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Os novos rumos do Etanol

Já havíamos falado em nosso blog que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) assumiria o controle do Etanol com o intuito controlar os preços desse produto no Brasil. Como previsto a presidente Dilma assinou no dia 28 de abril uma Medida Provisória (MP) que classifica o Etanol como combustível estratégico e não somente derivado da produção agrícola. Essa ação dá controle a ANP sobre a comercialização, armazenamento, exportação e importação desse combustível. Assim o governo poderá controlar seu preço, uma vez que todo seu processo será regulado pela agência.

No entanto, no presente momento os preços continuam a subir, algumas cidades estão com falta de gasolina e a importação de combustíveis está aumentando para suprir a demanda. Por isso, essa MP também definiu que a mistura de Etanol Anidro na Gasolina seja entre 18% e 25% sendo que até o momento era entre 20% e 25%. Estima-se que cada ponto percentual a menos de Anidro nessa mistura equivale a 250 milhões de litros a mais no mercado.

Acredita-se que essa ação ajudará a conter a alta do preço do Etanol e devido a sua mistura reduzir o da Gasolina. Sabemos que esses são os primeiros passos para melhorar a situação atual de abastecimento do país, então devemos continuar a observar o mercado como agora e ficar atentos as novidades. A Ruff pretende sempre manter seus parceiros informados sobre essas mudanças, por isso convidamos você a deixar suas perguntas e comentários sobre esse assunto. Queremos conversar com você!

O que é combustível de microalga?

O biodiesel é um combustível com grande potencial no Brasil e já tem sido utilizado obrigatoriamente em 5% da mistura do diesel, além de abastecer alguns automóveis de transporte coletivo. Esse combustível pode ser produzido a partir de gorduras animais ou óleos vegetais, sendo que a melhor matéria-prima para isso é o dendê que produz 4,4 mil litros por hectare a cada ano. No entanto, apenas 22% do volume de sementes desse vegetal são aproveitados, levando os cientistas brasileiros a procurarem alternativas.

Recentemente foram iniciadas pesquisas com a intenção de viabilizar economicamente a produção de biodiesel, utilizando algas microscópicas como matéria-prima. Sua grande vantagem econômica é que de todas as outras fontes essa é a única que fornece uma produtividade grande. Em comparação com o dendê, um hectare de microalgas produz até 90 mil litros de combustível também em um ano. Isso ocorre pelo fato do aproveitamento da microalga ser grande, uma vez que em algumas espécies chega a até 90%.

O desenvolvimento desse biodiesel pode trazer outros benefícios além de ser fonte de energia automotiva. Algumas microalgas, por exemplo, podem ser cultivadas em água salobra ou com resíduos, reduzindo a demanda de água doce e tratada que é utilizada na produção de outras fontes de biocombustíveis. Outra vantagem é que o cultivo pode ser feito na região semiárida brasileira através da água salobra fornecida por lençol freático, não desperdiçando solo e melhorando a economia dessa área.

Como as microalgas são menos sensíveis a fenômenos naturais, sua safra não sofreria grandes variações e manteria a produtividade estável. Ainda dentre suas diversas vantagens, essa matéria-prima é uma excelente fixadora de carbono, ou seja, contribui na redução dos efeitos do aquecimento global.

Mesmo com todos esses benefícios para o país, acredita-se que a produção desse combustível não será economicamente viável em menos de uma década. Afinal, existem diversos fatores técnicos que devem ser desenvolvidos no processo de produção, fazendo com que seja lucrativo e otimizado. Ainda que em longo prazo, essa é uma grande iniciativa do Brasil que pode favorecer  todos desse setor e também os consumidores.

Fonte: Estadão

Ipem-SP lança cartilha para postos de combustíveis

Sabemos que a concorrência entre postos é alta devido a sua grande variedade presente nas cidades e nas estradas. Outro fator que influencia é a sua localização, que pode gerar diferenças no perfil do consumidor e no movimento diário do posto. Unido à grande demanda de combustíveis, mais do que nunca os postos devem fazer uma boa manutenção em seus equipamentos, correndo o risco de serem autuados e consequentemente perderem lucros futuros.

Além de correr esse risco, existe a possibilidade de receberem multas da equipe de fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), que faz vistorias periódicas. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais procurando seus direitos e chamando atenção para irregularidades nesse setor.

Para evitar essa situação, o Ipem desenvolveu uma cartilha para donos e funcionários de postos. Esse informativo tem a intenção de divulgar a melhor forma de manter os equipamentos encontrados nos postos de acordo com as normas técnicas do Inmetro.

Na realidade a cartilha foi desenvolvida em razão do aumento das reclamações de consumidores, uma vez que entre 2009 e 2010 foi registrado na Ouvidoria do Ipem um crescimento de 5%. Ressaltando ainda mais a necessidade dos postos evitarem pequenas irregularidades, sendo do interesse de cada empresário que seu estabelecimento continue em funcionamento.

O conteúdo dessa cartilha fala sobre técnicas que mantém em pleno funcionamento os equipamentos de um posto. Dentre eles, podem ser verificados desde as bombas de combustíveis até outros produtos e equipamentos. Tudo que é fiscalizado pelo Ipem pode ser encontrado na Cartilha de Bombas, incluindo também as técnicas de manutenção.

Acreditamos que essa cartilha não só auxiliará os empresários a conduzirem seus negócios sem problemas com a fiscalização, como também deve continuar o processo de conscientização dos consumidores. Assim, eles poderão cada vez mais evitar irregularidades e ajudar na fiscalização. Essas informações também podem servir de exemplo para os outros estados, embora essa cartilha seja iniciativa do Ipem-SP acredita-se que pode ser útil para os postos de todo o país.

Lembramos ainda que não são só os equipamentos e os combustíveis que são fiscalizados. Outros produtos também são verificados, como a loja de conveniência. Esses outros fatores também podem interferir no funcionamento do posto sendo que sua função principal, que é abastecer, pode estar com todos os aspectos em dia.

ANP deve assumir regulamentação do Etanol

Como já falamos em nosso blog, o aumento do preço do Etanol tem levado os consumidores a abastecer com Gasolina. Como as chuvas e a seca de 2010 afetaram o desenvolvimento da cana, o início da moagem atrasou e por consequência diminuiu a produção de Etanol.

No entanto o problema de abastecimento atual não se deve somente a problemas naturais, mas também ao crescimento considerável da frota de veículos bicombustíveis no Brasil.Consequentemente a produção de Etanol não tem acompanhado o ritmo desse crescimento, ainda porque as usinas aumentaram a produção de açúcar na última safra por conta do preço mais favorável no mercado internacional. Com isso, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou que as usinas de açúcar e álcool do país têm condições de fornecer Etanol Hidratado para abastecer 45% da frota flex nos próximos 12 meses.

Diante dessa situação, o ministro Edson Lobão informou semana passada que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) deve assumir a regulamentação do Etanol através de projeto de lei ou MP (medida provisória). Sendo essa apenas uma das medidas para estabilizar o preço e o abastecimento desse combustível.

Atualmente, a ANP regula apenas a qualidade de produção do Etanol e a idéia ao assumir essa nova função é de tratá-lo como combustível estratégico e não apenas como um derivado da produção agrícola. Isso resultará em um tratamento similar ao setor do petróleo, no qual a ANP acompanha desde a produção até a distribuição do combustível.Com essa abordagem o Etanol passará a ter fiscalização da produção e metas pré-estabelecidas, fazendo com que seu preço e oferta sejam mais estáveis de acordo com sua demanda.

Segundo Gilson Bittencourt, secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o preço do Etanol deverá cair em maio já que a nova safra começou a ser processada em abril e tem previsão de chegar aos postos no mês seguinte. No momento devemos continuar a observar essas ações e seus efeitos, para então se adaptar a uma nova situação de mercado. Caso você queira saber mais sobre esse assunto ou tenha algumas dúvidas deixe suas perguntas e considerações em nossos comentários. Queremos saber sua opinião!

Como os combustíveis podem ser adulterados?

Os automóveis dos consumidores são afetados diretamente pelos combustíveis adulterados, levando a prejuízos e gastos desnecessários. Esse é um assunto muito discutido no mercado de combustíveis e a Ruff procura fazer sua parte sempre mantendo seus clientes e parceiros informados. Assim pode-se evitar gastos e cada vez mais ter acesso a combustíveis de qualidade. Com esse intuito reunimos abaixo os tipos de adulteração mais conhecidos de acordo com cada combustível:

Etanol Anidro: Esse combustível não tem tributação direta, ou seja, não paga impostos quando é vendido do produtor (usinas) para as distribuidoras. O Anidro é comprado pelas distribuidoras para ser misturado com a Gasolina A, formando o produto final que é chamado de gasolina C com 25% de Anidro em sua composição. Os impostos passam a ser cobrados a partir do produto final na comercialização da distribuidora com os revendedores.

Então para ter lucro maior por meio de sonegação de tributos, o adulterador adiciona uma quantidade indeterminada de água ao Etanol Anidro que é chamado de “Álcool Molhado”, para ser vendido como Hidratado que ao invés de água da rede municipal deve ter água destilada em sua mistura. Para evitar danos em seu automóvel devido a essa adulteração certifique-se de que o Etanol oferecido possui aparência incolor, pois o Anidro possui corante alaranjado segundo a Resolução ANP nº 36.

Etanol Hidratado: Já no caso do Hidratado, seus impostos são cobrados como produto final e sua fiscalização é feita com maior controle no Estado de São Paulo com a intenção de evitar sonegação de impostos.

Assim como o Anidro, esse combustível pode ser adulterado através da adição de água além da porcentagem permitida que deve ser entre 6,2 a 7,4%. Uma forma de verificar a qualidade do Hidratado é através do teste de proveta.

Gasolina: O principal objetivo ao adulterar esse combustível é não pagar tributos.Como jámencionado, a Gasolina C que é vendida para o consumidor final é uma mistura entre a gasolina A e Etanol Anidro, formando uma composição com 25% de Anidro.

Devido a essa mistura, a mais famosa forma de adulteração é a adição de Anidro acima da porcentagem permitida, prejudicando o consumidor final. Para evitar esse caso, o consumidor pode requisitar um teste de proveta ao abastecer seu automóvel.

Outra forma é a adição de solventes que são proibidos para gasolina. A variedade de solventes é utilizada é grande, sendo que o mais famoso é o de borracha deixando o combustível impróprio para consumo.

Existe ainda a possibilidade de misturar óleo diesel ou querosene a gasolina, por serem mais baratos e completamente miscíveis. Como esses dois produtos são mais pesados, com o tempo causam perda de potência e danos ao motor do veículo.

Óleo Diesel: Comercializado em mais de uma versão para automóveis, suas versões mais utilizadas no país são o S1.800 e o S500. Os nomes definem o teor de enxofre em sua composição, por exemplo, o tipo S1.800 corresponde 1.800 ppm (partes por milhão) de enxofre. Para diferenciar um tipo do outro foi definido que o S1.800 deve ter corante avermelhado e o S500 sua aparência natural. Essa ação impede que a versão com alto teor de enxofre seja comercializada em regiões de alta poluição como grandes metrópoles. Afinal, quanto menor a quantidade de enxofre menos poluente é o diesel. Quando for abastecer com esse combustível verifique se sua aparência condiz com a região em que você circula.

Uma possibilidade menos usada é a adição de óleos mais pesados (residuais) ao diesel.

Biodiesel: Utilizado principalmente em mistura obrigatória com óleo diesel, correspondendo a 5% da composição. O biodiesel pode ser adulterado com a adição de óleo de soja e funciona em motores a diesel, porém causa danos no motor dos automóveis ao longo do tempo.

GNV: Esse combustível é quase impossível de ser adulterado, não existindo uma forma comum e definitiva de adulteração.

Agora que você já sabe os principais tipos de adulteração fica mais fácil de evitar combustíveis de baixa qualidade, facilitando o acesso aos outros e prevenindo danos a seu automóvel. Mesmo que ainda exista a necessidade de cautela, temos o prazer de afirmar que os números de adulteração no país têm diminuído consideravelmente, como pode ser observado nos relatórios fornecidos pela ANP. Por fim, se você quiser saber mais sobre esse assunto veja esse texto complementar fornecido pela ANP e nosso texto sobre tipos de combustíveis.

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