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Etanol ou Gasolina?

A frota de automóveis brasileira é predominante de bicombustíveis e com o grande volume de vendas atual, deve continuar crescendo nos próximos anos. Com as recentes oscilações de preço dos combustíveis, muitas pessoas ficaram na dúvida de qual combustível compensa mais abastecer de acordo com seu preço. Tendo em vista de que essas mudanças podem continuar, decidimos explicar como é feito o cálculo de vantagem.

Para compreendê-lo é preciso saber que motores abastecidos com etanol consomem em média 30% a mais do que com gasolina. Esse fato indica que a gasolina rende mais do que o etanol e uma simples conta de porcentagem pode resolver esse impasse, ou seja, o etanol é mais vantajoso se seu litro custar até 70% do litro da gasolina.

A regra se aplica a todos os veículos, mesmo com diferentes modelos. Embora outros fatores externos ou particulares de cada carro possam fazer com que o rendimento varie, o cálculo permanece o mesmo. Para assegurar que seu automóvel mantenha o rendimento máximo procure fazer as revisões periódicas, ficar atento a quantos Km/L o carro faz a cada vez que abastece e utilizar sempre combustíveis de qualidade.

Dessa forma você garante maior rendimento com gastos reduzidos. Se você tiver perguntas sobre esse assunto, escreva nos comentários abaixo. Assim você conhece mais sobre o mercado de combustíveis e nós compartilhamos essas informações importantes com vocês.

Os novos rumos do Etanol

Já havíamos falado em nosso blog que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) assumiria o controle do Etanol com o intuito controlar os preços desse produto no Brasil. Como previsto a presidente Dilma assinou no dia 28 de abril uma Medida Provisória (MP) que classifica o Etanol como combustível estratégico e não somente derivado da produção agrícola. Essa ação dá controle a ANP sobre a comercialização, armazenamento, exportação e importação desse combustível. Assim o governo poderá controlar seu preço, uma vez que todo seu processo será regulado pela agência.

No entanto, no presente momento os preços continuam a subir, algumas cidades estão com falta de gasolina e a importação de combustíveis está aumentando para suprir a demanda. Por isso, essa MP também definiu que a mistura de Etanol Anidro na Gasolina seja entre 18% e 25% sendo que até o momento era entre 20% e 25%. Estima-se que cada ponto percentual a menos de Anidro nessa mistura equivale a 250 milhões de litros a mais no mercado.

Acredita-se que essa ação ajudará a conter a alta do preço do Etanol e devido a sua mistura reduzir o da Gasolina. Sabemos que esses são os primeiros passos para melhorar a situação atual de abastecimento do país, então devemos continuar a observar o mercado como agora e ficar atentos as novidades. A Ruff pretende sempre manter seus parceiros informados sobre essas mudanças, por isso convidamos você a deixar suas perguntas e comentários sobre esse assunto. Queremos conversar com você!

O que é combustível de microalga?

O biodiesel é um combustível com grande potencial no Brasil e já tem sido utilizado obrigatoriamente em 5% da mistura do diesel, além de abastecer alguns automóveis de transporte coletivo. Esse combustível pode ser produzido a partir de gorduras animais ou óleos vegetais, sendo que a melhor matéria-prima para isso é o dendê que produz 4,4 mil litros por hectare a cada ano. No entanto, apenas 22% do volume de sementes desse vegetal são aproveitados, levando os cientistas brasileiros a procurarem alternativas.

Recentemente foram iniciadas pesquisas com a intenção de viabilizar economicamente a produção de biodiesel, utilizando algas microscópicas como matéria-prima. Sua grande vantagem econômica é que de todas as outras fontes essa é a única que fornece uma produtividade grande. Em comparação com o dendê, um hectare de microalgas produz até 90 mil litros de combustível também em um ano. Isso ocorre pelo fato do aproveitamento da microalga ser grande, uma vez que em algumas espécies chega a até 90%.

O desenvolvimento desse biodiesel pode trazer outros benefícios além de ser fonte de energia automotiva. Algumas microalgas, por exemplo, podem ser cultivadas em água salobra ou com resíduos, reduzindo a demanda de água doce e tratada que é utilizada na produção de outras fontes de biocombustíveis. Outra vantagem é que o cultivo pode ser feito na região semiárida brasileira através da água salobra fornecida por lençol freático, não desperdiçando solo e melhorando a economia dessa área.

Como as microalgas são menos sensíveis a fenômenos naturais, sua safra não sofreria grandes variações e manteria a produtividade estável. Ainda dentre suas diversas vantagens, essa matéria-prima é uma excelente fixadora de carbono, ou seja, contribui na redução dos efeitos do aquecimento global.

Mesmo com todos esses benefícios para o país, acredita-se que a produção desse combustível não será economicamente viável em menos de uma década. Afinal, existem diversos fatores técnicos que devem ser desenvolvidos no processo de produção, fazendo com que seja lucrativo e otimizado. Ainda que em longo prazo, essa é uma grande iniciativa do Brasil que pode favorecer  todos desse setor e também os consumidores.

Fonte: Estadão

Ipem-SP lança cartilha para postos de combustíveis

Sabemos que a concorrência entre postos é alta devido a sua grande variedade presente nas cidades e nas estradas. Outro fator que influencia é a sua localização, que pode gerar diferenças no perfil do consumidor e no movimento diário do posto. Unido à grande demanda de combustíveis, mais do que nunca os postos devem fazer uma boa manutenção em seus equipamentos, correndo o risco de serem autuados e consequentemente perderem lucros futuros.

Além de correr esse risco, existe a possibilidade de receberem multas da equipe de fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), que faz vistorias periódicas. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais procurando seus direitos e chamando atenção para irregularidades nesse setor.

Para evitar essa situação, o Ipem desenvolveu uma cartilha para donos e funcionários de postos. Esse informativo tem a intenção de divulgar a melhor forma de manter os equipamentos encontrados nos postos de acordo com as normas técnicas do Inmetro.

Na realidade a cartilha foi desenvolvida em razão do aumento das reclamações de consumidores, uma vez que entre 2009 e 2010 foi registrado na Ouvidoria do Ipem um crescimento de 5%. Ressaltando ainda mais a necessidade dos postos evitarem pequenas irregularidades, sendo do interesse de cada empresário que seu estabelecimento continue em funcionamento.

O conteúdo dessa cartilha fala sobre técnicas que mantém em pleno funcionamento os equipamentos de um posto. Dentre eles, podem ser verificados desde as bombas de combustíveis até outros produtos e equipamentos. Tudo que é fiscalizado pelo Ipem pode ser encontrado na Cartilha de Bombas, incluindo também as técnicas de manutenção.

Acreditamos que essa cartilha não só auxiliará os empresários a conduzirem seus negócios sem problemas com a fiscalização, como também deve continuar o processo de conscientização dos consumidores. Assim, eles poderão cada vez mais evitar irregularidades e ajudar na fiscalização. Essas informações também podem servir de exemplo para os outros estados, embora essa cartilha seja iniciativa do Ipem-SP acredita-se que pode ser útil para os postos de todo o país.

Lembramos ainda que não são só os equipamentos e os combustíveis que são fiscalizados. Outros produtos também são verificados, como a loja de conveniência. Esses outros fatores também podem interferir no funcionamento do posto sendo que sua função principal, que é abastecer, pode estar com todos os aspectos em dia.

ANP deve assumir regulamentação do Etanol

Como já falamos em nosso blog, o aumento do preço do Etanol tem levado os consumidores a abastecer com Gasolina. Como as chuvas e a seca de 2010 afetaram o desenvolvimento da cana, o início da moagem atrasou e por consequência diminuiu a produção de Etanol.

No entanto o problema de abastecimento atual não se deve somente a problemas naturais, mas também ao crescimento considerável da frota de veículos bicombustíveis no Brasil.Consequentemente a produção de Etanol não tem acompanhado o ritmo desse crescimento, ainda porque as usinas aumentaram a produção de açúcar na última safra por conta do preço mais favorável no mercado internacional. Com isso, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou que as usinas de açúcar e álcool do país têm condições de fornecer Etanol Hidratado para abastecer 45% da frota flex nos próximos 12 meses.

Diante dessa situação, o ministro Edson Lobão informou semana passada que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) deve assumir a regulamentação do Etanol através de projeto de lei ou MP (medida provisória). Sendo essa apenas uma das medidas para estabilizar o preço e o abastecimento desse combustível.

Atualmente, a ANP regula apenas a qualidade de produção do Etanol e a idéia ao assumir essa nova função é de tratá-lo como combustível estratégico e não apenas como um derivado da produção agrícola. Isso resultará em um tratamento similar ao setor do petróleo, no qual a ANP acompanha desde a produção até a distribuição do combustível.Com essa abordagem o Etanol passará a ter fiscalização da produção e metas pré-estabelecidas, fazendo com que seu preço e oferta sejam mais estáveis de acordo com sua demanda.

Segundo Gilson Bittencourt, secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o preço do Etanol deverá cair em maio já que a nova safra começou a ser processada em abril e tem previsão de chegar aos postos no mês seguinte. No momento devemos continuar a observar essas ações e seus efeitos, para então se adaptar a uma nova situação de mercado. Caso você queira saber mais sobre esse assunto ou tenha algumas dúvidas deixe suas perguntas e considerações em nossos comentários. Queremos saber sua opinião!

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