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Gasolina comum ou aditivada? Qual é a diferença?

Existem consideráveis diferenças entre os tipos de gasolinas que encontramos no Brasil. Conhecê-las a fim de escolher a melhor opção é importante para garantir o melhor rendimento do veículo, além de prevenir possíveis problemas e economizar com manutenção.

Um das dúvidas de muitos motoristas é: gasolina comum ou aditivada? Se você é um desses, nós separamos algumas informações importantes para te ajudar a esclarecer essa questão.

A gasolina no Brasil

A gasolina é um combustível derivado do petróleo e composta por uma mistura complexa de hidrocarbonetos. Para chegar ao consumidor final, ela é formulada em refinarias, central petroquímicas ou formuladores. No Brasil, o seu padrão internacional de qualidade é monitorado e fiscalizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A gasolina comercializada por aqui é classificada em tipo A e C. A primeira não contém etanol e é vendida pelos produtores e importadores do combustível. A segunda, com adição de etanol, é aquela vendida nos postos ao consumidor final. Para se ter uma noção, foram comercializados 136.025 bilhões de litros de combustível no Brasil, em 2017. Dessa quantidade, 44.150 bilhões de litros foram só de gasolina C.

Octanagem

A octanagem é a capacidade que o combustível tem de resistir ao aumento de pressão de temperatura quando em contato com o ar. Isso significa que quanto maior a octanagem mais o combustível é resistente à possibilidade de detonação. A gasolina comum e a aditivada têm a mesma octanagem: 87 octanos. Isso desmitifica o boato de que os aditivos inseridos na gasolina aumentam a sua octanagem.

No Brasil, a gasolina com maior octanagem é a premium. Ela costuma ter 91 octanos. Geralmente, ela é recomendada para carros importados, esportivos ou antigos, fazendo-os ter um desempenho melhor.

Gasolina aditivada

A gasolina aditivada, portanto, é aquelas que contém aditivos, como detergentes e dispersantes. Eles são adicionados pelas distribuidoras na formulação do combustível, podendo haver variações entre uma marca e outra. Mas para que os aditivos servem?

Os detergentes, por exemplo, têm a função de remover as sujeiras e inibir o acúmulo de novos resíduos nos bicos injetores, velas, válvulas de admissão e câmara de combustão. Em relação aos dispersantes, eles servem para quebrar as partículas das sujeiras removidas pelo detergente. Isso ajuda na hora de elas serem expelidas pelo sistema de exaustão, evitando o entupimento do sistema de alimentação.

Outro componente que pode ser encontrado na gasolina aditivada é o antioxidante. Ele ajuda a retardar o envelhecimento do combustível. Já os anticorrosivos, eles evitam a ação corrosiva do álcool presente nos combustíveis.  A lista de aditivos também inclui o redutor de atrito, responsável por diminuir a fricção entre os cilindros, os anéis e os pistões. Isso acaba gerando uma pequena redução no consumo de combustível.

Os aditivos, portanto, evitam o acúmulo de resíduos e, consequentemente, aumentam a durabilidade das peças e conservação do veículo. Além disso, eles ajudam a melhorar o desempenho do motor do carro e reduzem a emissão de poluentes.

Antigamente, os aditivos precisavam ser registrados na ANP. Porém, desde 2017, o registro se tornou dispensável. A agência entendeu que a informação era desnecessária e significava um custo extra regulatório, uma vez que ela já fiscaliza a qualidade dos combustíveis.

Aditivos complementares

Os componentes da gasolina aditivada são resultados de pesquisas que buscam o melhor desempenho dos automóveis. Em contrapartida, os aditivos complementares – aqueles adicionados diretamente ao tanque do veículo – não costumam ter controle de proporções. Eles podem alterar ou, até mesmo, anular os benefícios dos combustíveis formulados. Portanto, os aditivos complementares são dispensáveis quando se utiliza a gasolina aditivada.

Gasolina comum ou aditivada?

Os tipos de combustíveis atendem a necessidades diferentes. Por exemplo, em locais de trânsito lento, recomenda-se o uso da gasolina aditivada. Isso acontece porque o trânsito pesado exige muito mais do motor, devido à constante aceleração e desaceleração do veículo. Nesse caso, a gasolina aditivada é recomendada por manter o sistema de alimentação mais limpo.

Em locais onde se transita livremente em alta velocidade, como nas rodovias, o combustível mais indicado é a gasolina comum. Por quê? Pelo fato de nas estradas a aceleração ser constante e não haver necessidade do uso da gasolina aditivada. Portanto, a comum é recomenda nesse caso por uma questão financeira, já que ela é mais barata.

E tudo bem abastecer carros novos com a aditivada? Sim, não há problemas! No entanto, os veículos que rodaram mais de 30 mil quilômetros utilizando gasolina comum precisam fazer a troca gradativa pela aditivada. Para quem não quer perder tempo, uma alternativa é fazer a limpeza do sistema de combustão antes da troca. O importante é não fazer a substituição brusca da comum para a aditivada, pois isso pode ocasionar o entupimento dos bicos injetores e dos carburadores.

E no caso de quem possui um automóvel flex? Sem problemas! O abastecimento desse tipo de veículo pode variar entre álcool, gasolina comum e aditivada.

Dicas para abastecer

Abastecer em um posto de confiança é a melhor forma de evitar prejuízos, não importando o tipo de gasolina escolhida. Assim, você não corre o risco de comprar combustível adulterado e colocar em risco o desempenho do veículo.  Caso perceba alguma alterações no automóvel após abastecer, o recomendado é mudar de posto de combustível.

Vale lembrar que o consumidor tem o direito de exigir o teste da proveta. Ele serve para avaliar a quantidade de álcool no combustível em 15 minutos. O valor padrão deve ser de 25%. Outra dica de ouro é abastecer o reservatório de partida a frio sempre com gasolina aditivada. Isso ajuda a evitar o acúmulo de resíduos decorrentes da oxidação da gasolina.

Agora ficou mais fácil abastecer o carro de maneira consciente, não é mesmo? Tem alguma dúvida? Conte para gente nos comentários!

 

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