis flex mais modernos contam com uma injeção direta de combustível capaz de aquecer o etanol nos dias em que estiver fazendo frio.

5. Etanol e gasolina têm níveis diferentes de poluição

Em comparação com a gasolina, o etanol é um combustível menos poluente. Isso porque ele tem um nível de carbono reduzido, o que equivale a, mais ou menos, 1/3 do da gasolina. Além disso, o etanol não costuma contribuir para a formação de depósitos de carboníferos na câmara de combustão, ou seja, não há o acúmulo de resíduos. É por isso que, geralmente, ele não precisa de aditivos.

Você tem alguma dúvida sobre o abastecimento de carro flex? Deixe a sua questão nos comentários!

 

Os 7 melhores museus de automóveis

Ao redor do mundo, existem diversos museus de automóveis com acervos capazes de deixar qualquer apaixonado por carro babando. Além de reunirem modelos raros, alguns se destacam por recontarem a história das maiores fabricantes do mundo. E é por isso que nós reunimos os car lovers da Ruff e listamos os melhores museus do mundo. 

1.  BMW Museum – Munique (Alemanha)

 

Um dos museus de automóveis mais emblemáticos do mundo fica em Munique, capital do estado da Baviera. O BMW Museum revive toda a história da marca, exibindo carros, motos, motores, turbinas e até aviões. Além do acervo impressionante, o design do museu também chama a atenção por causa de suas formas futurísticas.

O BMW Museum foi inaugurado em 1979 e renovado pela última vez em 2008. Ele fica ao lado do BMW Welt, onde estão expostos os modelos atuais da empresa, e ao lado da Fábrica da BWM, onde é possível fazer uma visita guiada para conhecer toda a linha de produção. Sensacional, não é?

2. Porsche Museum – Sttutgart (Alemanha)

A Porsche é uma marca originalmente austríaca, mas hoje tem sua sede na cidade alemã de Sttutgart. É lá também que fica o museu da fábrica de esportivos. Assim como os seus automóveis, o lugar é cheio de luxo e custou cerca de 100 milhões de euros para ser construído.

O Porsche Museum, inaugurado em 2009, tem 80 veículos em exibição. Eles ficam expostos em ordem cronológica para demonstrar a evolução da marca. Do carro mais antigo até o mais moderno, você percebe que a empresa soube manter sua identidade ao longos de todo esse tempo. Ah, o museu também tem uma loja com lembrancinhas e miniaturas dos modelos mais famosos da Porsche.

3. Mercedes-Benz Museum –  Stuttgart (Alemanha)

Stuttgart, e a Alemanha como um todo, é mesmo um paraíso para os apaixonados por carro. Além do museu da Porsche, a cidade é o endereço do museu da Mercedes-Benz. Ele fica em um prédio imponente e futurista de nove andares. No espaço, estão expostos 160 modelos da fabricante alemã, além de 1.500 peças, entre motores e acessórios.

O legal do Mercedes-Benz Museum é que ele conta toda a história da marca. Os visitantes têm a chance de conhecer os detalhes sobre o dia em que Carl Benz patenteou o primeiro automóvel do mundo. E quem ainda não sabe quando vai ter a chance de conhecer esse museu pessoalmente, pode clicar aqui e fazer um tour virtual pelo espaço.

4. Museo Enzo Ferrari – Modena (Itália)

Quando o assunto é museus de automóveis, não podemos nos esquecer dessa preciosidade italiana. O Museo Enzo Ferrari fica na cidade do fundador da empresa: Modena, perto de Bolonha. É por isso que, além da exibição de veículos e motores, o acervo do museu também reconta episódios da vida de Enzo.

O espaço reúne grandes modelos da marca e ainda proporciona algumas experiências interativas, como o simulador que faz você vivenciar uma corrida de Fórmula 1. Quem quiser ainda mais aventura, pode comprar um ingresso especial que dá direito a pilotar no Autódromo de Modena. Incrível, né?

5. Petersen Automotive Museum - Los Angeles (Estados Unidos)

Um dos maiores museus de automóveis do mundo fica em Los Angeles. O Petersen Automotive Musuem foi aberto em 1994, depois passou alguns anos fechado e reabriu em 2015 de cara nova. O prédio é gigantesco, tendo espaço suficiente para abrigar 25 galerias temáticas.

A coleção inclui desde veículos do final do século 19 até modelos atuais. Entre os destaques estão as Ferraris, Cadilacs e Mustangs. E como estamos falando de um museu localizado em Los Angeles, não poderiam faltar os clássicos do cinema hollywoodiano. Os carros utilizados nos filmes 007 e Batman, por exemplo, estão expostos lá.

6. Museu do Automóvel de Curitiba-PR – (Brasil)

O Brasil também conta com alguns museus de carros e um dos mais famosos é o Museu do Automóvel de Curitiba. Fundando em 1976, ele é uma das principais atrações turísticas da cidade. No total, o acervo conta com 150 veículos, os quais pertencem aos membros do Clube de Antiguidades Automotivas do Paraná.

Os carros estão divididos em quatro categorias: antique, vintage, milestones e classic. Algumas das maravilhas expostas incluem a McLaren 1974 pilotada por Emerson Fittipladi, um caminhão Ford 1919, um fusca conversível de 1952 e um triciclo Harley Davidson ano 1951. Então, se estiver passando por Curitiba, não deixe de parar por lá!

7. Museu Hollywood Dream Cars – Gramado-RS (Brasil)

Outro museu popular no Brasil é o Hollywood Dream Cars, localizado entre as cidades de Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. O grande diferencial dessa coleção são os carros clássicos e luxuosos da década de 1950 que fizeram sucesso nas telas do cinema.

Lá, você vai ter a chance de ver aqueles Cadillacs rabo-de-peixe que marcaram época. O acervo ainda conta com o inesquecível Ford Victoria conversível, de 1956. Além disso, a exposição inclui algumas motos antigas. Todos os veículos são restaurados e impecáveis. 

Você conhece algum desses museus de automóveis ou tem alguma outra sugestão? Conte para gente nos comentários.

Quais são os melhores softwares de gestão para postos de combustíveis?

Os softwares de gestão para postos de combustíveis ajudam a concentrar todas as informações administrativas do estabelecimento em único lugar. Além de agilizarem os processos de gerenciamento, eles reduzem custos e garantem a segurança dos dados.

Mas, você sabe como identificar quais são os melhores sistemas para gerir o dia a dia de um posto? Para te ajudar nessa missão, nós separamos algumas dicas e listamos alguns dos softwares utilizados no Brasil.

As vantagens de informatizar postos de combustíveis

Aquele antigo caderno para registrar as entradas e saídas em um posto de combustível já foi extinto. A informatização da administração de postos é um requisito indispensável nos dias de hoje, pois ela assegura a proteção das informações e fornece praticidade para os procedimentos de entradas e saídas.

Mas, quais são os benefícios específicos que os sistemas de gestão oferecem? Bem, as vantagens são diversas! Os softwares para postos centralizam todas as movimentações do estabelecimento em um único lugar, facilitando o controle interno. Por meio dessa tecnologia, é possível supervisionar o funcionamento das bombas e monitorar o estoque, por exemplo.

Agilidade é outro benefício proporcionado por esse tipo de sistema. Com ele, as informações podem ser acessadas e compartilhadas quase que de forma instantânea. Assim, a administração do tempo se torna mais eficiente, o que acaba refletindo positivamente no atendimento ao cliente.

Como escolher o melhor sistema de gestão?

Na hora de contratar um software de gestão para postos de combustíveis é preciso se atentar a alguns detalhes. O primeiro deles é verificar se o sistema atende às principais necessidades administrativas do seu estabelecimento. Por exemplo, ele oferece uma ferramenta de controle de colaboradores? Há uma área para registrar o reabastecimento dos fornecedores? Quais soluções ele fornece para facilitar o cumprimento de exigências fiscais?

Vale ainda observar se o software é capaz de gerar relatórios sobre as receitas, despesas, vendas e estoques do posto. Pergunte ainda sobre a garantia de segurança da informação. Ele realiza backup dos dados automaticamente ou é preciso contratar esse serviço de terceiros? É importante tirar todas as dúvidas para ter a certeza de estar fazendo o melhor investimento.

Alguns dos principais softwares para postos de combustíveis

1. Petroshow

O Petroshow é um software que reúne várias soluções para os donos de postos de combustíveis. Por meio dele, é possível centralizar praticamente toda a gestão do estabelecimento. Além dos processos e procedimentos ligados especificamente aos combustíveis, ele também pode ser aplicado nas lojas de conveniência.

Ele oferece a possibilidade de fazer o faturamento automático e permite a atualização inteligente dos preços dos combustíveis. Outra vantagem é o campo destinado à gestão das despesas logísticas a fim de otimizar os custos operacionais. Em relação à parte financeira, ele garante transações seguras com rotinas de conciliações bancárias.

O Petroshow pertence à empresa paranense Viasoft, que conta com mais de 35 mil usuários.

2. Linx Postos

Outro software bastante conhecido é o Linx. Ele pode ser utilizado tanto nos postos quanto nas lojas de conveniência. Um diferencial desse sistema é o fato de ele ser totalmente hospedado na nuvem, o que garante mais segurança para os seus dados, facilita o acesso às informações e exige menos investimento em hardware.

O Linx oferece vários módulos e você pode contratar apenas aqueles que fazem sentido para o seu negócio. Ele permite, por exemplo, integrar a operação com as transportadoras e controlar o fornecimento de combustíveis. Além disso, o sistema engloba a gestão da equipe do posto, possibilitando o cadastramento dos colaboradores para a criação de um histórico e a implementação de um ponto eletrônico.

3. Petros

O Petros é um sistema que também oferece diferentes módulos, sendo possível unificar o controle operacional, financeiro, fiscal e gerencial do posto. Ah, ele também é armazenado em nuvem e realiza backups diários, aumentando a segurança das informações.

Esse software faz a atualização e sincronização de dados automaticamente, além de ajudar a manter as obrigações fiscais em dia (Pis/Cofins, LMC, NFC-e, NF-e, SAT-CF-e, e outras). A gerência do posto de combustível pode controlar o acesso ao sistema e registrar informações relacionadas a frentistas e clientes.

Segundo informações institucionais, o Petros já foi instalado para mais de mil clientes.

4. Autoexpert

O Autoexpert é um software presente no mercado desde 1993. Ele disponibiliza aos seus clientes uma integração versátil, incluindo a administração centralizada de filiais. Um diferencial oferecido por esse sistema é o Canal Cliente. Por meio dele, os gerentes podem registrar as informações de abastecimento de cada cliente com privacidade.

Outra ferramenta encontrada no Autoexpert é o Livro de Movimentações de Combustíveis (LMC). Além disso, ele é atualizado de acordo com as exigências fiscais do setor. Você conhece ou já ouviu falar sobre esse software?

5. Meta Posto

Esse sistema é conhecido por facilitar a administração financeira e contábil dos postos. Com ele, é possível monitorar remotamente o andamento das vendas e do estoque por meio de um aplicativo disponível para smartphones e tablets. Portanto, você pode ter acesso às informações do seu posto e das filiais mesmo estando longe. 

As vantagens do Meta Posto incluem ainda a integração do sistema com os medidores de tanques para controlar o estoque e o ajuste automático do LMC. Eles também oferecem um módulo para o relacionamento com os clientes.

Você conhece algum desses softwares de gestão para postos de combustíveis ou tem indicação de outros? Conte para gente nos comentários. Não se esqueça de compartilhar este artigo nas redes sociais.

 

Conheça a história dos combustíveis

Não é novidade para ninguém a importância dos combustíveis para toda a sociedade. Mas, você já parou para pensar como era a vida das pessoas quando não existia gasolina, etanol, GLP ou gás natural? Desde a pré-história até os dias atuais, o ser humano tem buscado fontes de energia para se aquecer, alimentar e locomover. 

Os combustíveis foram protagonistas de grandes episódios da história mundial. Quais? Neste artigo, nós da Ruff contamos para você os principais detalhes e curiosidades sobre a história dos combustíveis e também dos primeiros postos de gasolina. 

O que são combustíveis?

Para começar, é importante entender quem são eles. De forma geral, todas as substâncias químicas queimadas com o intuito de produzir energia na forma de calor são chamadas de combustíveis. Eles podem ter diversas aplicações, sendo utilizados para acionar, por exemplo, motores automotivos, aeronáuticos, industriais ou turbinas de usinas termelétricas.

Os combustíveis podem derivar de fósseis animais e vegetais, como é o caso do petróleo, ou de plantas, como a cana-de-açúcar (a matéria-prima do etanol). Além disso, eles podem ser originados a partir da eletrólise da água ou do lixo (biogás).

Ah, o combustível é classificado ainda como renovável ou não renovável. O primeiro é aquele obtido de fontes não fósseis, ou seja, ele não se esgota (água, etanol, madeira e etc.). Já o segundo, é obtido a partir de fontes fósseis, disponíveis na natureza por um tempo limitado, como o petróleo.

A evolução e a história dos combustíveis

A primeira fonte de energia da humanidade foi a madeira. Ela era queimada pelos homens primitivos com o intuito de se proteger do frio e cozinhar alimentos. Mas, foi a partir da primeira Revolução Industrial que os combustíveis modernos começaram a ser originados. Naquela época, a necessidade de mover os motores a vapor utilizados em locomotivas e grandes fábricas fez com que o carvão mineral se tornasse o grande protagonista do período.

Anos mais tarde, já no começo do século 20, foi a vez do petróleo ser explorado como fonte de energia. Isso porque os automóveis começaram a se popularizar e foi preciso encontrar um combustível eficiente. A partir de então, a refinação do petróleo passou a ser feita em larga escala e a gasolina ganhou destaque no mercado. Antes disso, a principal função do petróleo era dar origem ao querosene, utilizado na iluminação pública e residencial.

A criação da gasolina aditivada e os impactos da Crise do Petróleo

No contexto das refinarias de petróleo, a novidade na década de 1950 foi o investimento na produção de combustível com alta octanagem e o início da comercialização da gasolina aditivada. Clique aqui para saber o que é e quais são os benefícios da gasolina aditivada.

Mas, e o etanol? Bem, ele foi criado depois das famosas Crises do Petróleo, na década de 1970, responsáveis por afetar o setor em escala mundial. Muitos países, então, começaram a buscar novas fontes de energia. A obtenção de álcool anidro a partir da cana-de-açúcar foi o grande destaque nesse período, principalmente no Brasil.

Já a gasolina, também em 1970, ganhou novos compostos antidetonantes com o objetivo de minimizar os impactos ambientais causados por sua queima. Além disso, uma medida que vem sendo adotada desde aquela época até os dias de hoje é a redução do teor de enxofre na gasolina.

Quer conhecer detalhes e curiosidades sobre o óleo diesel? Clique aqui e confira o post especial que fizemos sobre esse combustível.

Os primeiros Postos de Combustíveis

Você já parou para pensar como era a vida dos motoristas antes do surgimento dos postos de combustíveis? Como contamos acima, a popularização dos carros aconteceu no começo do século 20. Naquela época, para abastecer um veículo, era preciso comprar barris de 200 litros de gasolina. Eles eram vendidos em armazéns e inseridos nos tanques dos carros por meio de funis.

O primeiro projeto mais semelhante a ideia de posto de combustível foi inaugurado em 1888, na cidade alemã de Wiesloch. Ele ficava em uma farmácia e era utilizado como base de abastecimento da Bertha Benz, primeira pessoa no mundo a dirigir um carro a uma longa distância.

Mas, a concepção de posto de gasolina como conhecemos hoje só foi criada em 1907. Naquele ano, o fundador da Ford, Henry Ford, inaugurou em Saint Louis, nos Estados Unidos, o Automobile Gasoline Company, um galpão com duas bombas instaladas sob pedestais.     

No mesmo ano, a Stanford Oil of California, atual Chevron, construiu o segundo posto de combustível do mundo em Seattle, também nos Estados Unidos. Outra curiosidade é que foi a Stanford Oil a inovar e criar o conceito de posto bandeirado.

Postos no Brasil

Em 1915, foi inaugurado o primeiro posto de combustível em solo brasileiro. Quem trouxe a novidade para o país foi a Texaco, mas, antes disso, outras duas empresas estrangeiras já atuavam por aqui como distribuidoras.

Ao passar dos anos, o mercado de combustíveis do Brasil passou por diversas transformações. Isso inclui o domínio do setor por oligopólios e, na década de 1990, a sua flexibilização, permitindo a criação de novas distribuidoras de combustíveis e o estabelecimento de um mercado mais competitivo. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.

Você tem alguma dúvida sobre a história dos combustíveis? Deixe a sua pergunta nos comentários. Não se esqueça de compartilhar este artigo nas redes sociais.

 

Selecionados Ruff: Nissan Frontier - A picape dos “Pôneis Malditos”

Você se lembra da musiquinha “Pôneis Malditos, Pôneis malditos”? Ela fez parte da campanha publicitária lançada pela Nissan em 2011 para promover a picape Frontier. O comercial fez tanto sucesso que chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics do Twiiter e, como resultado, fez a vendas da montadora crescer.

Neste artigo, nós da Ruff contamos para você a história da Nissan Frontier e relembramos a repercussão dos pôneis malditos.

A chegada da Nissan Frontier ao Brasil

A Nissan Frontier chegou ao Brasil como um automóvel importado na década de 1990, mas a história do modelo começou bem antes disso, em 1962. Lá fora, essa picape da fabricante japonesa leva o nome de Nissan Navarra. A produção nacional da Frontier começou em 2002, na fábrica de São José dos Pinhais-PR, marcando o início da Nissan do Brasil.

A primeira geração da Frontier nacional foi colocada no mercado nas versões com tração 4x4 e 4x2, contando com um motor de 2.8 litros turbo diesel intercooler e com peso seco de 213 kg. Ela tinha uma potência máxima de 132 cv. Além disso, o modelo de estreia no Brasil já vinha equipado com ABS nas quatro rodas com EBC, faróis de neblina, airbag duplo e com outros detalhes que eram diferenciais na época.

O design das primeiras Frontiers era considerado inovador por aqui, principalmente por causa da semelhança com as picapes americanas. O capô se destacava por seu ar robusto e pelos faróis de neblina mais arredondados. Por dentro, a cabine dupla média era marcada por linhas que davam um ar esportivo ao veículo.

Em seu primeiro ano com fábrica no Brasil, a Nissan produziu 4.500 unidades da Frontier.

Pôneis Malditos, Pôneis Malditos!

Com o passar dos anos, novas gerações da Nissan Frontier foram lançados, garantindo à ela solidez no mercado brasileiro e fazendo frente às principais concorrentes: Ford Ranger, Chevrolet S-10 e a Toyota Hilux. Mas, foi em 2011 que a picape da empresa japonesa ganhou ainda mais destaque graças a um comercial de sucesso.

A publicidade dos “Pôneis Malditos” entrou no ar em julho de 2011 e rendeu bons resultados para a Nissan. No vídeo, era exibida a imagem de um veículo concorrente atolado enquanto o locutor perguntava: “Você prefere uma picape que tenha cavalos ou pôneis?”. Em seguida, o motorista chuta o pneu e o capô abre, mostrando pôneis correndo em um carrossel e cantando “Pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar”. 

Se você não se lembra do comercial, clique aqui para assisti-lo.

A repercussão da campanha foi gigante! Nas redes sociais, as pessoas só falavam sobre isso, levando os pôneis a ficarem em primeiro lugar nos trendings topics do Twitter. No Youtube, a Nissan lançou uma versão estendida do comercial, onde um pônei fofo se transforma em um “pônei do mal” e, com uma voz macabra diz que “se você não passar o vídeo para 10 pessoas, você vai sofrer a maldição do pônei: você vai ficar o resto da vida com essa música na cabeça”.

A polêmica do comercial e os bons resultados para a Nissan

Os pôneis conquistaram boa parte do público, mas o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) recebeu cerca de 30 denúncias contra o comercial. Segundo as reclamações, a campanha era um problema para as crianças, já que associava pôneis – uma figura do universo infantil – à palavra “maldito”. Mas, o processo foi arquivado após o órgão decidir que a publicidade não era inadequada.

Uma nova versão do comercial dos pôneis foi lançada em 2012 e agência de publicidade Lew’Tara/TBWA, desenvolvedora da campanha, recebeu vários prêmios com o vídeo. Quem também saiu ganhando nessa história, claro, foi a Nissan.

Por causa da repercussão dos pôneis malditos, as vendas da montadora em agosto de 2011 cresceu 81% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 5.375 veículos vendidos no mês. De acordo com dados da empresa, as vendas da Frontier aumentou em 110%. Outros modelos da Nissan também registraram números acima da média. A quantidade de vendas do Sentra, por exemplo, subiu em 127% e do Tida em 120%.

Encerramento da produção no Brasil. Agora, a Frontier vem da Argentina!

Entre 2013 e 2016, houve uma queda constante nas vendas da Frontier no Brasil. Em 2012 foram mais de 17 mil unidades comercializadas. Já em 2016, esse número caiu para 3.605. Essa pode ter sido uma das principais razões que levou a Nissan a anunciar, em setembro de 2017, o encerramento da produção da picape no Brasil.

A nova geração da Frontier passou a ser importada do México, custando entre, mais ou menos, R$ 150 mil e R$ 170 mil. Com um motor 2.3 turbo diesel de 190 cv, ela é vendida nas versões SE e LE. Em 2018, a Frontier começa a chegar ao Brasil a partir da Argentina, diretamente da fábrica instalada na cidade de Córdoba.

Você gosta de picapes? Então, conte para gente nos comentários o que você acha da Frontier Nissan.

 

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