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Selecionados Ruff: A história do Chevrolet Celta

O Chevrolet Celta já foi o primeiro carro de muitos brasileiros. Mesmo depois do fim da sua produção, em 2015, ele continua bastante presente nas ruas e estradas do país, sendo um dos carros populares mais queridos do Brasil. É por isso que hoje o “Celtinha” foi o escolhido por nós para estrelar no nosso blog.

Os primeiros anos de sucesso

Quando o Celta começou a ser produzido, em setembro de 2000, a intenção da Chevrolet era colocar no mercado o carro mais barato do Brasil. Ele foi lançado na fábrica de Gravataí-RS, e, quatro meses mais tarde, quase 22 mil unidades já haviam sido vendidas. Um ano depois do Celta chegar ao mercado, a Chevrolet comemorou a marca de 100 mil unidades comercializadas.

Uma das características que mais chamava a atenção nesse popular, além do preço, era a sua semelhança com o Chevrolet Vectra hatch e com o Corsa. Apesar de ser um compacto queridinho desde o seu lançamento, existiam algumas configurações da primeira versão que não agradavam os motoristas. Uma das reclamações era em relação à buzina, a qual era acionada por meio da alavanca da seta. Esse problema só foi resolvido em 2006, quando a buzina passou a ser acionada pelo volante.

Durante os primeiros anos de história do Chevrolet Celta, uma das grandes novidades do modelo foi a chegada, em 2003, da versão 1.4 e com quatro portas. A mudança aumentou as vendas do automóvel e, em 2005, a fabricante bateu a marca de 560 mil unidades comercializadas. Outra novidade que agradou os motoristas naquele mesmo ano foi a conversão do motor 1.0 para motor flex.

A nova cara do “Celtinha”

O Chevrolet Celta ganhou novos atributos depois de passar por uma reestilização em 2006. Os interessados no modelo naquela época, podiam encontrar nas concessionárias três versões de acabamento e com preços entre, mais ou menos, R$24 e 36 mil reais:

Life: era a versão mais simples do Celta, com relógio digital e rodas de 13 polegadas. Quem comprasse essa versão podia escolher se queria adicionar ar condicionado e direção hidráulica.

Spirit: essa versão tinha alguns itens a mais, como para-choques na cor do automóvel e os vidros traseiros contavam com limpador e desembaçador.

Super: o Celta comercializado nessa versão tinha principais diferenciais as rodas 14 polegadas, um novo padrão de rodas, tecidos na porta e maçanetas na cor do veículo.

Outro acontecimento importante em 2006 para a história desse popular da Chevrolet foi o lançamento do Chevrolet Prisma, o sedan que chegou ao mercado como uma derivação do Celta.

Da última reestilização ao fim da produção

Em 2011, a Chevrolet lançou a linha 2012 do Celta, que apresentava o parachoque dianteiro com grade dividida, o atual emblema padrão da GM e novas calotas. Os faróis e as lanternas ficaram escurecidos, e seu modesto painel ganhou desenhos modernos para os comandos de ar condicionado e interruptores.

Completando, o volante adquiriu detalhes pratas e os bancos e as portas, tecidos estampados com um grafismo na cor azul, semelhante ao utilizado no Agile. Apesar da simplicidade e pouco espaço, o modelo era charmoso e capaz de acomodar cinco adultos. Porém, sua reputação foi abalada devido à divulgação do insucesso do veículo na bateria de provas de colisão do Latin NCP, recebendo 1 estrela de um total de 5.

Tentando se redimir, a Chevrolet lançou a última atualização do hatch em 2013, passando a vendê-lo em uma única versão, equipada com freios ABS e airbags frontais de série. Mas sem sucesso, em 2015 a sua produção foi encerrada em junho e, no final de agosto, o Celta foi retirado do site da Chevrolet Brasil, colocando um ponto final na sua história com mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas no país.

O sucessor

O modelo que entrou no lugar do “Celtinha” foi o Onix, que começou a ser vendido em 2012 e, desde então, apresentava boa aceitação pelo público. O carro tem inovações de conectividade com o motorista na central de multimídia, controles de áudio no volante e câmbio automático. Entretanto em 2017, o Latin NCAP assombrou a Chevrolet mais uma vez, dando nota zero ao hatch nacional e alegando uma péssima proteção lateral.

Em resposta ao resultado negativo, a versão do Onix 2019 veio equipada com barras de proteção lateral, permitindo uma nova classificação nos testes (3 estrelas).

Atualmente, ele é considerado o veículo com a menor desvalorização no mercado, melhor valor de revenda e leva a fama de carro mais vendido desde 2015. Mas o Celta sempre terá o seu lugar no coração de muitos brasileiros, deixando lembranças e servindo como base para a produção de outros modelos além do Onix, como o Agile e a Montana.

E você, o que acha do Celta e da sua substituição? Conta para nós nos comentários e compartilha a matéria!

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